O voto do protesto e da mudança
Os candidatos da CDU às eleições de 13 de Junho para o Parlamento Europeu foram apresentados na segunda-feira, em Lisboa. A seguir à primeira candidata, Ilda Figueiredo, surgem Sérgio Ribeiro, Odete Santos e Heloísa Apolónia. Uma lista de combate!
Ilda Figueiredo foi a deputada portuguesa que mais trabalhou
Ao votarem na CDU no próximo dia 13 de Junho, os portugueses atingem dois grandes objectivos: eleger deputados que dêem garantias de trabalho, honestidade e empenho na defesa do interesse nacional e sancionar a política deste Governo, «dizendo-lhe claramente que está a mais neste Portugal de Abril». Foi desta forma que Carlos Carvalhas começou por justificar a importância de votar na CDU nas eleições para o Parlamento Europeu, na sessão de apresentação da lista da coligação, que decorreu na segunda-feira em Lisboa, perante a presença de centenas de apoiantes.
O secretário-geral do PCP reafirmou a sua convicção de que é necessário mostrar um cartão ao Governo, mas vermelho e não amarelo como pede o PS. A situação criada pela actual política exige alterações radicais e não uma simples remodelação de uns quantos ministros, afirma Carvalhas.
O dirigente comunista rejeita as «generalizações abusivas sobre os partidos», considerando que estas, tendo uma aparência radical, são «uma das mais perversas contribuições para que nada mude» ao condenar «tanto os que mais culpas têm como quem tem mais méritos». Assim, Carlos Carvalhas apelou à expressão da indignação e do protesto, mas da «forma que mais os dignifica como sujeitos activos da nossa sociedade e dos necessários processos da sua transformação».
O secretário-geral do PCP afirmou ainda o empenho em mobilizar os que sofrem as «ofensas e agressões da política e do governo da direita e mobilizá-los para um voto informado, responsável e consciente, para o voto na CDU». Um voto que, destaca, falará sobre o protesto que veicula e o projecto de mudança que representa.
Carlos Carvalhas valorizou a composição da lista da CDU, que integra candidatos «ligados a múltiplos sectores da vida nacional, com uma importante actividade em organizações e movimentos sociais». Metade são mulheres.
Por uma Europa social
Considerando-se honrada por ser o primeiro nome da lista da CDU, Ilda Figueiredo reafirmou o empenho na «conjugação de esforços de todos os que defendem novos rumos para a Europa, para dar prioridade à Europa social, às pessoas, à melhoria do bem-estar colectivo». A eurodeputada valorizou o trabalho realizado pelo grupo que o PCP integra, que estabeleceu, durante a legislatura, «cooperações estreitas» com organizações sindicais, comités de empresa, associações e movimentos.
Ilda Figueiredo destacou ainda o empenho na «permanente defesa dos interesses portugueses, da produção nacional e do emprego», considerando inaceitável o prosseguimento de uma política de agravamento da situação social e do apoio ao processo de privatizações. A candidata comunista repudia a política seguida, que acusa de ser indiferente aos elevados níveis de desemprego, pobreza e exclusão social, «surda aos protestos dos trabalhadores».
Heloísa Apolónia, do PEV, e João Corregedor da Fonseca, da Intervenção Democrática, também intervieram, tal como o mandatário Manuel Gusmão, reafirmando a necessidade de votar CDU para prosseguir o combate por uma Europa de Paz e cooperação, de estados soberanos e de direitos iguais, contra as concepções federalistas de outros.
