Zimbabué

Oposição quer sanções a Mugabe

A África do Sul deve pressionar o presidente do Zimbabué, Robert Mugabe, a pôr fim às violações dos direitos humanos e a negociar com a oposição, defende o arcebispo de Bulawayo, segunda maior cidade do Zimbabué.
Em entrevista à rádio estatal sul-africana, SABC, na passada sexta-feira, Pius Ncube estabeleceu um paralelo entre a luta contra o apartheid e a situação que se vive no Zimbabué, pedindo coerência ao governo de Pretória.
«A África do Sul foi ajudada através de sanções internacionais impostas pela comunidade internacional. (Agora) também devemos ser ajudados pela África do Sul», afirmou Ncube, citado pela Lusa.
No poder desde a independência do país, em 1980, Mugabe foi reeleito há dois anos num escrutínio fortemente contestado pela oposição, mas que a União Africana considerou como «livre e justo».
Enquanto a União Europeia, a Commonwealth e os Estados Unidos optaram por impor sanções ao Zimbabué, a África do Sul, bem como os restantes países da região têm optado pela diplomacia nas relações com Harare, procurando fazer baixar a tensão que se vive no país.

Acusações mútuas

Robert Mugabe acusa o principal partido da oposição, o Movimento para a Mudança Democrática (MDC) de ser um fantoche da Grã-Bretanha, antiga potencial colonial, enquanto os lideres religiosos zimbabueanos (incluindo Ncube) qualificam a sua administração como «irresponsável, desumana e violenta».
A situação agravou-se com a política de ocupação de terras na posse de brancos, o que originou uma crise alimentar sem precedentes no país, já a braços com uma situação económica desastrosa.
O arcebispo Ncube afirma que «a chave (do problema) é continuar a procurar meios pacíficos de mudança», pelo que advoga o «fechar da torneira sul-africana» ao governo zimbabueano. A título de exemplo, sugeriu que Pretória ameace cortar o abastecimento de energia ao Zimbabué, a menos que Mugabe encete negociações formais com a oposição. «O Zimbabué deve milhares de milhões em electricidade. Basta dizer: Ponham as vossas questões em ordem ou cortamo-lhes a corrente. Mugabe será então forçado a fazer aquilo a que se recusa, dialogar com a oposição».


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