Segurança na Ponte Eiffel de Viana do Castelo

Preocupações acentuam-se

A situação da ponte Eiffel continua a preocupar população e instituições vianenses, uma vez que continuam por conhecer os resultados das inspecções que têm sido efectuadas, segundo notícias vindas a público.
Preocupada está também a Direcção da Organização Regional de Viana do Castelo do PCP e os eleitos municipais e locais da CDU, que há anos chamam a atenção para a necessidade de se proceder a uma avaliação rigorosa da estrutura da ponte metálica de Viana do Castelo. Entretanto, o rebentamento de um cabo da estrutura da ponte levou o deputado do PCP Honório Novo a dirigir um requerimento ao Governo, em 31 de Março de 2004, para que este, por intermédio do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Habitação, respondesse a uma série de questões relevantes sobre a matéria. Até à data não recebeu, porém, qualquer resposta.
Então, o deputado comunista pretendia inteirar-se de quais as funções do cabo da estrutura que havia rebentado e que explicações encontrava aquele Ministério para esse rebentamento; que tipo, natureza e frequência de inspecções estavam a ser efectuadas e quais as conclusões e recomendações resultantes das inspecções aos pilares da ponte e respectivas fundações, realizadas em 2001.
Honório Novo queria, ainda, conhecer: conclusões e recomendações da análise do impacto das dragagens de areias na Ponte Eiffel e na estabilidade estrutural dos seus pilares; resultados das sondagens feiras em 2003 no interior dos pilares da ponte metálica; medidas adoptadas na sequência de todas as inspecções e, de forma concreta, que intervenções estavam previstas sob a égide das chamadas «obras de reabilitação» e «intervenções de fundo» na ponte metálica de Viana do Castelo.

Quem responde, afinal?

Entretanto, vieram a público novos desenvolvimentos relativos à Ponte Eiffel, causando acrescidas preocupações ao PCP e, naturalmente, às populações locais.
De facto, em finais de Março, a REFER esclareceu que o cabo de sustentação da ponte que sofrera uma ruptura em Fevereiro não tinha função estrutural, sendo que continuava, contudo, à espera dos resultados dos exames «para pesquisar eventuais defeitos do material». A REFER informava, ainda, às entidades que se lhe tinham dirigido, que a coordenação de todo o processo de avaliação da segurança da obra ao nível das infra-estruturas cabia ao Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM). Só que o IPTM informou também as mesmas entidades que não possuía «qualquer responsabilidade na gestão, exploração e manutenção da ponte», e que a informação sobre relatórios, sondagens ou anúncios de quaisquer obras na ponte deveriam ser pedidos ao Instituto de Estradas de Portugal (IPE) ou à REFER.
Face à situação, Honório Novo, voltou, no dia 30 de Julho, a dirigir um outro requerimento ao Governo, desta feita para apurar a quem cabe afinal responder publica e politicamente pela gestão, manutenção/conservação, segurança e estabilidade da ponte EIFFEL; como comenta o Ministério o referido alijar de responsabilidades e o que pensa fazer para isso não volte a acontecer.


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