É tempo de mudar a sério
A pouco mais de um mês das eleições legislativas, a realização do Encontro Nacional do Partido « Por um Portugal com Futuro», tem de ser encarado não apenas como um importante instrumento na mobilização de todo o Partido para a batalha das eleições, que vai exigir o empenhamento de cada e de todos os militantes, dos simpatizantes e activistas da CDU, mas também, na linha do 17.º congresso, um primeiro e forte sinal da disposição dos comunistas para romper com os sentimentos de impotência, conformismo, desânimo e o abstencionismo provocado pelo descrédito da política de direita levada a cabo pela alternância governativa PS/PSD.
Os portugueses não estão condenados à política de direita
Com a mesma convicção que lutámos pela interrupção da política de direita que vinha sendo concretizada pela coligação PSD/CDS-PP, vamos para esta batalha eleitoral conscientes das dificuldades que vamos encontrar numa luta que é desigual a começar nos meios que as várias forças políticas têm ao seu dispor, basta contabilizar os painéis de propaganda de cada um dos partidos que crescem como cogumelos na via pública, dificuldades que crescem com o inqualificável silenciamento a que a CDU está sujeita na comunicação social, mas também da possibilidade de um bom resultado eleitoral, traduzido em mais votos e mais deputados, condição decisiva para uma mudança a sério.
Possibilidades reais, sustentadas numa avaliação rigorosa da situação do nosso país e da previsão que fazemos de que seria dramático para o nosso povo, depois de três anos de grandes sacrifícios exigidos aos trabalhadores em particular e ao nosso povo em geral, em nome do crescimento económica praticamente inexistente, de uma falsa modernidade e do desenvolvimento social que se traduziu em muitos aspectos em regressão social, com os resultados que são conhecidos- mais de dois milhões de pessoas vivendo no limiar da pobreza, mais de meio milhão de desempregados, restrição de importantes direitos sociais, políticos e económicos- a imposição de baixos salários, a política de privatizações como elemento de favorecimento do grande capital nacional e internacional, que após estas eleições voltasse a ter mais do mesmo, como resultado de uma alternância que se tem mantido ao longo dos últimos 28 anos e que tem sido factor de desencanto e desmotivação da grande maioria dos portugueses.
É altura de dizer basta. Romper com a alternância e criar as condições para uma verdadeira alternativa política e uma política alternativa, é um objectivo não só possível, mas sobretudo necessário.
Os portugueses não estão condenados à política de direita, contrárias a um desenvolvimento mais justo e mais solidário do País.
É neste quadro que o Encontro Nacional assume também particular importância na definição das linhas essenciais da nossa campanha que se quer; alegre, confiante nos objectivos que nos propomos alcançar, determinada no convencimento dos trabalhadores e das populações com quem vamos contactar directamente, com um discurso simples e directo sustentado na justeza das nossas análises e propostas.
São muitas as diferenças
Ao contrário de alguns, que descobriram hoje os reais problemas do país e dos portugueses, nós vamos lembrar que já em Setembro de 2003 no comício da Festa do Avante!, foi colocada a urgência de interromper a política de direita e de substituição do Governo de então da coligação de direita.
Ao contrário de alguns, que ainda há 6 meses, defendiam a continuidade do actual Governo em nome da estabilidade, nós vamos lembrar os portugueses que o PCP em nome dos interesses do país e numa atitude responsável e consequente insistiu na necessidade do Presidente da República dissolver a Assembleia e marcar eleições.
Ao contrário de alguns, que hoje aparecem muito preocupados mas que se mantiveram, uns numa linha oportunista à espera para o que desse e viesse, outros cedendo ao conformismo e que vêm agora defender exactamente as mesmas velhas políticas para solucionar os mesmos velhos problemas, nós vamos dizer que mais do mesmo não, obrigado e que as verdadeiras soluções estão na alternativa política e numa política alternativa.
