Novas eleições, velhas mistificações
Os últimos dias foram férteis em sinais daquilo que ameaça marcar abundante presença nas eleições para o Parlamento Europeu: muita demagogia, os indispensáveis jogos de sombra, as mistificações do costume. A começar neste esplendoroso exemplo que o anúncio da denominação da coligação PSD–CDS/PP revela de uma postura sem princípios em nome da sobrevivência política, esclarecedora a vários títulos: No ilimitado oportunismo que a escolha da designação Força Portugal traduz enquanto tentativa de colagem ao Europeu de Futebol e à selecção Nacional; na significativa, mas não inocente, contradição que a designação encerra entre a concepção profundamente federalista e antinacional de quem a adopta e a afirmação de Portugal; na esclarecedora adopção para a sua campanha da réplica da designação da coligação que levou Berlusconi ao poder em Itália.
Nas hostes socialistas poucas novidades, algumas confirmações e sobretudo uma certeza: a que daqueles lados prevalecerá a insistência nas mesmas e velhas mistificações construídas para iludir a imensa coincidência que os une a quem afirmam combater em matéria europeia. Correndo o risco de se pecar por defeito perante o que a densa cortina de falsos argumentos exigiria em matéria de esclarecimento fiquemos de momento, por razões de espaço, por três anotações. A primeira para registar a significativa, mas não inocente contradição entre os propósitos afirmados de dar combate à direita e a opção por um cabeça de lista conhecido pelo seu conservadorismo que a sua origem e posições no passado na liderança do PPD testemunha. A segunda para anotar a esclarecedora reafirmação por parte do PS da tranquilizadora mensagem endereçada ao Governo no sentido de que, daquela casa pode contar com a mais benévola compreensão para prosseguir os desmandos e malfeitorias governativas até 2006. A terceira para alertar para a campanha que o PS se prepara para ampliar, sem verdade e sem vergonha, tendente a confundir a derrota da direita com o voto no PS e a reduzir o objectivo das eleições a saber quem ganha ou fica à frente.
Sendo certo e sabido que, falando em derrota de direita, se há coisa que com o PS se não obterá é a necessária e indispensável derrota da política de direita, nada melhor do que ter presente, e divulgar, aquilo que o Encontro Nacional do PCP do passado sábado sublinhou: «uma expressiva votação na CDU é a melhor opção — a única realmente consequente — para afirmar eleitoralmente a exigência de um outro rumo para a política nacional e para a integração europeia e é sempre, e inquestionavelmente, uma contribuição absolutamente útil, segura e certa para derrota eleitoral da coligação PSD-CDS/PP».
Nas hostes socialistas poucas novidades, algumas confirmações e sobretudo uma certeza: a que daqueles lados prevalecerá a insistência nas mesmas e velhas mistificações construídas para iludir a imensa coincidência que os une a quem afirmam combater em matéria europeia. Correndo o risco de se pecar por defeito perante o que a densa cortina de falsos argumentos exigiria em matéria de esclarecimento fiquemos de momento, por razões de espaço, por três anotações. A primeira para registar a significativa, mas não inocente contradição entre os propósitos afirmados de dar combate à direita e a opção por um cabeça de lista conhecido pelo seu conservadorismo que a sua origem e posições no passado na liderança do PPD testemunha. A segunda para anotar a esclarecedora reafirmação por parte do PS da tranquilizadora mensagem endereçada ao Governo no sentido de que, daquela casa pode contar com a mais benévola compreensão para prosseguir os desmandos e malfeitorias governativas até 2006. A terceira para alertar para a campanha que o PS se prepara para ampliar, sem verdade e sem vergonha, tendente a confundir a derrota da direita com o voto no PS e a reduzir o objectivo das eleições a saber quem ganha ou fica à frente.
Sendo certo e sabido que, falando em derrota de direita, se há coisa que com o PS se não obterá é a necessária e indispensável derrota da política de direita, nada melhor do que ter presente, e divulgar, aquilo que o Encontro Nacional do PCP do passado sábado sublinhou: «uma expressiva votação na CDU é a melhor opção — a única realmente consequente — para afirmar eleitoralmente a exigência de um outro rumo para a política nacional e para a integração europeia e é sempre, e inquestionavelmente, uma contribuição absolutamente útil, segura e certa para derrota eleitoral da coligação PSD-CDS/PP».