Comunistas contra a venda da Galp

Privatização no horizonte

O PCP exige que o processo de venda de parte do capital da Galp Energia seja travado devido ao risco da empresa ser alienada a estrangeiros.

A alienação significa uma perda da soberania nacional

«A alienação significa uma perda da soberania nacional», afirmou, anteontem, em conversa com os jornalistas, Bernardino Soares, presidente do Grupo Parlamentar do PCP, à saída de uma reunião com a administração da empresa onde foi discutido o processo de venda de parte do capital e a subida do preço dos combustíveis. Mais tarde, acompanhado pelo deputado Jerónimo de Sousa e por membros da Direcção de Organização Regional de Lisboa do PCP, a delegação comunista encontrou-se com as Organizações Representativas dos Trabalhadores da Galp.
«Não é possível defender o interesse nacional desta empresa se não se parar este processo», afirmou, considerando que a venda pode ser travada «se houver vontade política» neste sentido. «Estou convicto de que o país não beneficiará com esta privatização, nomeadamente, tendo por parceiros quem apenas quer retirar benefícios próprios», sublinhou.
Relativamente ao comité de sábios, nomeado pelo Governo para aconselhar todo o processo, Bernardino Soares considerou que podem dar «opiniões doutas, mas não devem servir de biombo para esconder a decisão política que cabe ao Governo».
Quanto à subida do preço dos combustíveis, o PCP defende que o Executivo PSD/CDS-PP deveria intervir, considerando que uma das principais causas foi o aumento do imposto sobre os produtos petrolíferos, como forma de combater «o sacrossanto défice» orçamental. A outra, referiu o líder parlamentar do PCP, foi a liberalização do mercado.

Galpada

Entretanto, num folheto informativo, sob o título «Galpada», a Federação Intersindical da Metalurgia Minas Química Farmacêutica Petróleo e Gás - acusando os sucessivos governos de «ambição desmedida», «ganância de poder» e «ausência de quaisquer sentimentos éticos e patrióticos» - apela a Jorge Sampaio que tome medidas concretas nesta matéria.
«A mistura explosiva que resulta do cruzamento de negócios sujos, como sejam o negócio da guerra e do mundo da alta especulação financeira, a que aliam interesses empresariais de antigos e actuais políticos de Portugal e dos EUA, devem merecer, pelas suas consequências, uma redobrada atenção dos órgãos de soberania, particularmente da Presidência da República e Assembleia da República», afirma o sindicato, constatando a existência de uma concertação entre dois lobies, o da actual administração da Galp e o do Primeiro-Ministro, comprometido com o grupo Carlyle/Luso Oil.


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