Na mira dos EUA
O presidente Bush nomeou recentemente Victor Cha para o cargo de director da secção asiática no seio do Conselho de Segurança dos EUA. Conhecido como um «falcão» da política norte-americana, Cha pretende formar uma «coligação punitiva» contra a Coreia do Norte integrada por países da região. O pretexto é o mesmo que foi utilizado para justificar o ataque à Jugoslávia: «violação dos direitos humanos».
De acordo com o catálogo de Bush, a Coreia do Norte faz parte do «eixo do mal», representando uma potencial ameaça para o mundo devido à sua alegada capacidade nuclear.
O cenário de uma eventual agressão já começou a ser montado, como se comprova pela aprovação no Congresso dos EUA de uma «lei sobre os direitos humanos na Coreia do Norte» e pelo desbloqueamento de 24 milhões de dólares para programas nesse âmbito. Por seu turno, o parlamento sul-coreano tem vindo a encorajar quatro organizações «humanitárias» do país, mas directamente financiadas por Washington, para que desenvolvam acções em defesa dos «direitos humanos na Coreia do Norte». Para terem mais fácil acesso aos fundos, as referidas organizações não hesitam em exagerar e mesmo inventar histórias sobre refugiados norte-coreanos, reconheceu em Outubro último um deputado da maioria citado pelo Center for Korean-American peace.
Contradições
Partidário do «empenhamento agressivo», Victor Cha opõe-se à reunificação da Coreia, apesar de no terreno continuarem a ser dados passos de aproximação entre o Norte e o Sul.
Ainda no passado dia 15 representantes das duas Coreias inauguraram a primeira zona industrial conjunta na cidade norte-coreana de Kaesong, a cerca de oito quilómetros da linha divisória. No evento esteve presente, a convite da Coreia do Norte, o ministro sul-coreano da Unificação, Chung Dong-Young, que prometeu a cooperação de Seul para que o complexo alcance a maior competitividade a nível internacional, bem como para lançar as bases que permitam às empresas investir nesta zona fabril.
«Estamos no momento de meditar e tomar decisões sobre o que fazer para obter a paz e a prosperidade desejada por ambas as Coreias, e precisamos fazer um esforço para solucionar problemas através do diálogo com base no respeito mútuo e compressão», afirmou o ministro.
A criação da zona industrial de Kaesong foi um dos principais resultados da cimeira de Junho de 2000 realizada em Pyongyang entre o presidente sul-coreano, Kim Dae Jung, e o dirigente do Norte, Kim Jong Il. Dois meses depois, a empresa sul-coreana Hyundai e o governo norte-coreano chegaram a acordo sobre a transferência de empresas sul-coreanas para o Norte, onde a mão-de-obra é mais barata, em troca de capital e tecnologia.
De acordo com o catálogo de Bush, a Coreia do Norte faz parte do «eixo do mal», representando uma potencial ameaça para o mundo devido à sua alegada capacidade nuclear.
O cenário de uma eventual agressão já começou a ser montado, como se comprova pela aprovação no Congresso dos EUA de uma «lei sobre os direitos humanos na Coreia do Norte» e pelo desbloqueamento de 24 milhões de dólares para programas nesse âmbito. Por seu turno, o parlamento sul-coreano tem vindo a encorajar quatro organizações «humanitárias» do país, mas directamente financiadas por Washington, para que desenvolvam acções em defesa dos «direitos humanos na Coreia do Norte». Para terem mais fácil acesso aos fundos, as referidas organizações não hesitam em exagerar e mesmo inventar histórias sobre refugiados norte-coreanos, reconheceu em Outubro último um deputado da maioria citado pelo Center for Korean-American peace.
Contradições
Partidário do «empenhamento agressivo», Victor Cha opõe-se à reunificação da Coreia, apesar de no terreno continuarem a ser dados passos de aproximação entre o Norte e o Sul.
Ainda no passado dia 15 representantes das duas Coreias inauguraram a primeira zona industrial conjunta na cidade norte-coreana de Kaesong, a cerca de oito quilómetros da linha divisória. No evento esteve presente, a convite da Coreia do Norte, o ministro sul-coreano da Unificação, Chung Dong-Young, que prometeu a cooperação de Seul para que o complexo alcance a maior competitividade a nível internacional, bem como para lançar as bases que permitam às empresas investir nesta zona fabril.
«Estamos no momento de meditar e tomar decisões sobre o que fazer para obter a paz e a prosperidade desejada por ambas as Coreias, e precisamos fazer um esforço para solucionar problemas através do diálogo com base no respeito mútuo e compressão», afirmou o ministro.
A criação da zona industrial de Kaesong foi um dos principais resultados da cimeira de Junho de 2000 realizada em Pyongyang entre o presidente sul-coreano, Kim Dae Jung, e o dirigente do Norte, Kim Jong Il. Dois meses depois, a empresa sul-coreana Hyundai e o governo norte-coreano chegaram a acordo sobre a transferência de empresas sul-coreanas para o Norte, onde a mão-de-obra é mais barata, em troca de capital e tecnologia.