Ontem já era tarde
Deve ser utilizada a possibilidade de alterar a política, defendeu anteontem Carvalho da Silva, após uma reunião entre delegações da CGTP-IN e do PCP.
A política actual penaliza severamente os trabalhadores
O encontro, no centro de trabalho do PCP na Rua Soeiro Pereira Gomes, realizou-se a pedido da central e, como explicou o seu secretário-geral, estava agendado antes da crise suscitada pela demissão de Durão Barroso. Carvalho da Silva, à saída da reunião, informou que esta serviu para «tratar a Segurança Social, matéria altamente sensível para nós». «Estivemos a discutir preocupações que temos em relação a um processo que o Governo quer pôr em andamento, que é a introdução do plafonamento, mas ao qual está associado um conjunto de mecanismos que podem, a prazo, pôr em causa o sistema de Segurança Social», informou, concretizando que houve uma troca de impressões «sobre as possibilidades de uma intervenção articulada e coordenada que facilite ou potencie uma resposta a esta ofensiva do Governo».
Na reunião participaram Carlos Carvalhas, secretário-geral do PCP, e os membros da Comissão Política, Fernanda Mateus e Jerónimo de Sousa. Carvalho da Silva esteve acompanhado por Maria do Carmo Tavares e Luísa Baptista, ambas da Comissão Executiva.
Será benéfico
Questionado pelos jornalistas sobre a posição da Inter relativamente à formação de um novo Governo, o dirigente sindical lembrou que o executivo PSD/PP tem conduzido uma política «extremamente penalizadora para os trabalhadores e para o País». Considerou que «será benéfico que haja eleições» e que, «se isso não acontecer, significará defraudar e esvaziar o funcionamento do regime democrático, com complicações para o futuro».
«Há que defender, para o País, estabilidade política e políticas que sirvam os portugueses». Com este pressuposto, «pode muito bem acontecer que a não convocação de eleições seja a pior forma de garantir a estabilidade, ou seja, constitua ela própria um contributo para a instabilidade». «Quanto às políticas de que o País precisa, a mudança já ontem era tarde, quer do ponto de vista social, quer do ponto de vista económico», afirmou, concluindo que, «se o momento é de sacudir e procurar um rumo de compromisso sério na sociedade, deve utilizar-se essa possibilidade».
Um «entendimento de princípio» sobre a situação política actual foi divulgado pela CGTP-IN, na nota em que convocou a comunicação social para a cobertura do Plenário Nacional de Sindicatos, a ter lugar ontem, em Lisboa. Tendo por principal tema a dinamização da contratação colectiva, aquele órgão deveria igualmente pronunciar-se sobre o tema.
Na nota, a central adiantou que «a política seguida pelo Governo de Durão Barroso é um desastre para os trabalhadores e para o País»; «o povo português já o disse nas recentes eleições para o Parlamento Europeu, derrotando claramente os partidos da coligação de direita»; «o primeiro-ministro Durão Barroso, na noite de 13 de Junho, declarou o seguinte: “Quero dizer aos portugueses que entendi perfeitamente o sinal que transmitiram.”»; «só os grandes grupos económicos e financeiros têm interesse na continuação destas políticas»; e «só há um caminho a seguir: eleições antecipadas».
Na reunião participaram Carlos Carvalhas, secretário-geral do PCP, e os membros da Comissão Política, Fernanda Mateus e Jerónimo de Sousa. Carvalho da Silva esteve acompanhado por Maria do Carmo Tavares e Luísa Baptista, ambas da Comissão Executiva.
Será benéfico
Questionado pelos jornalistas sobre a posição da Inter relativamente à formação de um novo Governo, o dirigente sindical lembrou que o executivo PSD/PP tem conduzido uma política «extremamente penalizadora para os trabalhadores e para o País». Considerou que «será benéfico que haja eleições» e que, «se isso não acontecer, significará defraudar e esvaziar o funcionamento do regime democrático, com complicações para o futuro».
«Há que defender, para o País, estabilidade política e políticas que sirvam os portugueses». Com este pressuposto, «pode muito bem acontecer que a não convocação de eleições seja a pior forma de garantir a estabilidade, ou seja, constitua ela própria um contributo para a instabilidade». «Quanto às políticas de que o País precisa, a mudança já ontem era tarde, quer do ponto de vista social, quer do ponto de vista económico», afirmou, concluindo que, «se o momento é de sacudir e procurar um rumo de compromisso sério na sociedade, deve utilizar-se essa possibilidade».
Um «entendimento de princípio» sobre a situação política actual foi divulgado pela CGTP-IN, na nota em que convocou a comunicação social para a cobertura do Plenário Nacional de Sindicatos, a ter lugar ontem, em Lisboa. Tendo por principal tema a dinamização da contratação colectiva, aquele órgão deveria igualmente pronunciar-se sobre o tema.
Na nota, a central adiantou que «a política seguida pelo Governo de Durão Barroso é um desastre para os trabalhadores e para o País»; «o povo português já o disse nas recentes eleições para o Parlamento Europeu, derrotando claramente os partidos da coligação de direita»; «o primeiro-ministro Durão Barroso, na noite de 13 de Junho, declarou o seguinte: “Quero dizer aos portugueses que entendi perfeitamente o sinal que transmitiram.”»; «só os grandes grupos económicos e financeiros têm interesse na continuação destas políticas»; e «só há um caminho a seguir: eleições antecipadas».