Vítimas civis ascendem a 100 000
Cerca de 100 000 civis, na maioria mulheres e crianças, morreram em consequência da invasão norte-americana do Iraque desde Março de 2003, afirma um estudo divulgado sexta-feira passada pelo semanário médico britânico The Lancet, citado pela AFP.
A investigação foi levada a cabo em 988 lares iraquianos em 33 localidades, onde foram registadas as causas de cada falecimento desde Janeiro de 2002, a data e as circunstâncias da morte violenta.
Segundo o chefe de redacção da revista médica, Richard Horton, a intervenção dos EUA «provocou mais morte e não menos».
«Este fracasso político e militar continua a provocar inúmeras vítimas entre os não combatentes. Este fracasso deveria ser objecto de investigações sérias», considera Horton.
No estudo participou, entre outros, o médico Les Roberts, do hospital John Hopkins, de Baltimore (Estados Unidos), que com os seus colegas comparou a mortalidade registada no Iraque durante os 14,6 meses anteriores à ocupação com a dos 17,8 meses seguintes.
As conclusões revelam que o perigo de morte aumentou 2,5 vezes após a invasão, para o que contribui particularmente a situação em Fallujah, onde se registaram dois terços das mortes violentas. Mesmo sem contar com Fallujah, o risco de morte aumentou 1,5 vezes com a invasão norte-americana. No total, este aumento traduziu-se em 98 000 vítimas mortais.
De acordo com Les Roberts trata-se de «uma estimativa prudente», admitindo-se que o número de mortos possa ser superior.
«A violência é responsável pela maior parte deste aumento de mortes e os ataques aéreos das forças da coligação causaram a maior parte das mortes violentas», afirma Roberts.
Recorda-se que, desde há várias semanas, a cidade de Fallujah está a ser alvo de bombardeamentos indiscriminados que já provocaram milhares de mortos e feridos entre a população civil.
Outubro fatal
Entretanto, no mesmo dia em que era divulgado este estudo, a Prensa Latina informava, citando a cadeia de televisão Al Jazeera, que tropas norte-americanas entraram violentamente num hospital iraquiano na cidade de Al Qaem, a cerca de 400 km de Bagdad, perto da fronteira com a Síria, onde agrediram vários médicos, destruíram material e prenderam dois funcionários, aparentemente em retaliação pela morte de quatro militares dos EUA, há duas semanas, devido à explosão de um carro armadilhado.
O número de baixas entre os ocupantes continua também a subir, tendo mês de Outubro terminado com mais um sério revés para os EUA: nove mortos e 10 feridos em resultado de acções da resistência, que elevaram para 1120 o número de mortos em 19 meses de agressão e ocupação do Iraque. No mesmo período, terão sido feridos mais de quatro mil norte-americanos.
A investigação foi levada a cabo em 988 lares iraquianos em 33 localidades, onde foram registadas as causas de cada falecimento desde Janeiro de 2002, a data e as circunstâncias da morte violenta.
Segundo o chefe de redacção da revista médica, Richard Horton, a intervenção dos EUA «provocou mais morte e não menos».
«Este fracasso político e militar continua a provocar inúmeras vítimas entre os não combatentes. Este fracasso deveria ser objecto de investigações sérias», considera Horton.
No estudo participou, entre outros, o médico Les Roberts, do hospital John Hopkins, de Baltimore (Estados Unidos), que com os seus colegas comparou a mortalidade registada no Iraque durante os 14,6 meses anteriores à ocupação com a dos 17,8 meses seguintes.
As conclusões revelam que o perigo de morte aumentou 2,5 vezes após a invasão, para o que contribui particularmente a situação em Fallujah, onde se registaram dois terços das mortes violentas. Mesmo sem contar com Fallujah, o risco de morte aumentou 1,5 vezes com a invasão norte-americana. No total, este aumento traduziu-se em 98 000 vítimas mortais.
De acordo com Les Roberts trata-se de «uma estimativa prudente», admitindo-se que o número de mortos possa ser superior.
«A violência é responsável pela maior parte deste aumento de mortes e os ataques aéreos das forças da coligação causaram a maior parte das mortes violentas», afirma Roberts.
Recorda-se que, desde há várias semanas, a cidade de Fallujah está a ser alvo de bombardeamentos indiscriminados que já provocaram milhares de mortos e feridos entre a população civil.
Outubro fatal
Entretanto, no mesmo dia em que era divulgado este estudo, a Prensa Latina informava, citando a cadeia de televisão Al Jazeera, que tropas norte-americanas entraram violentamente num hospital iraquiano na cidade de Al Qaem, a cerca de 400 km de Bagdad, perto da fronteira com a Síria, onde agrediram vários médicos, destruíram material e prenderam dois funcionários, aparentemente em retaliação pela morte de quatro militares dos EUA, há duas semanas, devido à explosão de um carro armadilhado.
O número de baixas entre os ocupantes continua também a subir, tendo mês de Outubro terminado com mais um sério revés para os EUA: nove mortos e 10 feridos em resultado de acções da resistência, que elevaram para 1120 o número de mortos em 19 meses de agressão e ocupação do Iraque. No mesmo período, terão sido feridos mais de quatro mil norte-americanos.