Torrijos vence por maioria
O candidato da aliança social democrata Pátria Nova, Martín Torrijos, venceu as eleições presidenciais do passado domingo no Panamá, num sufrágio considerado exemplar pelos observadores da Organização de Estados Americanos, que destacou o «alto índice de participação dos cidadãos».
O presidente do Tribunal Eleitoral (TE), Eduardo Valdés, confirmou a vitória de Torrijos ao final do dia, numa comunicação transmitida em directo por diversos órgãos de informação do país.
De acordo com dados provisórios divulgados pelo TE, o candidato da coligação entre o Partido Revolucionário Democrático e o Partido Popular bateu os seus opositores com mais de 45 por cento dos votos, facto que confirmou os resultados que vinham sendo avançados nas sondagens dos últimos três dias de campanha.
Em segundo e terceiro lugares, respectivamente, ficaram o ex-presidente do Panamá, Guillermo Endara, com 29 por cento, e o candidato do partido do governo, José Miguel Alemán, com pouco mais de 20 por cento dos boletins apurados.
A actual presidente do país, Mireya Moscoso, também saudou a vitória de Torrijos, sublinhando não só a ampla comparência dos panamianos às urnas de voto como também o facto desta ser a terceira vez que se realizam eleições democráticas, quinze anos depois da invasão norte-americana e cinco após a retirada dos militares de Washington.
Projecto patriótico
Sucedendo às comemorações populares que ocorreram nas ruas da Cidade do Panamá, capital do país, Martin Torrejo reafirmou os compromissos eleitorais assumidos, entre os quais se contam o combate à corrupção, à pobreza e ao analfabetismo.
Outro dos desafios que enfrenta o recém eleito presidente é o da reestruturação do canal interoceânico, principal fonte de rendimentos do país.
Segundo alguns estudos da Autoridade do Canal do Panamá, a estrutura encontra-se já desajustada em face das novas embarcações que a atravessam, sendo necessária não só a sua ampliação como ainda a modernização dos cerca de 80 quilómetros que ligam o Pacífico ao Atlântico.
Recorde-se que o Canal do Panamá foi anexado pelos EUA, em 1904, como forma de garantirem o controle de um dos mais importantes entrepostos comerciais do mundo. Em 1977, o pai de Martín Torrijos, Omar Torrijos, estabeleceu com o então presidente norte-americano, Jimmy Carter, a devolução da soberania panamiana sobre o Canal, o que, na prática, acabou por suceder em 1999 com a retirada definitiva do exército americano do território.
O presidente do Tribunal Eleitoral (TE), Eduardo Valdés, confirmou a vitória de Torrijos ao final do dia, numa comunicação transmitida em directo por diversos órgãos de informação do país.
De acordo com dados provisórios divulgados pelo TE, o candidato da coligação entre o Partido Revolucionário Democrático e o Partido Popular bateu os seus opositores com mais de 45 por cento dos votos, facto que confirmou os resultados que vinham sendo avançados nas sondagens dos últimos três dias de campanha.
Em segundo e terceiro lugares, respectivamente, ficaram o ex-presidente do Panamá, Guillermo Endara, com 29 por cento, e o candidato do partido do governo, José Miguel Alemán, com pouco mais de 20 por cento dos boletins apurados.
A actual presidente do país, Mireya Moscoso, também saudou a vitória de Torrijos, sublinhando não só a ampla comparência dos panamianos às urnas de voto como também o facto desta ser a terceira vez que se realizam eleições democráticas, quinze anos depois da invasão norte-americana e cinco após a retirada dos militares de Washington.
Projecto patriótico
Sucedendo às comemorações populares que ocorreram nas ruas da Cidade do Panamá, capital do país, Martin Torrejo reafirmou os compromissos eleitorais assumidos, entre os quais se contam o combate à corrupção, à pobreza e ao analfabetismo.
Outro dos desafios que enfrenta o recém eleito presidente é o da reestruturação do canal interoceânico, principal fonte de rendimentos do país.
Segundo alguns estudos da Autoridade do Canal do Panamá, a estrutura encontra-se já desajustada em face das novas embarcações que a atravessam, sendo necessária não só a sua ampliação como ainda a modernização dos cerca de 80 quilómetros que ligam o Pacífico ao Atlântico.
Recorde-se que o Canal do Panamá foi anexado pelos EUA, em 1904, como forma de garantirem o controle de um dos mais importantes entrepostos comerciais do mundo. Em 1977, o pai de Martín Torrijos, Omar Torrijos, estabeleceu com o então presidente norte-americano, Jimmy Carter, a devolução da soberania panamiana sobre o Canal, o que, na prática, acabou por suceder em 1999 com a retirada definitiva do exército americano do território.