O «Sr. Terrorismo» & Cia
Os atentados terroristas de 11 de Março em Madrid, sendo o que são - um crime hediondo da ultra-direita confessional «islâmica» e um brutal «dano colateral» da rapina e da guerra imperialista, imposta ao mundo pelos mega-interesses, pelos carteis dos armamentos e do petróleo, e pela extrema direita Republicana dos USA (dita «cristã integrista») – têm sido usados como «justificação» de novas derivas xenófobas e securitárias.
Partindo dos perigos reais, ou dos inventados para o efeito, medra, no terreno político e ideológico, a ofensiva contra importantes direitos, liberdades e garantias de cidadania e pela consumação de novas perversões de autoritarismo deslizante.
Por cá, enquanto vai garantindo que «não há ameaças credíveis à segurança», o Governo sopra no alarmismo e introduz pela «porta do cavalo» um «novo» conceito, espúrio e filo-USA, de «segurança nacional», para militarizar a GNR e envolver as Forças Armadas na segurança interna, reforçar medidas repressivas e fundir disfarçadamente os serviços de informações – que o PS se apraz em «consensualizar» com votos pios de respeitabilidade democrática – fazendo caminho para a definição do «inimigo interno».
Na UE, o Conselho traça os «objectivos estratégicos de luta contra o terrorismo» – o «Sr. Terrorismo» (que raio de nome!) para «supervsionar todos os instrumentos da UE», novas tarefas para a Europol e o Sistema de Informações Shengen, uma «Agência Europeia de Fronteiras Externas», «conservação de dados» das comunicações, «interoperabilidade das bases de dados», «organização da eficácia» e «cooperação sistemática» entre «sistemas de informações actuais e futuros» e «reforço da cooperação com os USA», «acção conjunta» dos países da UE contra actos terroristas, antecipando o «art.º 42.º do projecto de Constituição Europeia», etc.
Um estendal securitário e federalista, com o Governo e o PS amancebados, que, duma penada, transfere para a ordem interna hipotéticas alterações dos tratados da UE, sem existência legal, e permite ao «Sr. Terrorismo» e a Bush o acesso a dados dos Serviços de Informações portugueses, enquanto por cá nem o Presidente da República lhes põe a vista em cima, nem a lei é cumprida, mesmo quanto à mais elementar fiscalização da actividade dos Serviços.
Este «Sr. Terrorismo» & Cia vão por um caminho desgraçado.
Partindo dos perigos reais, ou dos inventados para o efeito, medra, no terreno político e ideológico, a ofensiva contra importantes direitos, liberdades e garantias de cidadania e pela consumação de novas perversões de autoritarismo deslizante.
Por cá, enquanto vai garantindo que «não há ameaças credíveis à segurança», o Governo sopra no alarmismo e introduz pela «porta do cavalo» um «novo» conceito, espúrio e filo-USA, de «segurança nacional», para militarizar a GNR e envolver as Forças Armadas na segurança interna, reforçar medidas repressivas e fundir disfarçadamente os serviços de informações – que o PS se apraz em «consensualizar» com votos pios de respeitabilidade democrática – fazendo caminho para a definição do «inimigo interno».
Na UE, o Conselho traça os «objectivos estratégicos de luta contra o terrorismo» – o «Sr. Terrorismo» (que raio de nome!) para «supervsionar todos os instrumentos da UE», novas tarefas para a Europol e o Sistema de Informações Shengen, uma «Agência Europeia de Fronteiras Externas», «conservação de dados» das comunicações, «interoperabilidade das bases de dados», «organização da eficácia» e «cooperação sistemática» entre «sistemas de informações actuais e futuros» e «reforço da cooperação com os USA», «acção conjunta» dos países da UE contra actos terroristas, antecipando o «art.º 42.º do projecto de Constituição Europeia», etc.
Um estendal securitário e federalista, com o Governo e o PS amancebados, que, duma penada, transfere para a ordem interna hipotéticas alterações dos tratados da UE, sem existência legal, e permite ao «Sr. Terrorismo» e a Bush o acesso a dados dos Serviços de Informações portugueses, enquanto por cá nem o Presidente da República lhes põe a vista em cima, nem a lei é cumprida, mesmo quanto à mais elementar fiscalização da actividade dos Serviços.
Este «Sr. Terrorismo» & Cia vão por um caminho desgraçado.