Perdoe-se-lhes
Há pessoas assim, azedas, zangadas com a vida e o mundo, incapazes de olhar para o espelho sem se incomodarem, de má convivência com o passado, desertadas há muito do terreno das convicções.
Prado Coelho é um deles. Fechado no pequeno mundo da maledicência, povoado pelo preconceito anticomunista, perdido na errância de uma vida de incoerência. Perdoe-se-lhe, pois, o mal contido veneno vertido contra o PCP, o seu congresso, a nova direcção ali eleita. Perdoe-se-lhe a incomodidade de, tendo barba, se sentir com elas de molho. Perdoe-se-lhe a arrogância intelectual das brincadeiras de mau gosto com o nome de terras deste país porque desprovidas daquela auréola elitista que a sua visão, construída por requintados passeios nos mais distintos boulevards, apenas admite no seu imaginário. Perdoe-se-lhe aquela mal disfarçada aversão á dança por razão da obvia impossibilidade de àquela figura restar outra alternativa que a de rebolar. Perdoem-se-lhe, ainda, aquelas sentenças de morte dirigidas ao PCP de quem, próprio dos que já desistiram de viver e se suicidaram interiormente, se confessa incapaz de poder acreditar para além do que lhe vendem como inelutável. Perdoe-se-lhe isso tudo pela razão primeira de que, quem o perdoa, saber pela sua história passada e horizonte futuro não estar destinado a jazer, como ele, na estante destinada á velharia ideológica dos que há um quarto de milénio acreditam nada mais estar reservado á humanidade do que o esplendor capitalista.
Compreende-se a incomodidade dos que tendo que por antecipação pressagiado o inevitável óbito do PCP se viram desmentidos pela afirmação de vida, confiança e determinação que o seu XVII Congresso representou. Compreende-se a incomodidade dos que, rendidos ao que lhes parece inevitável ou vencidos pelo irrecusável apelo de gozarem do que está a dar identificam noutros a coragem e coerência, que há muito os deixou, de se não submeterem e não desistirem de lutar por uma sociedade mais justa.
Não, não há segredos nem vontades sobrenaturais, por mais que isso escape aos deserdados dos valores que mantêm os homens de pé. Este Partido é, e continuará a ser, o que é por razão da imensa superioridade da causa por que luta; vive e viverá porque com ele está o pulsar das mais profundas aspirações da classe operária e dos trabalhadores portugueses de que é simultaneamente obra colectiva e expressão política de organização dos seus interesses; olha e olhará o seu futuro com a mesma e serena tranquilidade de quem está bem consigo próprio, bem com a sua história, bem com o seu percurso passado e presente de luta e verticalidade.
Prado Coelho é um deles. Fechado no pequeno mundo da maledicência, povoado pelo preconceito anticomunista, perdido na errância de uma vida de incoerência. Perdoe-se-lhe, pois, o mal contido veneno vertido contra o PCP, o seu congresso, a nova direcção ali eleita. Perdoe-se-lhe a incomodidade de, tendo barba, se sentir com elas de molho. Perdoe-se-lhe a arrogância intelectual das brincadeiras de mau gosto com o nome de terras deste país porque desprovidas daquela auréola elitista que a sua visão, construída por requintados passeios nos mais distintos boulevards, apenas admite no seu imaginário. Perdoe-se-lhe aquela mal disfarçada aversão á dança por razão da obvia impossibilidade de àquela figura restar outra alternativa que a de rebolar. Perdoem-se-lhe, ainda, aquelas sentenças de morte dirigidas ao PCP de quem, próprio dos que já desistiram de viver e se suicidaram interiormente, se confessa incapaz de poder acreditar para além do que lhe vendem como inelutável. Perdoe-se-lhe isso tudo pela razão primeira de que, quem o perdoa, saber pela sua história passada e horizonte futuro não estar destinado a jazer, como ele, na estante destinada á velharia ideológica dos que há um quarto de milénio acreditam nada mais estar reservado á humanidade do que o esplendor capitalista.
Compreende-se a incomodidade dos que tendo que por antecipação pressagiado o inevitável óbito do PCP se viram desmentidos pela afirmação de vida, confiança e determinação que o seu XVII Congresso representou. Compreende-se a incomodidade dos que, rendidos ao que lhes parece inevitável ou vencidos pelo irrecusável apelo de gozarem do que está a dar identificam noutros a coragem e coerência, que há muito os deixou, de se não submeterem e não desistirem de lutar por uma sociedade mais justa.
Não, não há segredos nem vontades sobrenaturais, por mais que isso escape aos deserdados dos valores que mantêm os homens de pé. Este Partido é, e continuará a ser, o que é por razão da imensa superioridade da causa por que luta; vive e viverá porque com ele está o pulsar das mais profundas aspirações da classe operária e dos trabalhadores portugueses de que é simultaneamente obra colectiva e expressão política de organização dos seus interesses; olha e olhará o seu futuro com a mesma e serena tranquilidade de quem está bem consigo próprio, bem com a sua história, bem com o seu percurso passado e presente de luta e verticalidade.