Quem paga pelos CTT?
A penalização anunciada pela Anacom deveria tocar também os administradores, antes que levem os CTT ao descalabro, reclama o sindicato do sector.
Esta administração não interessa à empresa nem ao País
O castigo da Autoridade Nacional das Comunicações, tornado público na semana passada, foi aplicado «por culpa única e exclusiva da administração da empresa», afirma o SNTCT/CGTP-IN, num comunicado em que aponta alguns procedimentos que levaram à quebra da qualidade de serviço, traduzida na demora das entregas e no longo tempo de espera nas estações, durante o ano de 2003.
Para o Sindicato Nacional dos Correios e Telecomunicações, outro resultado não seria de esperar, pois houve uma diminuição de efectivos nos centros de distribuição e nas estações de correio e até a instalação do novo sistema informático foi feita durante as horas de atendimento ao público. «A responsabilidade pelo não cumprimento do estabelecido no contrato de concessão do serviço público cabe na íntegra ao conselho de administração, que conscientemente provoca o incumprimento, e ao Governo, que nada faz para contrariar a situação», acusa o SNTCT, lembrando que alertou o ministro da Economia para os danos da gestão de Carlos Horta e Costa e demais administradores, nomeados pelo Governo.
O interesse, contudo, está virado para apresentar os CTT como uma empresa lucrativa, na perspectiva de uma futura privatização. Tal como sucedeu no ano passado com o dinheiro do Fundo de Pensões, a venda dos Correios ajudaria a baixar o défice das contas públicas, comenta o sindicato.
Para o mau desempenho de 2003, a administração alegou junto da Anacom que ele se deveria ao efeito de greves, plenários e e outras lutas dos trabalhadores; a medidas de reorganização interna para mais eficiência e menore custos; à instalação de um novo sistema informático e actualização do sistema de comunicações. A Anacom não aceitou a justificação.
O sindicato recorda que, nos dias seguintes às greves nacionais, a administração veio dizer que tinham uma adesão nula ou reduzida, mas agora vem invocá-las para se defender. Quanto ao sistema informático, pela primeira vez foi alterado durante as horas de serviço e sem a necessária formação dos trabalhadores.
Às «justificações esfarrapadas» da administração, o SNTCT contrapõe as culpas da gestão. Com cerca de dois mil trabalhadores a menos que o necessário e sem contratar pessoal para substituições nas férias, aumentam as filas de espera nas estações e são suprimidos giros de distribuição. Os objectivos comerciais determinaram que trabalhadores saíssem dos balcões para irem vender postais do Dia da Mãe «nos mercados, nas estações de Metro e de comboios», agravando a falta de funcionários no atendimento ao público.
É ainda apontada pelo sindicato a «ânsia de poupar no essencial» (chega a faltar cola, agrafos ou clips e, até, papel higiénico), em contraste com gastos supérfluos (como a «milionária» campanha em torno do Euro 2004).
«Que mais necessita o Governo e, em especial, o ministro da Economia, para reconhecer que esta administração dos CTT não interessa à empresa e ao País», pergunta, por fim, o sindicato.
Para o Sindicato Nacional dos Correios e Telecomunicações, outro resultado não seria de esperar, pois houve uma diminuição de efectivos nos centros de distribuição e nas estações de correio e até a instalação do novo sistema informático foi feita durante as horas de atendimento ao público. «A responsabilidade pelo não cumprimento do estabelecido no contrato de concessão do serviço público cabe na íntegra ao conselho de administração, que conscientemente provoca o incumprimento, e ao Governo, que nada faz para contrariar a situação», acusa o SNTCT, lembrando que alertou o ministro da Economia para os danos da gestão de Carlos Horta e Costa e demais administradores, nomeados pelo Governo.
O interesse, contudo, está virado para apresentar os CTT como uma empresa lucrativa, na perspectiva de uma futura privatização. Tal como sucedeu no ano passado com o dinheiro do Fundo de Pensões, a venda dos Correios ajudaria a baixar o défice das contas públicas, comenta o sindicato.
Para o mau desempenho de 2003, a administração alegou junto da Anacom que ele se deveria ao efeito de greves, plenários e e outras lutas dos trabalhadores; a medidas de reorganização interna para mais eficiência e menore custos; à instalação de um novo sistema informático e actualização do sistema de comunicações. A Anacom não aceitou a justificação.
O sindicato recorda que, nos dias seguintes às greves nacionais, a administração veio dizer que tinham uma adesão nula ou reduzida, mas agora vem invocá-las para se defender. Quanto ao sistema informático, pela primeira vez foi alterado durante as horas de serviço e sem a necessária formação dos trabalhadores.
Às «justificações esfarrapadas» da administração, o SNTCT contrapõe as culpas da gestão. Com cerca de dois mil trabalhadores a menos que o necessário e sem contratar pessoal para substituições nas férias, aumentam as filas de espera nas estações e são suprimidos giros de distribuição. Os objectivos comerciais determinaram que trabalhadores saíssem dos balcões para irem vender postais do Dia da Mãe «nos mercados, nas estações de Metro e de comboios», agravando a falta de funcionários no atendimento ao público.
É ainda apontada pelo sindicato a «ânsia de poupar no essencial» (chega a faltar cola, agrafos ou clips e, até, papel higiénico), em contraste com gastos supérfluos (como a «milionária» campanha em torno do Euro 2004).
«Que mais necessita o Governo e, em especial, o ministro da Economia, para reconhecer que esta administração dos CTT não interessa à empresa e ao País», pergunta, por fim, o sindicato.