Combates de Maio
Milhões de pessoas saíram à rua, no passado sábado, em protesto contra a guerra e a globalização neoliberal, e pela democracia, a liberdade e os direitos dos trabalhadores.
«Devolvam-nos a União Soviética e a amizade entre os povos»
Na Praça da Revolução, em Havana, mais de um milhão de pessoas concentrou-se para ouvir o discurso do Presidente da República, Fidel Castro, numa demonstração de vitalidade do processo revolucionário cubano e em oposição à política imperialista dos EUA.
Ladeado por dois gigantescos painéis onde figuravam a imagem de Che Guevara e dos cinco patriotas cubanos presos pelo governo norte-americano sob a acusação de terrorismo - Gerardo, António, Fernando, René e Ramón - Fidel reafirmou a disponibilidade de lutar pelo processo revolucionário iniciado em 1959 e incitou a administração Bush a ser mais «sensata e mais inteligente» na condução da sua política externa.
Apesar de todos os ataques e das constantes provocações norte-americanas contra Cuba, como a que recentemente se verificou na Comissão dos Direitos Humanos da ONU, o Comandante sublinhou que ninguém consegue esconder que o país «ocupa o primeiro lugar no mundo em matéria de educação» e, com base nos novos projectos lançados, brevemente ocupará o mesmo lugar no sector da assistência médica.
A escalada militar dos países capitalistas, a pobreza generalizada e as gritantes desigualdades sociais latentes no planeta são realidades insustentáveis que conduzirão «o mundo a uma catástrofe, uma rua sem saída, de modo que a humanidade terá que lutar por algo mais do que uma justiça económica ou uma distribuição de riqueza. Terá que lutar pela sobrevivência da espécie», disse Fidel a concluir um discurso também presenciado por um milhar de convidados provenientes de 53 países.
Agitam-se as bandeiras da esperança
Para além de Havana, outras cidades registaram iniciativas populares de comemoração e protesto.
Em Bogotá, na Colômbia, cerca de 70 mil manifestantes marcharam contra a política do presidente Álvaro Uribe, tendo sido recebidos, na Praça Bolívar, por uma violenta carga da polícia e do exército que cercaram o local e atacaram o povo com granadas de gás lacrimogéneo.
Na capital do Paraguai, Assunção, muitos milhares convocados pela maior central sindical protestaram contra o desígnio neoliberal, o imperialismo e o Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), cenário que se repetiu nas avenidas de São Paulo, no Brasil, onde entre a música de diversos artistas que se aliaram à festa os trabalhadores exigiram ao governo de Lula da Silva medidas eficazes de combate ao desemprego, a efectivação da Reforma Agrária e rejeitaram a subscrição da ALCA entre o Brasil e os EUA.
Idênticas acções de massas convocadas pelos sindicatos, partidos comunistas e outras organizações populares ocorreram também nas Honduras, concentrando cerca de 50 mil pessoas; na Rússia, onde 100 mil manifestantes pediram a manutenção dos direitos sociais e o aumento dos salários, e ostentaram faixas que diziam «Devolvam-nos a União Soviética e a amizade entre os povos»; No Chile e na Bolívia, com dezenas de milhares de trabalhadores a rechaçarem as linhas de orientação neoliberais e a exigirem soberania e direitos laborais; e ainda contra a guerra e pela melhoria das condições de vida do povo trabalhador, muitas centenas de milhar na Tailândia, na Coreia do Sul, na Grécia, em Espanha, França, Itália e Austrália.
O 1.º de Maio ficou ainda marcado por confrontos violentos entre manifestantes e forças policiais na Turquia, Alemanha e Irlanda, país em cuja capital, Dublin, os chefes de Estado da União Europeia estendiam a «democracia» e a «economia de mercado» a dez novos membros.
Ladeado por dois gigantescos painéis onde figuravam a imagem de Che Guevara e dos cinco patriotas cubanos presos pelo governo norte-americano sob a acusação de terrorismo - Gerardo, António, Fernando, René e Ramón - Fidel reafirmou a disponibilidade de lutar pelo processo revolucionário iniciado em 1959 e incitou a administração Bush a ser mais «sensata e mais inteligente» na condução da sua política externa.
Apesar de todos os ataques e das constantes provocações norte-americanas contra Cuba, como a que recentemente se verificou na Comissão dos Direitos Humanos da ONU, o Comandante sublinhou que ninguém consegue esconder que o país «ocupa o primeiro lugar no mundo em matéria de educação» e, com base nos novos projectos lançados, brevemente ocupará o mesmo lugar no sector da assistência médica.
A escalada militar dos países capitalistas, a pobreza generalizada e as gritantes desigualdades sociais latentes no planeta são realidades insustentáveis que conduzirão «o mundo a uma catástrofe, uma rua sem saída, de modo que a humanidade terá que lutar por algo mais do que uma justiça económica ou uma distribuição de riqueza. Terá que lutar pela sobrevivência da espécie», disse Fidel a concluir um discurso também presenciado por um milhar de convidados provenientes de 53 países.
Agitam-se as bandeiras da esperança
Para além de Havana, outras cidades registaram iniciativas populares de comemoração e protesto.
Em Bogotá, na Colômbia, cerca de 70 mil manifestantes marcharam contra a política do presidente Álvaro Uribe, tendo sido recebidos, na Praça Bolívar, por uma violenta carga da polícia e do exército que cercaram o local e atacaram o povo com granadas de gás lacrimogéneo.
Na capital do Paraguai, Assunção, muitos milhares convocados pela maior central sindical protestaram contra o desígnio neoliberal, o imperialismo e o Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), cenário que se repetiu nas avenidas de São Paulo, no Brasil, onde entre a música de diversos artistas que se aliaram à festa os trabalhadores exigiram ao governo de Lula da Silva medidas eficazes de combate ao desemprego, a efectivação da Reforma Agrária e rejeitaram a subscrição da ALCA entre o Brasil e os EUA.
Idênticas acções de massas convocadas pelos sindicatos, partidos comunistas e outras organizações populares ocorreram também nas Honduras, concentrando cerca de 50 mil pessoas; na Rússia, onde 100 mil manifestantes pediram a manutenção dos direitos sociais e o aumento dos salários, e ostentaram faixas que diziam «Devolvam-nos a União Soviética e a amizade entre os povos»; No Chile e na Bolívia, com dezenas de milhares de trabalhadores a rechaçarem as linhas de orientação neoliberais e a exigirem soberania e direitos laborais; e ainda contra a guerra e pela melhoria das condições de vida do povo trabalhador, muitas centenas de milhar na Tailândia, na Coreia do Sul, na Grécia, em Espanha, França, Itália e Austrália.
O 1.º de Maio ficou ainda marcado por confrontos violentos entre manifestantes e forças policiais na Turquia, Alemanha e Irlanda, país em cuja capital, Dublin, os chefes de Estado da União Europeia estendiam a «democracia» e a «economia de mercado» a dez novos membros.