As razões do descontentamento
O Grupo Parlamentar do PCP acusou o Ministro da Defesa de não querer resolver os problemas com que se debatem os sargentos. Em causa estão sobretudo as regras de desenvolvimento das carreiras militares, em relação às quais os sargentos querem ver alterados os tempos mínimo e máximo de permanência nos postos.
Propostas nesse sentido foram, aliás, formalizadas pela Associação Nacional de Sargentos, em petição dirigida à Assembleia da República, que foi objecto de debate no passado dia 5. No conjunto de propostas sistematizadas nesse documento, em que pedem a revisão do Estatuto dos Militares das Forças Armadas, visada é também «a inserção de mecanismos capazes de assegurar um fluxo, contínuo e equilibrado, de acesso vertical aos diferentes postos da classe de sargentos, com a eliminação de disparidades entre Ramos quanto ao tempo médio de permanência nos postos. Outro dos objectivos perseguidos pelos sargentos dos três ramos das Forças Armadas é a harmonização das suas carreiras «de forma a eliminar situações de injustiça geradoras de desmotivação e de graves problemas institucionais».
Ora sucede que nenhuma destas questões que preocupam os sargentos e justificam o seu descontentamento foi acolhida pelo Governo na mais recente revisão do Estatuto dos Militares das Forças Armadas (EMFAR).
O que levou o líder parlamentar comunista, Bernardino Soares, a expressar a disponibilidade da sua bancada para que o Parlamento aprecie as propostas subscritas pela Associação Nacional de Sargentos, desafiando simultaneamente os partidos da maioria a clarificarem a sua posição, isto é a dizerem se partilham da inércia do Governo ou estão disponíveis para fazer alguma coisa.
Propostas nesse sentido foram, aliás, formalizadas pela Associação Nacional de Sargentos, em petição dirigida à Assembleia da República, que foi objecto de debate no passado dia 5. No conjunto de propostas sistematizadas nesse documento, em que pedem a revisão do Estatuto dos Militares das Forças Armadas, visada é também «a inserção de mecanismos capazes de assegurar um fluxo, contínuo e equilibrado, de acesso vertical aos diferentes postos da classe de sargentos, com a eliminação de disparidades entre Ramos quanto ao tempo médio de permanência nos postos. Outro dos objectivos perseguidos pelos sargentos dos três ramos das Forças Armadas é a harmonização das suas carreiras «de forma a eliminar situações de injustiça geradoras de desmotivação e de graves problemas institucionais».
Ora sucede que nenhuma destas questões que preocupam os sargentos e justificam o seu descontentamento foi acolhida pelo Governo na mais recente revisão do Estatuto dos Militares das Forças Armadas (EMFAR).
O que levou o líder parlamentar comunista, Bernardino Soares, a expressar a disponibilidade da sua bancada para que o Parlamento aprecie as propostas subscritas pela Associação Nacional de Sargentos, desafiando simultaneamente os partidos da maioria a clarificarem a sua posição, isto é a dizerem se partilham da inércia do Governo ou estão disponíveis para fazer alguma coisa.