Promover a solidariedade
Grupo de personalidades portuguesas vai promover, a partir de Setembro, acções de solidariedade com o povo palestiniano e pela paz no Médio Oriente.
«Israel nega validade ao parecer do Tribunal Internacional»
Personalidades portuguesas que estiveram entre os cerca de 150 subscritores da Declaração contra o «muro de Sharon» entregue às Nações Unidas em Abril último, consideram ser fundamental prosseguir a solidariedade da opinião pública para com o povo da Palestina.
Após o parecer do Tribunal Internacional de Justiça da Haia (TIJ), de 9 de Julho, e a subsequente resolução de 20 de Julho da Assembleia Geral da ONU contra a construção por Israel de um muro em território palestiniano ocupado, com que se congratulam, as referidas personalidades propõem-se, segundo documento divulgado a semana passada, «promover no plano da opinião pública nacional novas iniciativas de solidariedade com o povo palestiniano e pela paz na região».
Para os signatários do documento (Aquilino Ribeiro Machado; Cândido Matos Gago; Carlos Alberto Marques Silva; Carlos Araújo Sequeira; Carlos Candal; Fernando Loureiro Frei Bento Domingues; Isabel Allegro de Magalhães; João Cunha Serra; Jorge Cadima; Jorge Miranda; Manuel Carvalho da Silva; Manuel Gusmão; Nuno Teotónio Pereira; Silas Cerqueira; Vítor Alves e Vítor Martins Pinto), a medida justifica-se pelo facto de o governo de Israel ter negado «validade ao parecer do Tribunal Internacional de Justiça da Haia», pelo que se recusa a aplicá-lo, tal como não aplicará a Resolução da ONU em que é instado a «pôr termo às (suas) violações do direito internacional ... cessar imediatamente os trabalhos de edificação do muro ... no território palestiniano ... desmantelar imediatamente a obra situada no território ... reparar os prejuízos causados...».
Situação dramática
Lembrando que o governo de Sharon já anteriormente tinha «recusado reunir com representantes do “Quarteto” (EUA, U.E., Rússia, ONU) para tratar do semi-defunto “roteiro para a Paz”», os signatários alertam para o facto de quase todos os dias se continuarem a registar nos territórios ocupados «numerosas vítimas palestinianas indefesas numa rotina mortífera», bem como «novos casos de vítimas indefesas em Israel».
Por outro lado, salientam, «a apregoada retirada unilateral de Israel da faixa de Gaza nos termos de Sharon acabará por transformar este território numa prisão para milhão e meio de palestinianos, condenados à sub-nutrição e à fome», pelo que o que efectivamente está em causa é a própria «sobrevivência do povo palestiniano» enquanto tal.
Urge assim, consideram, prosseguir a solidariedade para com o Povo palestiniano e a luta pela paz no Médio Oriente, de forma a contribuir, como sublinhou o TIJ, para a aplicação de todas as resoluções pertinentes do Conselho de Segurança e de alcançar «o mais depressa possível» uma «solução negociada» e «a constituição de um Estado palestiniano vivendo lado a lado com Israel e os seus outros vizinhos», assegurando «a cada um na região a paz e segurança».
As iniciativas a desenvolver serão anunciadas em Setembro próximo.
Após o parecer do Tribunal Internacional de Justiça da Haia (TIJ), de 9 de Julho, e a subsequente resolução de 20 de Julho da Assembleia Geral da ONU contra a construção por Israel de um muro em território palestiniano ocupado, com que se congratulam, as referidas personalidades propõem-se, segundo documento divulgado a semana passada, «promover no plano da opinião pública nacional novas iniciativas de solidariedade com o povo palestiniano e pela paz na região».
Para os signatários do documento (Aquilino Ribeiro Machado; Cândido Matos Gago; Carlos Alberto Marques Silva; Carlos Araújo Sequeira; Carlos Candal; Fernando Loureiro Frei Bento Domingues; Isabel Allegro de Magalhães; João Cunha Serra; Jorge Cadima; Jorge Miranda; Manuel Carvalho da Silva; Manuel Gusmão; Nuno Teotónio Pereira; Silas Cerqueira; Vítor Alves e Vítor Martins Pinto), a medida justifica-se pelo facto de o governo de Israel ter negado «validade ao parecer do Tribunal Internacional de Justiça da Haia», pelo que se recusa a aplicá-lo, tal como não aplicará a Resolução da ONU em que é instado a «pôr termo às (suas) violações do direito internacional ... cessar imediatamente os trabalhos de edificação do muro ... no território palestiniano ... desmantelar imediatamente a obra situada no território ... reparar os prejuízos causados...».
Situação dramática
Lembrando que o governo de Sharon já anteriormente tinha «recusado reunir com representantes do “Quarteto” (EUA, U.E., Rússia, ONU) para tratar do semi-defunto “roteiro para a Paz”», os signatários alertam para o facto de quase todos os dias se continuarem a registar nos territórios ocupados «numerosas vítimas palestinianas indefesas numa rotina mortífera», bem como «novos casos de vítimas indefesas em Israel».
Por outro lado, salientam, «a apregoada retirada unilateral de Israel da faixa de Gaza nos termos de Sharon acabará por transformar este território numa prisão para milhão e meio de palestinianos, condenados à sub-nutrição e à fome», pelo que o que efectivamente está em causa é a própria «sobrevivência do povo palestiniano» enquanto tal.
Urge assim, consideram, prosseguir a solidariedade para com o Povo palestiniano e a luta pela paz no Médio Oriente, de forma a contribuir, como sublinhou o TIJ, para a aplicação de todas as resoluções pertinentes do Conselho de Segurança e de alcançar «o mais depressa possível» uma «solução negociada» e «a constituição de um Estado palestiniano vivendo lado a lado com Israel e os seus outros vizinhos», assegurando «a cada um na região a paz e segurança».
As iniciativas a desenvolver serão anunciadas em Setembro próximo.