Os candidatos
1 – Ilda Figueiredo, 55 anos, economista, membro do Comité Central do PCP;
2 – Sérgio Ribeiro, 68 anos, doutor em Economia, membro do Comité Central do PCP;
3 – Odete Santos, 62 anos, advogada, membro do Comité Central do PCP;
4 – Heloísa Apolónia, 34 anos, animadora cultural, licenciada em Direito, membro da Comissão Executiva Nacional e do Conselho Nacional do Partido Ecologista «Os Verdes»;
5 – Pedro Guerreiro, 38 anos, psicólogo, membro do Comité Central do PCP;
6 – Edgar Silva, 42 anos, licenciado em Teologia pela Universidade Católica Portuguesa, membro do Comité Central do PCP;
7 – Vanda Santos, 27 anos, jurista, membro do PCP;
8 – Arménio Carlos, 48 anos, electricista, membro do Comité Central do PCP;
9 – Rui Namorado Rosa, 63 anos, docente e investigador universitário, membro do PCP;
10 – José Saramago, 81 anos, escritor, membro do PCP;
11 – Aníbal Pires, 47 anos, professor, membro do PCP;
12 – João Corregedor da Fonseca, 65 anos, jornalista. presidente da Comissão Directiva da Associação Intervenção Democrática – ID;
13 – Maria Graciete Cruz, 50 anos, licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, membro do PCP;
14 – Margarida Botelho, 27 anos, licenciada em Ciências de Comunicação, membro do Comité Central do PCP e do secretariado e da Comissão Política da JCP;
15 – José Luís Borges Coelho, 63 anos, maestro do Coral de Letras da Universidade do Porto, membro do PCP;
16 – Maria Clara Canotilho Grácio, 39 anos, professora universitária, membro do PCP;
17 – Ana Teresa Vicente Sá, 38 anos, socióloga, membro do PCP;
18 – Manuel Rodrigues, 50 anos, professor, membro do Comité Central do PCP;
19 – Jorge Serafim Abrantes, 47 anos, economista, membro do PCP;
20 – Janita Salomé, 56 anos, músico, proposto pelo Partido Ecologista «Os Verdes»;
21 – Maria Gabriela Tsukamoto, 45 anos, engenheira agrícola, membro do PCP;
22 – Maria João de Carvalho, 35 anos, engenheira técnica agrícola, Membro do Conselho Nacional do Partido Ecologista «Os Verdes»;
23 – Carmen Santos, 57 anos, actriz, membro do PCP;
24 – Maria Amélia Lopes, 50 anos, operária electrónica, membro do PCP.
Candidatos suplentes
1 – Celina Leal, 67 anos, professora, membro do Conselho Geral da Associação Intervenção Democrática – ID;
2 – Beatriz Duarte Rosa, 50 anos, engenheira civil, membro do PCP;
3 – Susana Correia, 49 anos, arqueóloga, membro do PCP;
4 – Luciano Caetano Rosa, 57 anos, leitor de Português na Universidade de Humbolt/Berlim, membro do PCP;
5 – Rui Tadeu, 47 anos, designer e empresário agrícola, membro do PCP;
6 – Antero de Resende, 43 anos, professor, membro do Conselho Nacional do Partido Ecologista «Os Verdes»;
7 – Eurico Antunes, 69 anos, engenheiro civil, membro do PCP;
8 – Ana Maria Leitão, 36 anos, professora, membro do PCP.
Razões para votar CDU
Ao contrário do que sucede com o PS, as forças que integram a CDU não se resignam a esperar por 2006, para então exigir a substituição do Governo. Por isso, não se limitam a um tímido cartão amarelo e afirmam que este Governo merece um cartão vermelho nas eleições de 13 de Junho. Para tal, o melhor voto é o voto na CDU.
Esta é a ideia que sobressai no folheto que está em distribuição, logo após a apresentação da lista de candidatos, anteontem, e no qual são apresentadas outras fortes razões para votar na coligação PCP-PEV para o Parlamento Europeu.
O secretário-geral do PCP reafirmou a sua convicção de que é necessário mostrar um cartão ao Governo, mas vermelho e não amarelo como pede o PS. A situação criada pela actual política exige alterações radicais e não uma simples remodelação de uns quantos ministros, afirma Carvalhas.
O dirigente comunista rejeita as «generalizações abusivas sobre os partidos», considerando que estas, tendo uma aparência radical, são «uma das mais perversas contribuições para que nada mude» ao condenar «tanto os que mais culpas têm como quem tem mais méritos». Assim, Carlos Carvalhas apelou à expressão da indignação e do protesto, mas da «forma que mais os dignifica como sujeitos activos da nossa sociedade e dos necessários processos da sua transformação».
O secretário-geral do PCP afirmou ainda o empenho em mobilizar os que sofrem as «ofensas e agressões da política e do governo da direita e mobilizá-los para um voto informado, responsável e consciente, para o voto na CDU». Um voto que, destaca, falará sobre o protesto que veicula e o projecto de mudança que representa.
Carlos Carvalhas valorizou a composição da lista da CDU, que integra candidatos «ligados a múltiplos sectores da vida nacional, com uma importante actividade em organizações e movimentos sociais». Metade são mulheres.
Por uma Europa social
Considerando-se honrada por ser o primeiro nome da lista da CDU, Ilda Figueiredo reafirmou o empenho na «conjugação de esforços de todos os que defendem novos rumos para a Europa, para dar prioridade à Europa social, às pessoas, à melhoria do bem-estar colectivo». A eurodeputada valorizou o trabalho realizado pelo grupo que o PCP integra, que estabeleceu, durante a legislatura, «cooperações estreitas» com organizações sindicais, comités de empresa, associações e movimentos.
