Desperdícios
Entre os locatários da Casa Branca, mergulhados na incredulidade e à procura da resposta para o que falhou, reina a maior consternação. Iludidos seriam os que fossem levados agora a acreditar que o tardio e forçado reconhecimento dos resultados do referendo na Venezuela corresponderia à aceitação da vontade expressa pelo voto. Naquela Casa o respeito pela democracia acaba no preciso limite em que ela colida com o que são os seus interesses de dominação. A vitória do povo venezuelano e a recondução de Chavez revelou a Administração americana tal qual é : arrogante, perigosa, intolerante. E se algo há a temer, como a história do imperialismo norte-americano deixa antever, é justamente saber o que dali virá, como o demonstraram as primeiras e mais transparentes reacções da Casa Branca ao anúncio dos resultados, em si mesmas testemunho do inconformismo que ali prevalece. Percebe-se porquê!
Inconformismo com a incapacidade da oposição que apesar de criada e animada a partir dos EUA e que malgrado o generoso apoio e orientação nunca regateados pela embaixada e serviços secretos americanos, não só os desperdiçou como não se revelou à altura dos interesses do criador.
Inconformismo e desilusão pelo erro cometido na escolha do método para travar a revolução boliviriana. Inconformismo por terem confiado nesta coisa da expressão representativa da vontade popular que, como agora maçadoramente se comprovou, é do máximo interesse e tolerável se conduzir aos resultados desejados e previamente determinados, mas um mero desperdício, de todo indesejável e sobretudo menos eficaz em muitas circunstâncias à bem testada, e menos falível, alternativa da conspiração, do golpe ou mesmo da invasão e ocupação.
Inconformismo sobretudo pelo ofensivo e imoral desperdício do petróleo que o Governo de Chavez faz questão de prosseguir ao usar as receitas deste bem precioso em programas de apoio à população nos domínios da saúde e medicamentos, da alimentação e da alfabetização. Faça-se justiça e aqui se deixe a devida palavra de compreensão para tal inconformismo perante esta inenarrável heresia económica e pecaminosa ofensa aos interesses privados de que Chavez dá provas ao intervir na Empresa de Petróleo da Venezuela e ao constituir um fundo de centenas de milhões de contos destinados a implementar programas sociais, assegurar direitos básicos e combater a pobreza.
Perante estes sinais o mundo que se mantenha atento para as desesperadas acções que o EUA não deixarão de tentar na Venezuela progressista.
Inconformismo com a incapacidade da oposição que apesar de criada e animada a partir dos EUA e que malgrado o generoso apoio e orientação nunca regateados pela embaixada e serviços secretos americanos, não só os desperdiçou como não se revelou à altura dos interesses do criador.
Inconformismo e desilusão pelo erro cometido na escolha do método para travar a revolução boliviriana. Inconformismo por terem confiado nesta coisa da expressão representativa da vontade popular que, como agora maçadoramente se comprovou, é do máximo interesse e tolerável se conduzir aos resultados desejados e previamente determinados, mas um mero desperdício, de todo indesejável e sobretudo menos eficaz em muitas circunstâncias à bem testada, e menos falível, alternativa da conspiração, do golpe ou mesmo da invasão e ocupação.
Inconformismo sobretudo pelo ofensivo e imoral desperdício do petróleo que o Governo de Chavez faz questão de prosseguir ao usar as receitas deste bem precioso em programas de apoio à população nos domínios da saúde e medicamentos, da alimentação e da alfabetização. Faça-se justiça e aqui se deixe a devida palavra de compreensão para tal inconformismo perante esta inenarrável heresia económica e pecaminosa ofensa aos interesses privados de que Chavez dá provas ao intervir na Empresa de Petróleo da Venezuela e ao constituir um fundo de centenas de milhões de contos destinados a implementar programas sociais, assegurar direitos básicos e combater a pobreza.
Perante estes sinais o mundo que se mantenha atento para as desesperadas acções que o EUA não deixarão de tentar na Venezuela progressista.