Ao contrário de alguns, que sugerem engenharias eleitorais geradoras de maiorias absolutas, ou pactos de regime celebrados entre dois partidos, os mesmos que têm fortíssimas responsabilidades na situação que o país vive, ignorando propositadamente que nos últimos 28 anos em momentos decisivos PS e PSD celebraram vários pactos como aconteceu nos processos de revisão constitucional, ou nas alterações sobre a legislação dos partidos com os resultados que são conhecidos, nós vamos dizer aos trabalhadores que há uma alternativa política que passa em primeiro lugar pela ampliação da influência social, política e eleitoral do PCP e correspondente alteração da actual correlação de forças entre o PCP e o PS, no plano institucional favorável ao PCP.
Possibilidades reais, sustentadas numa avaliação rigorosa da situação do nosso país e da previsão que fazemos de que seria dramático para o nosso povo, depois de três anos de grandes sacrifícios exigidos aos trabalhadores em particular e ao nosso povo em geral, em nome do crescimento económica praticamente inexistente, de uma falsa modernidade e do desenvolvimento social que se traduziu em muitos aspectos em regressão social, com os resultados que são conhecidos- mais de dois milhões de pessoas vivendo no limiar da pobreza, mais de meio milhão de desempregados, restrição de importantes direitos sociais, políticos e económicos- a imposição de baixos salários, a política de privatizações como elemento de favorecimento do grande capital nacional e internacional, que após estas eleições voltasse a ter mais do mesmo, como resultado de uma alternância que se tem mantido ao longo dos últimos 28 anos e que tem sido factor de desencanto e desmotivação da grande maioria dos portugueses.
É altura de dizer basta. Romper com a alternância e criar as condições para uma verdadeira alternativa política e uma política alternativa, é um objectivo não só possível, mas sobretudo necessário.
Os portugueses não estão condenados à política de direita, contrárias a um desenvolvimento mais justo e mais solidário do País.
É neste quadro que o Encontro Nacional assume também particular importância na definição das linhas essenciais da nossa campanha que se quer; alegre, confiante nos objectivos que nos propomos alcançar, determinada no convencimento dos trabalhadores e das populações com quem vamos contactar directamente, com um discurso simples e directo sustentado na justeza das nossas análises e propostas.
São muitas as diferenças
Ao contrário de alguns, que descobriram hoje os reais problemas do país e dos portugueses, nós vamos lembrar que já em Setembro de 2003 no comício da Festa do Avante!, foi colocada a urgência de interromper a política de direita e de substituição do Governo de então da coligação de direita.
Ao contrário de alguns, que ainda há 6 meses, defendiam a continuidade do actual Governo em nome da estabilidade, nós vamos lembrar os portugueses que o PCP em nome dos interesses do país e numa atitude responsável e consequente insistiu na necessidade do Presidente da República dissolver a Assembleia e marcar eleições.
Ao contrário de alguns, que hoje aparecem muito preocupados mas que se mantiveram, uns numa linha oportunista à espera para o que desse e viesse, outros cedendo ao conformismo e que vêm agora defender exactamente as mesmas velhas políticas para solucionar os mesmos velhos problemas, nós vamos dizer que mais do mesmo não, obrigado e que as verdadeiras soluções estão na alternativa política e numa política alternativa.
Ao contrário de alguns, que sugerem engenharias eleitorais geradoras de maiorias absolutas, ou pactos de regime celebrados entre dois partidos, os mesmos que têm fortíssimas responsabilidades na situação que o país vive, ignorando propositadamente que nos últimos 28 anos em momentos decisivos PS e PSD celebraram vários pactos como aconteceu nos processos de revisão constitucional, ou nas alterações sobre a legislação dos partidos com os resultados que são conhecidos, nós vamos dizer aos trabalhadores que há uma alternativa política que passa em primeiro lugar pela ampliação da influência social, política e eleitoral do PCP e correspondente alteração da actual correlação de forças entre o PCP e o PS, no plano institucional favorável ao PCP.