Para um Portugal com futuro, reforçar o PCP e a CDU
Cada dia que passa com a actual política e o actual Governo, significa mais problemas, mais dificuldades, mais injustiças, mais perigos, mais adiamento da resposta que o País precisa.
O Governo PSD/CDS-PP prossegue e aprofunda a política de direita, está a levar a cabo uma grave ofensiva contra conquistas e direitos, fragiliza o aparelho produtivo, põe em causa o futuro do país e reduz o espaço de intervenção democrática. Nas mais diversas áreas a política de classe ao serviço do grande capital e das multinacionais conhece novos desenvolvimentos.
Destacamos um dos exemplos mais recentes. A nova fase do programa de privatizações, anunciada pelo primeiro-ministro na semana passada que se insere no prosseguimento da competição que o PS e o PSD (agora associado ao CDS-PP), levam a cabo há duas décadas para ver, quando chegam ao Governo, se conseguem privatizar mais e mais depressa que os antecessores. Depois de centenas de empresas, no quadro do ataque à Administração Pública e no momento em que se concretiza o escândalo da privatização da Portucel, o programa agora anunciado até meados de 2005 inclui empresas ou partes de empresas de sectores estratégicos fundamentais (GALP, EDP, REN, Companhia das Lezírias, OGMA, etc.). O descalabro destas opções está à vista. Se as privatizações contribuíssem para o desenvolvimento do país, Portugal seria o país mais desenvolvido da Europa.
A realidade fala por si. Cada nova vaga de privatizações são mais alavancas estratégicas que passam a ser geridas ao serviço exclusivo do lucro e da especulação bolsista, fora das preocupações do progresso do país. São centros de decisão nacionais que se perdem. São milhares de milhões de euros de lucros e de impostos anuais que deixam de entrar nos cofres de Estado e que nenhum encaixe imediato pode compensar. Como é que o país aplica depois a sua estratégia para o futuro? Como é que o país pode financiar o seu desenvolvimento? Como é que pode sustentar e melhorar os sistemas de ensino, de saúde, de segurança social, de investigação?
A delapidação do património público e a perda das alavancas e receitas do Estado é depois justificação para novas privatizações, para a redução de direitos, para a deterioração e encarecimento de serviços, numa espiral de afundamento progressivo do país (independentemente dos ciclos de recessão ou de alguma retoma), num caminho de retrocesso social e político.
Mudar de Governo e de política
Na actualidade coloca-se como questão da maior relevância a substituição do Governo e da sua política, tão cedo quanto possível. Esse é um objectivo de luta do PCP, uma aspiração de amplas camadas dos trabalhadores, da maioria do povo português. O Governo está desgastado, a luta de massas vai continuar a ser decisiva para o enfraquecer e derrotar. Nesta situação com a compreensão para muitos que este governo não serve, quando o PCP exige a sua substituição, que faz o PS? Na linha das suas posições de sempre, vai fingindo que ataca o governo, dá uma no cravo e outra na ferradura e principalmente continua a dizer ao governo para continuar, sugere umas remodelações e dá-lhe garantias de que pode seguir até 2006. O PS por trás das tiradas oposicionistas está a ser o seguro de vida político do actual governo. Neste contexto não podem deixar de soar a ridículo os apelos da direcção do PS para que votem nesse partido nas eleições do Parlamento Europeu, identificando esse voto como um cartão amarelo ao governo, quando na verdade significam o estender da passadeira para o governo continuar a sua política pelo menos até 2006.
Quando isto acontece, quando destacados elementos dos principais grupos económicos e financeiros admitem a possibilidade de integração de Portugal em Espanha, quando colunistas e comentadores tocam a mesma música e diversas forças políticas (do PSD, ao CDS-PP, do PS ao BE) assumem a lógica do federalismo europeu, o caminho de um Portugal com futuro, mais justo e mais desenvolvido, só é possível com o reforço do PCP, partido patriótico e internacionalista cujo compromisso é com os trabalhadores, o povo e o país. O reforço da sua organização, do seu enraizamento, da sua intervenção e da sua influência são essenciais para um projecto que responda às necessidades nacionais. Um reforço em bases sólidas para o futuro e que no plano eleitoral é importante que se traduza nas eleições para o Parlamento Europeu, do próximo dia 13 de Junho, no aumento do numero de votos e deputados da CDU, a força política que faz a diferença, que não desiste de Portugal, que acha que Portugal pode ter futuro, que defende os interesses nacionais e o faz afirmando o projecto de uma Europa dos povos e das nações, de países soberanos e iguais em direitos.
