Ir à raiz
Derrotado o Governo PSD/CDS de Durão/Santana/Portas, para o que foi determinante a resistência dos trabalhadores e das populações, coloca-se, uma vez mais, a necessidade de derrotar a sua política. Ou seja, procurar impedir que a política de direita continue no futuro, pela mão de um Governo do PS, tal como tem acontecido no passado recente.
Uma das áreas onde é particularmente evidente a responsabilidade e a cumplicidade entre os sucessivos Governos PS, PSD e CDS pela execução da política de direita é a da denominada «integração europeia».
Ao longo dos últimos 19 anos PS, PSD e CDS foram responsáveis por uma política ao nível da União Europeia, cujas consequências para o País aí estão, para quem as queira ver: a destruição de sectores fundamentais do sistema produtivo nacional, nomeadamente através do desmantelamento do sector empresarial do Estado - património do povo português -, da sua privatização e, quantas vezes, da entrega ao domínio do capital estrangeiro; o constante aumento da dependência externa; a acentuação das desigualdades sociais, o desemprego, a precariedade laboral, o crescimento da pobreza; a desertificação económica e humana em diversas regiões; a continuação dos mais baixos salários e das mais baixas pensões médias, quando comparados com a UE (a 15); e a diminuição do ritmo de convergência económica, chegando mesmo à divergência real, nos últimos anos, com a UE (a 15).
PS, PSD e CDS são os responsáveis por uma «integração europeia» que tem avançado à custa da alienação de aspectos essenciais da soberania do País. Uma «integração» que se tem realizado segundo as sucessivas exigências e necessidades dos grandes grupos financeiros na Europa. Uma «integração» onde uns «integram» e outros são «integrados», ou seja, onde os «grandes» dominam. Uma «integração» que anseia e acelera a sua militarização, para melhor praticar a ingerência e o intervencionismo no Mundo.
A cínica cumplicidade entre o PS e o PSD quanto à UE foi, uma vez mais, posta a nu com o recente acordo de revisão da Constituição portuguesa - precisamente quando se comemoravam os 30 anos da Revolução de Abril -, inscrevendo a sua subalternização face aos Tratados da UE, procurando antecipar, de forma inaceitável, o consignado na, - ainda não ratificada -, «constituição europeia». E, sublinhe-se, rejeitando (pela quarta vez!) a proposta do PCP que introduzia a possibilidade de realizar referendos sobre a ratificação por Portugal de tratados no âmbito da UE.
Uma política de esquerda
só com o reforço do PCP!
A eleição de 230 deputados para a Assembleia da República é uma oportunidade para afirmar a necessidade da ruptura com a política de direita - independentemente de quem a realize - e desta forma, para a afirmação de um Portugal soberano e de um efectivo projecto de cooperação na Europa, alicerçado na solidariedade e na paz.
Demonstra-nos a experiência e a história colectiva que tal ruptura só será possível com o reforço do PCP e do número de votos e dos deputados eleitos da CDU. Valorizando a coerência, a firmeza e o trabalho do PCP que, agora como antes, afirma a sua diferença, no projecto, nas propostas e na acção de todos os dias, sempre com os trabalhadores, as mulheres, os jovens e as populações.
Pelo que, com a convicção e a confiança consolidadas ao longo caminho percorrido, com a generosidade e a alegria de quem luta pelas mais dignas causas, com a compreensão e a verdade de quem faz de cada dia, um dia de luta e afirmação de liberdade, vamos com entusiasmo ao trabalho para, como diz o Poeta militante, «arrancar a flor que dorme na raiz».
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Pequena nota de rodapé sobre uma história de cumplicidades..., à direita.
Desde 1976 que sucessivos governos do PS, PSD e CDS, esgotando praticamente todas as combinações possíveis de coligações entre si, têm executado a política de direita contra muito do que foi conquistado na Revolução de Abril.
Para que a memória não esqueça: 1976/78 PS, 1978 PS/CDS, 1980/83 PSD/CDS; 1983/85 PS/PSD (Governo Mário Soares e Mota Pinto que, significativamente, foi responsável pela fase final das negociações de adesão de Portugal à CEE); 1985/95 PSD; 1995/02 PS; e 2002/04 PSD/CDS. Não esquecendo o acordo PS/PSD (em 1982, 1989, 1992, 1997, 2001 e 2004) relativamente a seis revisões à Constituição portuguesa, desvirtuando, revisão após revisão, o consignado na Constituição de Abril de 1976.
