GNR fora do Iraque
Não surpreende – mas preocupa – o apoio dado pelo Presidente da República à decisão do Governo Barroso/Portas de manter a GNR no Iraque. Não surpreende, na medida em que esta posição do Supremo Magistrado da Nação vem no seguimento de uma infindável sucessão de alinhamentos presidenciais com o que de mais à direita tem sido feito pela política de direita; preocupa, na medida em que se trata do apoio presidencial a um acto do Governo que, envolvendo o nosso País na criminosa ocupação de um outro país, envergonha Portugal e os portugueses e constitui mais um passo na longa, rancorosa e perversa caminhada do ajuste de contas com Abril.
São estes os factos: com o envio da GNR para o Iraque, na sequência da presença de Durão Barroso na cimeira da guerra, o nosso País tornou-se cúmplice e co-responsável num acto de terrorismo de Estado que provocou a morte de milhares de vítimas inocentes – sublinhe-se: a morte de milhares de vítimas inocentes - e a destruição, saque e ocupação de um país soberano. Esse acto de terrorismo de Estado, apresentado como uma resposta às «perigosas armas de destruição maciça» com as quais o Iraque se preparava para destruir o Planeta..., e praticado, em nome do «combate ao terrorismo», pelo país que é o maior centro de terrorismo do mundo, constitui um crime contra a Humanidade. O facto de os seus autores continuarem impunes e serem apresentados como heróis, deve-se à força de que dispõem os EUA – força tanto mais perigosa quanto, como se sabe, ela é proporcional à ausência de escrúpulos e ao vale-tudo que sustentam a prática política de Bush tão aplaudida e imitada por Blair, Aznar, Barroso & Cia.
E é tudo isto que está na origem das preocupações provocadas pelo anunciado apoio do Presidente da República à manutenção da GNR na ocupação do Iraque, apoio que, à semelhança de todos os actuais apoios à política dos EUA, aparece embalado na enganadora imagem do «combate ao terrorismo» – e que aqui se critica frontalmente.
E é por tudo isto, também, que não surpreende que a atitude do Presidente da República tenha merecido os aplausos fervorosos de todos aqueles chamados comentadores e analistas que, com lugar cativo nos média dominantes e com aplicação e zelo notáveis, traduzem, assinam e mandam publicar todos os dias os panfletos produzidos pelos serviços de propaganda dos EUA.
São estes os factos: com o envio da GNR para o Iraque, na sequência da presença de Durão Barroso na cimeira da guerra, o nosso País tornou-se cúmplice e co-responsável num acto de terrorismo de Estado que provocou a morte de milhares de vítimas inocentes – sublinhe-se: a morte de milhares de vítimas inocentes - e a destruição, saque e ocupação de um país soberano. Esse acto de terrorismo de Estado, apresentado como uma resposta às «perigosas armas de destruição maciça» com as quais o Iraque se preparava para destruir o Planeta..., e praticado, em nome do «combate ao terrorismo», pelo país que é o maior centro de terrorismo do mundo, constitui um crime contra a Humanidade. O facto de os seus autores continuarem impunes e serem apresentados como heróis, deve-se à força de que dispõem os EUA – força tanto mais perigosa quanto, como se sabe, ela é proporcional à ausência de escrúpulos e ao vale-tudo que sustentam a prática política de Bush tão aplaudida e imitada por Blair, Aznar, Barroso & Cia.
E é tudo isto que está na origem das preocupações provocadas pelo anunciado apoio do Presidente da República à manutenção da GNR na ocupação do Iraque, apoio que, à semelhança de todos os actuais apoios à política dos EUA, aparece embalado na enganadora imagem do «combate ao terrorismo» – e que aqui se critica frontalmente.
E é por tudo isto, também, que não surpreende que a atitude do Presidente da República tenha merecido os aplausos fervorosos de todos aqueles chamados comentadores e analistas que, com lugar cativo nos média dominantes e com aplicação e zelo notáveis, traduzem, assinam e mandam publicar todos os dias os panfletos produzidos pelos serviços de propaganda dos EUA.