Gregos penalizam PASOK
O Partido Comunista da Grécia (KKE) aumentou a sua votação em número de votos e percentagem, reforçando a sua representação parlamentar em mais um deputado.
Os conservadores chegam ao poder depois de uma década de governos PASOK
As eleições legislativas realizadas no passado domingo na Grécia deram uma clara vantagem à direita conservadora agrupada na Nova Democracia (NA), que derrotou o Movimento Socialista Pan-helénico (PASOK), no poder ininterruptamente desde 1993.
Com 45,38 dos votos, a Nova Democracia elegeu 165 deputados, alcançando a maioria absoluta no parlamento. Em 2000, alcançara 42,73 por cento e 125 deputados. Os socialistas (com 40,56 por cento) passam a contar apenas com 117 lugares, contra os 158 obtidos em 2000 (43,79%).
Em contrapartida, o Partido Comunista (KKE) obteve 5,88 por cento dos votos, o que lhe permitiu eleger um novo deputado e aumentar de 11 para 12 o seu grupo parlamentar. Com este resultado, o KKE parece confirmar uma lenta mas consistente recuperação do seu eleitorado. Recorde-se que em 1993, os comunistas gregos ficaram reduzidos a nove deputados e 4,54 por cento dos votos, correspondentes a pouco mais de 313 mil votos. Logo no sufrágio seguinte, em 1996, registaram uma notável subida para 11 deputados, 5,61 por cento dos votos e mais de 380 mil votos. Este resultado manteve-se praticamente inalterado nas eleições de 2000, alcançando 5,53 por cento dos votos, os mesmos 11 deputados e 379.500 votos.
No acto do passado domingo, o KKE ficou muito perto dos seis por cento, elegeu o seu 12.º deputado e recolheu mais de 432 mil votos, ou seja um aumento superior a 52 mil votos.
Em situação praticamente estacionária ficou a Coligação de Esquerda (SYN), partido que em 1996 obteve 5,61 por cento dos votos, elegendo pela primeira vez um grupo parlamentar de dez deputados. Em 2000, caiu para 3,2 por cento e seis deputados, registando, no passado domingo, uma ligeira subida na votação de quase 19 mil votos, que praticamente não se reflectiu na percentagem (3,25%), embora tenha sido suficiente para manter os seus seis deputados.
Elevada participação
Os quase dez milhões de eleitores acorreram maciçamente às urnas, elevando a participação neste acto para 76 por cento. Convocadas em Janeiro último, os conservadores partiram para as eleições com uma vantagem nas sondagens de sete pontos. Procurando recuperar o terreno perdido, no início de Fevereiro, o PASOK designou George Papandreu, para substituir no cargo de primeiro-ministro o impopular Costas Simitis e atrair o eleitoral fiel ao seu pai, Andreas Papandreu, fundador do Partido há 30 anos, na sequência do derrube da ditadura militar.
Mas nem o apelido histórico, nem as generosas promessas feitas aos agricultores e aos funcionários públicos foram suficientes para travar a vitória dos conservadores liderados por Costas Caramanlis, de 47 anos, que insistiu na ideia de que está na hora de «a Grécia mudar de rumo». «O PASOK deu o que tinha a dar , o sistema PASOK já não se pode manter».
Para alguns observadores, o voto anti-PASOK, mais do que o voto pela Nova Democracia, foi decisivo na vitória dos conservadores.
A Grécia, que prepara com grande afã os Jogos Olímpicos do próximo Verão, regista uma das taxas de desemprego mais elevadas da União Europeia que ronda os dez por cento.
PCP felicita KKE
Felicitando calorosamente os comunistas gregos pelos resultados eleitorais alcançados nas legislativas do passado domingo, o Secretariado do Comité Central do PCP sublinha, numa mensagem enviada na segunda-feira, dia 8, ao Comité Central do KKE, as condições particularmente difíceis em que este combate foi travado, formulando «votos dos melhores sucessos» para a acção deste partido irmão «em defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo da Grécia».
Com 45,38 dos votos, a Nova Democracia elegeu 165 deputados, alcançando a maioria absoluta no parlamento. Em 2000, alcançara 42,73 por cento e 125 deputados. Os socialistas (com 40,56 por cento) passam a contar apenas com 117 lugares, contra os 158 obtidos em 2000 (43,79%).
Em contrapartida, o Partido Comunista (KKE) obteve 5,88 por cento dos votos, o que lhe permitiu eleger um novo deputado e aumentar de 11 para 12 o seu grupo parlamentar. Com este resultado, o KKE parece confirmar uma lenta mas consistente recuperação do seu eleitorado. Recorde-se que em 1993, os comunistas gregos ficaram reduzidos a nove deputados e 4,54 por cento dos votos, correspondentes a pouco mais de 313 mil votos. Logo no sufrágio seguinte, em 1996, registaram uma notável subida para 11 deputados, 5,61 por cento dos votos e mais de 380 mil votos. Este resultado manteve-se praticamente inalterado nas eleições de 2000, alcançando 5,53 por cento dos votos, os mesmos 11 deputados e 379.500 votos.
No acto do passado domingo, o KKE ficou muito perto dos seis por cento, elegeu o seu 12.º deputado e recolheu mais de 432 mil votos, ou seja um aumento superior a 52 mil votos.
Em situação praticamente estacionária ficou a Coligação de Esquerda (SYN), partido que em 1996 obteve 5,61 por cento dos votos, elegendo pela primeira vez um grupo parlamentar de dez deputados. Em 2000, caiu para 3,2 por cento e seis deputados, registando, no passado domingo, uma ligeira subida na votação de quase 19 mil votos, que praticamente não se reflectiu na percentagem (3,25%), embora tenha sido suficiente para manter os seus seis deputados.
Elevada participação
Os quase dez milhões de eleitores acorreram maciçamente às urnas, elevando a participação neste acto para 76 por cento. Convocadas em Janeiro último, os conservadores partiram para as eleições com uma vantagem nas sondagens de sete pontos. Procurando recuperar o terreno perdido, no início de Fevereiro, o PASOK designou George Papandreu, para substituir no cargo de primeiro-ministro o impopular Costas Simitis e atrair o eleitoral fiel ao seu pai, Andreas Papandreu, fundador do Partido há 30 anos, na sequência do derrube da ditadura militar.
Mas nem o apelido histórico, nem as generosas promessas feitas aos agricultores e aos funcionários públicos foram suficientes para travar a vitória dos conservadores liderados por Costas Caramanlis, de 47 anos, que insistiu na ideia de que está na hora de «a Grécia mudar de rumo». «O PASOK deu o que tinha a dar , o sistema PASOK já não se pode manter».
Para alguns observadores, o voto anti-PASOK, mais do que o voto pela Nova Democracia, foi decisivo na vitória dos conservadores.
A Grécia, que prepara com grande afã os Jogos Olímpicos do próximo Verão, regista uma das taxas de desemprego mais elevadas da União Europeia que ronda os dez por cento.
PCP felicita KKE
Felicitando calorosamente os comunistas gregos pelos resultados eleitorais alcançados nas legislativas do passado domingo, o Secretariado do Comité Central do PCP sublinha, numa mensagem enviada na segunda-feira, dia 8, ao Comité Central do KKE, as condições particularmente difíceis em que este combate foi travado, formulando «votos dos melhores sucessos» para a acção deste partido irmão «em defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo da Grécia».