ASPP exige remodelação
A ASPP/PSP alertou no Porto para a necessidade de modernização daquela força policial, afirmando que existe, por vezes, uma supremacia técnica dos criminosos face aos agentes.
Temos recursos humanos de excelente qualidade
Em declarações à Lusa, o dirigente no Porto da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) Paulo Rodrigues disse que há situações em que se inverte a lógica do jogo do «gato e do rato», sendo os criminosos que controlam o movimento dos polícias, devido à vulnerabilidade do sistema de comunicações.
«Há grupos de jovens carteiristas, do escalão etário 18/27 anos, que planeiam bem os seus crimes e que conseguem mesmo controlar os movimentos e as investigações da polícia por acederem às frequências-rádio utilizadas pelos agentes», destacou.
Segundo Paulo Rodrigues, é possível escutar as comunicações nos equipamentos-rádio adquiridos pela PSP através de pequenos aparelhos disponibilizados pelo mercado a cerca de 20 euros. «Temos recursos humanos de excelente qualidade, mas sem ovos não se fazem omeletes», sublinhou, considerando que a polícia «continua a trabalhar como há 20 anos».
«Importa tornar a polícia mais eficaz, modernizando a estrutura e tornando as respostas mais rápidas», disse, preconizando uma «remodelação completa» da filosofia de trabalho da PSP. Paulo Rodrigues queixou-se também da sobrecarga burocrática que a PSP enfrenta desde que passou a assumir a investigação de todos os crimes punidos com pena até três anos de prisão, aliviando assim as responsabilidades da Polícia Judiciária.
Estas declarações surgem na altura em que os comunicados da PSP/Porto dão conta de dois a três assaltos diários com ameaça de armas em artérias centrais e em alturas de movimento, a exemplo do que vem acontecendo ao longo de 2004.
«Há grupos de jovens carteiristas, do escalão etário 18/27 anos, que planeiam bem os seus crimes e que conseguem mesmo controlar os movimentos e as investigações da polícia por acederem às frequências-rádio utilizadas pelos agentes», destacou.
Segundo Paulo Rodrigues, é possível escutar as comunicações nos equipamentos-rádio adquiridos pela PSP através de pequenos aparelhos disponibilizados pelo mercado a cerca de 20 euros. «Temos recursos humanos de excelente qualidade, mas sem ovos não se fazem omeletes», sublinhou, considerando que a polícia «continua a trabalhar como há 20 anos».
«Importa tornar a polícia mais eficaz, modernizando a estrutura e tornando as respostas mais rápidas», disse, preconizando uma «remodelação completa» da filosofia de trabalho da PSP. Paulo Rodrigues queixou-se também da sobrecarga burocrática que a PSP enfrenta desde que passou a assumir a investigação de todos os crimes punidos com pena até três anos de prisão, aliviando assim as responsabilidades da Polícia Judiciária.
Estas declarações surgem na altura em que os comunicados da PSP/Porto dão conta de dois a três assaltos diários com ameaça de armas em artérias centrais e em alturas de movimento, a exemplo do que vem acontecendo ao longo de 2004.