Homenagem à poetisa Sophia de Mello Breyner
Foi com sentido pesar que a Assembleia da República assinalou a morte de Sophia de Mello Breyner Andresen. À homenagem unânime, numa acto singelo, juntaram-se todas as bancadas parlamentares, com os deputados a aplaudirem de pé a escritora e poetisa.
O Presidente da Assembleia da República, Mota Amaral, depois de ler um voto de pesar redigido pelo deputado Manuel Alegre (PS) e apoiado por todas as bancadas, afirmou que Sophia de Mello Breyner, como os grandes poetas, «não morre».
Todas as intervenções que se seguiram, em representação dos vários partidos com assento parlamentar, teceram elogios à escritora e poetisa, lendo excertos da sua obra.
Sublinhada foi, simultaneamente, a sua oposição à ditadura fascista e a participação que teve na Assembleia Constituinte.
«A voz de Sophia continuará em muitos de nós, a quem iniciou no espaço sem limites da sua poesia», referiu a deputada comunista Luísa Mesquita, convicta de que todos os que entraram no seu «território poético», para além de celebrarem «com ela um pacto de descoberta alquímica da vida que foi construção das nossas próprias», puderam atingir «o interior do mundo» e descobrir «o porquê das coisas, a ordem e a desordem do real».
Depois de citar Sophia - que de si disse «sou um escritor, a minha vocação é contar e não explicar. A arte não explica implica» -, Luísa Mesquita enfatizou o facto de a vida da poetisa ter sido assim, recordando, ainda, como ela «saiu à rua, agarrou pela palavra a intervenção cívica e política, sagrou a liberdade, contra a opressão».
O Presidente da Assembleia da República, Mota Amaral, depois de ler um voto de pesar redigido pelo deputado Manuel Alegre (PS) e apoiado por todas as bancadas, afirmou que Sophia de Mello Breyner, como os grandes poetas, «não morre».
Todas as intervenções que se seguiram, em representação dos vários partidos com assento parlamentar, teceram elogios à escritora e poetisa, lendo excertos da sua obra.
Sublinhada foi, simultaneamente, a sua oposição à ditadura fascista e a participação que teve na Assembleia Constituinte.
«A voz de Sophia continuará em muitos de nós, a quem iniciou no espaço sem limites da sua poesia», referiu a deputada comunista Luísa Mesquita, convicta de que todos os que entraram no seu «território poético», para além de celebrarem «com ela um pacto de descoberta alquímica da vida que foi construção das nossas próprias», puderam atingir «o interior do mundo» e descobrir «o porquê das coisas, a ordem e a desordem do real».
Depois de citar Sophia - que de si disse «sou um escritor, a minha vocação é contar e não explicar. A arte não explica implica» -, Luísa Mesquita enfatizou o facto de a vida da poetisa ter sido assim, recordando, ainda, como ela «saiu à rua, agarrou pela palavra a intervenção cívica e política, sagrou a liberdade, contra a opressão».