Fracasso do ME sem comparação

PCP exige inquérito

O Grupo Parlamentar comunista anunciou anteontem que vai propor um inquérito parlamentar ao processo de colocação de professores.
«Avolumam-se as interrogações a necessitar de resposta transparente», refere-se na nota divulgada à comunicação social. Entre outros aspectos, os deputados comunistas apontam:
- a organização e funcionamento da estrutura do Ministério da Educação,
- as directrizes dadas pelos actuais e pelos anteriores governantes no processo do concurso,
- a entrega, por 600 mil euros, da informatização deste modelo de colocação de professores a uma empresa onde pontuam um ex-ministro da Educação dos governos de Cavaco Silva e outros antigos dirigentes do PSD,
- a fiabilidade do programa informático aplicado
- e as diligências para a sua aferição feitas pelo Ministério.
A situação «justifica plenamente que, em sede própria, a Assembleia da República, seja feito o apuramento das responsabilidades em todo este processo, cujas graves consequências para milhares de portugueses e para o País não admitem outra solução», pelo que «o PCP apresentará na Assembleia da República uma proposta para a realização de um inquérito parlamentar ao processo de colocação de professores, esperando obter das restantes bancadas parlamentares, designadamente as da maioria, a disponibilidade para a sua aprovação».
Para o PCP, é claro que «a abertura do ano lectivo é um fracasso absoluto e sem comparação nas últimas décadas», «o próprio ano lectivo em curso sofrerá consequências graves» e «as escolas continuarão a viver, quaisquer que sejam os próximos desenvolvimentos, uma grave situação de instabilidade durante semanas ou meses». A para da «rápida resolução do problema» e da «ponderação realista da data possível para a abertura do ano lectivo», os deputados comunistas reclamam «o mais profundo e completo apuramento das responsabilidades políticas por esta situação».
No comunicado recorda-se que a colocação de docentes foi iniciada pelo anterior Governo, o actual afirmou dar-lhe prioridade logo no seu primeiro Conselho de Ministros e o actual primeiro-ministro afirmou diversas vezes estar a seguir o processo.


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