Ilda Figueiredo destacou ainda o empenho na «permanente defesa dos interesses portugueses, da produção nacional e do emprego», considerando inaceitável o prosseguimento de uma política de agravamento da situação social e do apoio ao processo de privatizações. A candidata comunista repudia a política seguida, que acusa de ser indiferente aos elevados níveis de desemprego, pobreza e exclusão social, «surda aos protestos dos trabalhadores».
Heloísa Apolónia, do PEV, e João Corregedor da Fonseca, da Intervenção Democrática, também intervieram, tal como o mandatário Manuel Gusmão, reafirmando a necessidade de votar CDU para prosseguir o combate por uma Europa de Paz e cooperação, de estados soberanos e de direitos iguais, contra as concepções federalistas de outros.
Os candidatos
1 – Ilda Figueiredo, 55 anos, economista, membro do Comité Central do PCP;
2 – Sérgio Ribeiro, 68 anos, doutor em Economia, membro do Comité Central do PCP;
3 – Odete Santos, 62 anos, advogada, membro do Comité Central do PCP;
4 – Heloísa Apolónia, 34 anos, animadora cultural, licenciada em Direito, membro da Comissão Executiva Nacional e do Conselho Nacional do Partido Ecologista «Os Verdes»;
5 – Pedro Guerreiro, 38 anos, psicólogo, membro do Comité Central do PCP;
6 – Edgar Silva, 42 anos, licenciado em Teologia pela Universidade Católica Portuguesa, membro do Comité Central do PCP;
7 – Vanda Santos, 27 anos, jurista, membro do PCP;
8 – Arménio Carlos, 48 anos, electricista, membro do Comité Central do PCP;
9 – Rui Namorado Rosa, 63 anos, docente e investigador universitário, membro do PCP;
10 – José Saramago, 81 anos, escritor, membro do PCP;
11 – Aníbal Pires, 47 anos, professor, membro do PCP;
12 – João Corregedor da Fonseca, 65 anos, jornalista. presidente da Comissão Directiva da Associação Intervenção Democrática – ID;
13 – Maria Graciete Cruz, 50 anos, licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, membro do PCP;
14 – Margarida Botelho, 27 anos, licenciada em Ciências de Comunicação, membro do Comité Central do PCP e do secretariado e da Comissão Política da JCP;
15 – José Luís Borges Coelho, 63 anos, maestro do Coral de Letras da Universidade do Porto, membro do PCP;
16 – Maria Clara Canotilho Grácio, 39 anos, professora universitária, membro do PCP;
17 – Ana Teresa Vicente Sá, 38 anos, socióloga, membro do PCP;
18 – Manuel Rodrigues, 50 anos, professor, membro do Comité Central do PCP;
19 – Jorge Serafim Abrantes, 47 anos, economista, membro do PCP;
20 – Janita Salomé, 56 anos, músico, proposto pelo Partido Ecologista «Os Verdes»;
21 – Maria Gabriela Tsukamoto, 45 anos, engenheira agrícola, membro do PCP;
22 – Maria João de Carvalho, 35 anos, engenheira técnica agrícola, Membro do Conselho Nacional do Partido Ecologista «Os Verdes»;
23 – Carmen Santos, 57 anos, actriz, membro do PCP;
24 – Maria Amélia Lopes, 50 anos, operária electrónica, membro do PCP.
Candidatos suplentes
1 – Celina Leal, 67 anos, professora, membro do Conselho Geral da Associação Intervenção Democrática – ID;
2 – Beatriz Duarte Rosa, 50 anos, engenheira civil, membro do PCP;
3 – Susana Correia, 49 anos, arqueóloga, membro do PCP;
4 – Luciano Caetano Rosa, 57 anos, leitor de Português na Universidade de Humbolt/Berlim, membro do PCP;
5 – Rui Tadeu, 47 anos, designer e empresário agrícola, membro do PCP;
6 – Antero de Resende, 43 anos, professor, membro do Conselho Nacional do Partido Ecologista «Os Verdes»;
7 – Eurico Antunes, 69 anos, engenheiro civil, membro do PCP;
8 – Ana Maria Leitão, 36 anos, professora, membro do PCP.
Razões para votar CDU
Ao contrário do que sucede com o PS, as forças que integram a CDU não se resignam a esperar por 2006, para então exigir a substituição do Governo. Por isso, não se limitam a um tímido cartão amarelo e afirmam que este Governo merece um cartão vermelho nas eleições de 13 de Junho. Para tal, o melhor voto é o voto na CDU.
Esta é a ideia que sobressai no folheto que está em distribuição, logo após a apresentação da lista de candidatos, anteontem, e no qual são apresentadas outras fortes razões para votar na coligação PCP-PEV para o Parlamento Europeu.