Uma das áreas onde é particularmente evidente a responsabilidade e a cumplicidade entre os sucessivos Governos PS, PSD e CDS pela execução da política de direita é a da denominada «integração europeia».
Ao longo dos últimos 19 anos PS, PSD e CDS foram responsáveis por uma política ao nível da União Europeia, cujas consequências para o País aí estão, para quem as queira ver: a destruição de sectores fundamentais do sistema produtivo nacional, nomeadamente através do desmantelamento do sector empresarial do Estado - património do povo português -, da sua privatização e, quantas vezes, da entrega ao domínio do capital estrangeiro; o constante aumento da dependência externa; a acentuação das desigualdades sociais, o desemprego, a precariedade laboral, o crescimento da pobreza; a desertificação económica e humana em diversas regiões; a continuação dos mais baixos salários e das mais baixas pensões médias, quando comparados com a UE (a 15); e a diminuição do ritmo de convergência económica, chegando mesmo à divergência real, nos últimos anos, com a UE (a 15).
PS, PSD e CDS são os responsáveis por uma «integração europeia» que tem avançado à custa da alienação de aspectos essenciais da soberania do País. Uma «integração» que se tem realizado segundo as sucessivas exigências e necessidades dos grandes grupos financeiros na Europa. Uma «integração» onde uns «integram» e outros são «integrados», ou seja, onde os «grandes» dominam. Uma «integração» que anseia e acelera a sua militarização, para melhor praticar a ingerência e o intervencionismo no Mundo.
A cínica cumplicidade entre o PS e o PSD quanto à UE foi, uma vez mais, posta a nu com o recente acordo de revisão da Constituição portuguesa - precisamente quando se comemoravam os 30 anos da Revolução de Abril -, inscrevendo a sua subalternização face aos Tratados da UE, procurando antecipar, de forma inaceitável, o consignado na, - ainda não ratificada -, «constituição europeia». E, sublinhe-se, rejeitando (pela quarta vez!) a proposta do PCP que introduzia a possibilidade de realizar referendos sobre a ratificação por Portugal de tratados no âmbito da UE.
Uma política de esquerda
só com o reforço do PCP!
A eleição de 230 deputados para a Assembleia da República é uma oportunidade para afirmar a necessidade da ruptura com a política de direita - independentemente de quem a realize - e desta forma, para a afirmação de um Portugal soberano e de um efectivo projecto de cooperação na Europa, alicerçado na solidariedade e na paz.
Demonstra-nos a experiência e a história colectiva que tal ruptura só será possível com o reforço do PCP e do número de votos e dos deputados eleitos da CDU. Valorizando a coerência, a firmeza e o trabalho do PCP que, agora como antes, afirma a sua diferença, no projecto, nas propostas e na acção de todos os dias, sempre com os trabalhadores, as mulheres, os jovens e as populações.
Pelo que, com a convicção e a confiança consolidadas ao longo caminho percorrido, com a generosidade e a alegria de quem luta pelas mais dignas causas, com a compreensão e a verdade de quem faz de cada dia, um dia de luta e afirmação de liberdade, vamos com entusiasmo ao trabalho para, como diz o Poeta militante, «arrancar a flor que dorme na raiz».
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Pequena nota de rodapé sobre uma história de cumplicidades..., à direita.
Desde 1976 que sucessivos governos do PS, PSD e CDS, esgotando praticamente todas as combinações possíveis de coligações entre si, têm executado a política de direita contra muito do que foi conquistado na Revolução de Abril.
Para que a memória não esqueça: 1976/78 PS, 1978 PS/CDS, 1980/83 PSD/CDS; 1983/85 PS/PSD (Governo Mário Soares e Mota Pinto que, significativamente, foi responsável pela fase final das negociações de adesão de Portugal à CEE); 1985/95 PSD; 1995/02 PS; e 2002/04 PSD/CDS. Não esquecendo o acordo PS/PSD (em 1982, 1989, 1992, 1997, 2001 e 2004) relativamente a seis revisões à Constituição portuguesa, desvirtuando, revisão após revisão, o consignado na Constituição de Abril de 1976.