Direito à greve ameaçado na Carris
A administração da Carris mandou entregar notas de culpa aos trabalhadores que, legitimamente, não acataram os serviços mínimos definidos para dia 12 por um despacho ilegal do Governo, revelou anteontem a Festru/CGTP-IN. A federação considera «vergonhoso que a resposta de quem pode e deve resolver o conflito na Carris seja a prepotência, acrescentando, à reivindicação dos direitos que têm vindo a pôr em causa, a luta pela defesa do direito à greve».
Durante a greve, que teve uma adesão estimada pela Festru entre 80 e 90 por cento, os trabalhadores reuniram em plenário geral, na estação de Santo Amaro, de onde partiram rumo ao Palácio de Belém, para entregar ao Presidente da República uma resolução. Neste documento expõe-se a história recente do conflito, despoletado há um ano, quando foi conhecido, através da comunicação social, o processo de reestruturação que se estaria a iniciar na Carris e que, no essencial, passaria pela redução de postos de trabalho, pela liquidação de direitos sociais, por alterações na oferta de transporte e pela alienação de património. Ao pedido de audiência que lhe foi enviado, Jorge Sampaio respondeu remetendo o assunto para o Ministério da tutela.
Agora, o PR é alertado para a violação de direitos, solicitando-lhe os trabalhadores que intervenha para a reposição da legalidade.
Seguindo as decisões do plenário, sindicatos e CT da Carris reuniram anteontem. Da análise da greve e de propostas feitas por trabalhadores, a Festru informou que ficou resolvido elaborar uma resposta única às notas de culpa, suspender a greve marcada para dia 21 e substitui-la por uma concentração, a realizar igualmente amanhã, em Santo Amaro, para entrega de um documento à administração.
Mantêm-se as paralisações convocadas para os dias 28 de Maio, 16 e 24 de Junho. É marcada nova greve para dia 6 de Junho, a partir das 16 horas. A evolução das posições do Governo e da administração será reavaliada pelos representantes dos trabalhadores no dia 31, que apreciará também o calendário de lutas.
Mentiras
A Festru acusa o Governo e a sua administração na Carris de continuarem a gastar dinheiro em «publicidade enganosa». Desta vez, mandaram distribuir à população folhetos onde apresentam comparações dos custos de transporte na transportadora de Lisboa e em empresas congéneres europeias, mas não dizem que «a Carris é a empresa que recebe menos indemnizações compensatórias do accionista, a que tem os salários mais baixos, o maior número de administradores e uma macro-estrutura mais pesada.
Afirmam que estão a melhorar o serviço, mas eliminam carreiras, reduzem percursos e aumentam os intervalos de espera de transporte. Administração e Governo mentem sobre o tempo efectivo de trabalho dos motoristas e guarda-freios, bem como sobre os seus salários, e não revelam quanto custa aos portugueses cada administrador ou cada membro dos directórios das Unidades de Negócio.
A renovação da frota até seria positiva, admite a federação sindical, se a ela não estivesse ligada a intenção de privatizar a Unidade de Negócio do modo Autocarro.
Durante a greve, que teve uma adesão estimada pela Festru entre 80 e 90 por cento, os trabalhadores reuniram em plenário geral, na estação de Santo Amaro, de onde partiram rumo ao Palácio de Belém, para entregar ao Presidente da República uma resolução. Neste documento expõe-se a história recente do conflito, despoletado há um ano, quando foi conhecido, através da comunicação social, o processo de reestruturação que se estaria a iniciar na Carris e que, no essencial, passaria pela redução de postos de trabalho, pela liquidação de direitos sociais, por alterações na oferta de transporte e pela alienação de património. Ao pedido de audiência que lhe foi enviado, Jorge Sampaio respondeu remetendo o assunto para o Ministério da tutela.
Agora, o PR é alertado para a violação de direitos, solicitando-lhe os trabalhadores que intervenha para a reposição da legalidade.
Seguindo as decisões do plenário, sindicatos e CT da Carris reuniram anteontem. Da análise da greve e de propostas feitas por trabalhadores, a Festru informou que ficou resolvido elaborar uma resposta única às notas de culpa, suspender a greve marcada para dia 21 e substitui-la por uma concentração, a realizar igualmente amanhã, em Santo Amaro, para entrega de um documento à administração.
Mantêm-se as paralisações convocadas para os dias 28 de Maio, 16 e 24 de Junho. É marcada nova greve para dia 6 de Junho, a partir das 16 horas. A evolução das posições do Governo e da administração será reavaliada pelos representantes dos trabalhadores no dia 31, que apreciará também o calendário de lutas.
Mentiras
A Festru acusa o Governo e a sua administração na Carris de continuarem a gastar dinheiro em «publicidade enganosa». Desta vez, mandaram distribuir à população folhetos onde apresentam comparações dos custos de transporte na transportadora de Lisboa e em empresas congéneres europeias, mas não dizem que «a Carris é a empresa que recebe menos indemnizações compensatórias do accionista, a que tem os salários mais baixos, o maior número de administradores e uma macro-estrutura mais pesada.
Afirmam que estão a melhorar o serviço, mas eliminam carreiras, reduzem percursos e aumentam os intervalos de espera de transporte. Administração e Governo mentem sobre o tempo efectivo de trabalho dos motoristas e guarda-freios, bem como sobre os seus salários, e não revelam quanto custa aos portugueses cada administrador ou cada membro dos directórios das Unidades de Negócio.
A renovação da frota até seria positiva, admite a federação sindical, se a ela não estivesse ligada a intenção de privatizar a Unidade de Negócio do modo Autocarro.