Têxtil e vestuário

Evitar o desastre

A poucos dias da eliminação total das quotas existentes no comércio internacional de têxteis e vestuário, a deputada Ilda Figueiredo alertou o Parlamento Europeu para as consequências desta liberalização para milhares de empresas que empregam mais de 2,5 milhões de trabalhadores, concentrados fundamentalmente em países do sul da União Europeia.
Lembrando que o sector já perdeu mais de um milhão de empregos nos últimos dez anos (após o acordo sobre têxteis e vestuário [ATV] que faseou em quatro etapas a eliminação das quotas) a deputada do PCP lamentou que o Parlamento Europeu tenha recusado o agendamento do debate sobre a matéria solicitado pelo grupo da Esquerda Unitária.
«É essencial executar medidas adequadas e não apenas enunciar possíveis acções para evitar o encerramento de empresas, o desemprego de milhares de trabalhadores e a ameaça de pobreza e exclusão social que paira sobre extensas zonas de forte concentração destas indústrias como acontece em Portugal», sublinhou Ilda Figueiredo na sessão de dia 15.
Em duas perguntas escritas dirigidas na véspera ao Conselho Europeu e à Comissão Europeia, a deputada comunista recordou uma resolução adoptada pelo Parlamento Europeu, em 29 de Janeiro de 2004, (com origem numa iniciativa do PCP), que solicitava ao executivo de Bruxelas «a definição de um programa comunitário para o sector têxtil e do vestuário» com medidas de «apoio à investigação, à inovação, à formação profissional e às pequenas e médias empresas», bem como um programa de incentivos «à criação de marcas e à promoção externa dos produtos do sector».
Ilda Figueiredo sublinha a urgência de decisões concretas, notando que o plano de acção apresentado em 13 de Outubro pela Comissão Europeia «não dá resposta às principais preocupações, não avança com a necessidade de medidas de apoio a uma política industrial e não tem em devida conta a defesa do sector têxtil e do vestuário».


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