Shame on you Mr. Fernandes!
«Shame on you Mr. Bush» (vergonha), disse há um ano Michael Moore da tribuna dos Óscares, sobre a agressão imperialista ao Iraque. No domingo JMFernandes, no Público, procurou aplicar a expressão a CShort, a ex-ministra de Blair que denunciou as escutas das secretas do seu país (UK) ao Sec. Geral da ONU KAnnan. Mas não há malabarismo capaz de vender tamanha mistificação.
Bush & Blair têm sido cada vez mais confrontados com a denúncia da mistificação das «Armas de Destruição Maciça» (ADM).
A demissão de DKay, que chefiava a busca das ADM, declarando a sua inexistência, que os inspectores da ONU já tinham concluido, a dúvida, agora conhecida, do próprio Foreign Office sobre a legitimidade da guerra, as «comissões de inquérito» e alterações nos serviços secretos dos dois países, «bode expiatório» de «decisões menos acertadas», a evidência da mentira de que os «técnicos de informações» «induziram em erro a decisão política», e sobretudo a resistência do povo iraquiano e a luta das forças da paz, eis o que faz crescer as dificuldades de Bush & Blair.
E que agora se agravam com a denúncia de CShort, sustentada em afirmações coincidentes de BGali, ex-Sec. Geral da ONU, HBlix e RButtler, ex-inspectores no Iraque, nas preocupações de Annan e até nas evasivas de Blair.
Recorde-se o memorando da NSA dos USA, de Janeiro 2003, revelado pela tradutora KGun, ditando à espionagem UK a escuta de seis delegados ao Conselho de Segurança, e a decisão de Blair de não acusar judicialmente Gun, tal como não o fez agora a Short – talvez porque receie novas provas.
Fica-se assim a saber que a espionagem USA-UK, no início de 2003, além do Iraque, do «eixo do mal» e «potenciais inimigos» espiava o Conselho de Ministros da UE, onde à data foi descoberta uma escuta USA, e toda a ONU.
E fica-se a saber da canga securitária e fascistoide que o domínio imperialista impõe ao mundo e da gravidade da agressão USA à independência dos Estados e à mais elementar legalidade internacional.
Por isso raia o absurdo que JMFernandes chame «almas caridosas» aos que afirmam a ilegalidade da escuta a Annan e diga que o «episódio» da denúncia «não teria... qualquer relevância» se Short não tivesse «violado... as leis britânicas».
É espantoso até onde pode chegar a subserviência e o despudor ao serviço da agressão imperialista.
Shame on You Mr. Fernandes!
Bush & Blair têm sido cada vez mais confrontados com a denúncia da mistificação das «Armas de Destruição Maciça» (ADM).
A demissão de DKay, que chefiava a busca das ADM, declarando a sua inexistência, que os inspectores da ONU já tinham concluido, a dúvida, agora conhecida, do próprio Foreign Office sobre a legitimidade da guerra, as «comissões de inquérito» e alterações nos serviços secretos dos dois países, «bode expiatório» de «decisões menos acertadas», a evidência da mentira de que os «técnicos de informações» «induziram em erro a decisão política», e sobretudo a resistência do povo iraquiano e a luta das forças da paz, eis o que faz crescer as dificuldades de Bush & Blair.
E que agora se agravam com a denúncia de CShort, sustentada em afirmações coincidentes de BGali, ex-Sec. Geral da ONU, HBlix e RButtler, ex-inspectores no Iraque, nas preocupações de Annan e até nas evasivas de Blair.
Recorde-se o memorando da NSA dos USA, de Janeiro 2003, revelado pela tradutora KGun, ditando à espionagem UK a escuta de seis delegados ao Conselho de Segurança, e a decisão de Blair de não acusar judicialmente Gun, tal como não o fez agora a Short – talvez porque receie novas provas.
Fica-se assim a saber que a espionagem USA-UK, no início de 2003, além do Iraque, do «eixo do mal» e «potenciais inimigos» espiava o Conselho de Ministros da UE, onde à data foi descoberta uma escuta USA, e toda a ONU.
E fica-se a saber da canga securitária e fascistoide que o domínio imperialista impõe ao mundo e da gravidade da agressão USA à independência dos Estados e à mais elementar legalidade internacional.
Por isso raia o absurdo que JMFernandes chame «almas caridosas» aos que afirmam a ilegalidade da escuta a Annan e diga que o «episódio» da denúncia «não teria... qualquer relevância» se Short não tivesse «violado... as leis britânicas».
É espantoso até onde pode chegar a subserviência e o despudor ao serviço da agressão imperialista.
Shame on You Mr. Fernandes!