A Saúde à frente no ataque ao Estado

A par da valorização dos direitos dos trabalhadores, do combate ao desemprego e à precariedade, da luta contra a carestia e pela actualização justa dos salários e pensões, da promoção da igualdade contra todas as discriminações, do aumento da qualificação profissional e da redução dos acidentes de trabalho e doenças profissionais, a Plataforma de Acção Imediata contempla uma série de objectivos que têm a ver com a ofensiva do Governo contra a Administração Pública.
No congresso, quer nas intervenções, quer nos restantes documentos, esteve bem presente o alerta para a defesa dos serviços públicos e dos trabalhadores. Especial ênfase foi dado à situação na Saúde, apontada por Maria do Carmo Tavares como o sector «onde o Governo e o capital estão mais avançados, tanto nos instrumentos legislativos, como em termos organizativos», para concretizar a privatização.
Reagindo à notícia de que a dívida na Saúde, contra todas as promessas e declarações do titular da pasta, acabou por sofrer no último ano um aumento de 30 por cento, aquela dirigente concluiu que para o ministro a demissão seria o caminho melhor. O tema voltou a ser abordado por Carvalho da Silva, que alargou a via para nela caber todo o Governo – ao que o auditório respondeu com um sonoro coro de centenas de vozes: «A luta continua».
Em defesa do Serviço Nacional de Saúde, a CGTP-IN propõe-se criar um grande movimento de opinião. Para 7 de Abril, Dia Mundial da Saúde, ficou decidida a realização de uma concentração junto ao Ministério.
Para os serviços públicos e funções sociais do Estado, a Inter reafirmou que «o sector privado jamais é solução» e «só um Estado forte e interventivo, e que cumpra os objectivos com os cidadãos, permitirá o desenvolvimento da sociedade e edificará uma democracia social».


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