Destacamos um dos exemplos mais recentes. A nova fase do programa de privatizações, anunciada pelo primeiro-ministro na semana passada que se insere no prosseguimento da competição que o PS e o PSD (agora associado ao CDS-PP), levam a cabo há duas décadas para ver, quando chegam ao Governo, se conseguem privatizar mais e mais depressa que os antecessores. Depois de centenas de empresas, no quadro do ataque à Administração Pública e no momento em que se concretiza o escândalo da privatização da Portucel, o programa agora anunciado até meados de 2005 inclui empresas ou partes de empresas de sectores estratégicos fundamentais (GALP, EDP, REN, Companhia das Lezírias, OGMA, etc.). O descalabro destas opções está à vista. Se as privatizações contribuíssem para o desenvolvimento do país, Portugal seria o país mais desenvolvido da Europa.
A realidade fala por si. Cada nova vaga de privatizações são mais alavancas estratégicas que passam a ser geridas ao serviço exclusivo do lucro e da especulação bolsista, fora das preocupações do progresso do país. São centros de decisão nacionais que se perdem. São milhares de milhões de euros de lucros e de impostos anuais que deixam de entrar nos cofres de Estado e que nenhum encaixe imediato pode compensar. Como é que o país aplica depois a sua estratégia para o futuro? Como é que o país pode financiar o seu desenvolvimento? Como é que pode sustentar e melhorar os sistemas de ensino, de saúde, de segurança social, de investigação?
A delapidação do património público e a perda das alavancas e receitas do Estado é depois justificação para novas privatizações, para a redução de direitos, para a deterioração e encarecimento de serviços, numa espiral de afundamento progressivo do país (independentemente dos ciclos de recessão ou de alguma retoma), num caminho de retrocesso social e político.
Mudar de Governo e de política
Na actualidade coloca-se como questão da maior relevância a substituição do Governo e da sua política, tão cedo quanto possível. Esse é um objectivo de luta do PCP, uma aspiração de amplas camadas dos trabalhadores, da maioria do povo português. O Governo está desgastado, a luta de massas vai continuar a ser decisiva para o enfraquecer e derrotar. Nesta situação com a compreensão para muitos que este governo não serve, quando o PCP exige a sua substituição, que faz o PS? Na linha das suas posições de sempre, vai fingindo que ataca o governo, dá uma no cravo e outra na ferradura e principalmente continua a dizer ao governo para continuar, sugere umas remodelações e dá-lhe garantias de que pode seguir até 2006. O PS por trás das tiradas oposicionistas está a ser o seguro de vida político do actual governo. Neste contexto não podem deixar de soar a ridículo os apelos da direcção do PS para que votem nesse partido nas eleições do Parlamento Europeu, identificando esse voto como um cartão amarelo ao governo, quando na verdade significam o estender da passadeira para o governo continuar a sua política pelo menos até 2006.
Quando isto acontece, quando destacados elementos dos principais grupos económicos e financeiros admitem a possibilidade de integração de Portugal em Espanha, quando colunistas e comentadores tocam a mesma música e diversas forças políticas (do PSD, ao CDS-PP, do PS ao BE) assumem a lógica do federalismo europeu, o caminho de um Portugal com futuro, mais justo e mais desenvolvido, só é possível com o reforço do PCP, partido patriótico e internacionalista cujo compromisso é com os trabalhadores, o povo e o país. O reforço da sua organização, do seu enraizamento, da sua intervenção e da sua influência são essenciais para um projecto que responda às necessidades nacionais. Um reforço em bases sólidas para o futuro e que no plano eleitoral é importante que se traduza nas eleições para o Parlamento Europeu, do próximo dia 13 de Junho, no aumento do numero de votos e deputados da CDU, a força política que faz a diferença, que não desiste de Portugal, que acha que Portugal pode ter futuro, que defende os interesses nacionais e o faz afirmando o projecto de uma Europa dos povos e das nações, de países soberanos e iguais em direitos.