favorável aos trabalhadores
Congresso para a acção
Da reunião magna da CGTP-IN saiu o apelo a que o diagnóstico sobre a situação do País seja acompanhado por uma intervenção «em consonância». Ao exigir uma alternativa ao actual Governo e à sua política, a central deixou claro que, «pela nossa parte, vamos à luta». Uma grande jornada nacional ficou já marcada para 11 de Março.
O Governo quer ajustar contas com o 25 de Abril e ganhar posições para o capital
Durante sexta-feira e sábado, cerca de mil delegados, eleitos por centena e meia de organizações sindicais, fizeram na antiga FIL a análise e a denúncia dos prejuízos e dos perigos existentes hoje, em Portugal, para os trabalhadores, para a democracia e para o desenvolvimento económico e social, entendido como base para o bem-estar do povo. Quer no Relatório de Actividades (referente aos quatro anos decorridos desde o congresso anterior), quer no Programa de Acção para o próximo quadriénio, quer ainda nas dezenas de intervenções produzidas ao longo de 15 horas de trabalhos, foi feito um exaustivo levantamento dos problemas, caracterizando um quadro de grandes dificuldades para quem vive do seu salário e para a luta colectiva contra o grande capital e o seu governo. No entanto, a par da definição de uma estratégia de desenvolvimento económico e social, esteve sempre presente a necessidade e a disponibilidade para resistir, lutar e alcançar resultados.
Percurso e futuro
Na abertura do congresso, Manuel Carvalho da Silva fez questão de afirmar que «vimos aqui com um percurso de intervenção e luta de que nos orgulhamos». Recordou a greve geral de 10 de Dezembro de 2002, como ponto alto da mobilização de massas contra o Código do Trabalho, mas também as manifestações de Março e Junho de 2000, em Lisboa e no Porto, por ocasião das cimeiras europeias, e a acção reivindicativa, que deu frutos na resistência à política de redução dos salários, bem como a acção sindical de todos os dias, contra despedimentos e encerramento de empresas.
Em tempos de dificuldade, tanto com o Governo PS, como com o actual executivo PSD/PP, «a CGTP-IN cresceu», quer com mais 222 615 novas sindicalizações (ultrapassando a meta anual de 50 mil novas inscrições nos sindicatos, estabelecida no 9.º Congresso), quer ainda com a filiação dos quatro sindicatos da Fenprof que abrangem o Continente. «O sindicalismo está vivo e a CGTP é uma central de futuro», concluiu o secretário-geral da Inter, sob fortes aplausos dos delegados e das centenas de convidados.
Aqueles resultados levaram o congresso a tomar a decisão de, nos próximos quatro anos, sindicalizar mais 230 mil trabalhadores e eleger 10 mil delegados sindicais e 4 mil representantes dos trabalhadores em comissões de higiene e segurança nas empresas.
No quadro político nacional para o futuro, Carvalho da Silva alertou para o objectivo dos estrategas do Governo, que pretendem «fazer o acerto de contas com o 25 de Abril e com a democracia e, numa clara perspectiva de classe, ganhar posições para o poder económico e financeiro». Perante a perspectiva de, nos próximos dois anos, haver eleições europeias, presidenciais, autárquicas e legislativas, defendeu que «é preciso preparar propostas». «Pela nossa parte, afirmamos que o caminho do futuro é pela esquerda e exige rupturas com múltiplas políticas seguidas nos últimos anos, não só pelo actual Governo». Sublinhado por fortes aplausos, proclamou: «A todos e, em particular, àqueles que mais coerentemente afirmam as causas dos trabalhadores, dizemos: contem connosco, como força sindical aglutinadora e imprescindível à construção de um Portugal democrático, livre e soberano».
Este apelo esteve novamente presente na intervenção de encerramento, quando o secretário-geral da CGTP-IN sintetizou o quadro das lutas imediatas que são colocadas aos trabalhadores, com destaque para a jornada de 11 de Março. Será «um dia nacional de luta com grande participação», que vai ser preparado «desde já» e que incluirá «greves para que os trabalhadores possam vir para as ruas». Como objectivos, o dirigente da Inter referiu: a «resposta aos interesses imediatos», reclamando melhores salários, direitos sociais e condições dignas; a exigência de «uma estratégia efectivamente nova», que signifique ruptura com as políticas seguidas até agora; e a necessidade de «alternativas políticas a este Governo». Foi a este propósito que Carvalho da Silva reafirmou que, «pela nossa parte, vamos à luta».
Representação do PCP
No primeiro dia de trabalhos, o PCP fez-se representar por uma delegação que integrava os camaradas Jerónimo de Sousa e Domingos Abrantes, da Comissão Política, e Dias Coelho, do Comité Central. No sábado, Jerónimo de Sousa, Rosa Rabiais e Luísa Araújo, da Comissão Política, formaram a delegação oficial comunista. Na sessão de encerramento do congresso esteve também presente a camarada Ilda Figueiredo, deputada no Parlamento Europeu, enquanto na abertura o Grupo Parlamentar do Partido se fez representar por Odete Santos.
A delegação da JCP no congresso era composta por Marta Hisse e Vítor Baião, da Direcção Nacional, Pedro Silva, do Secretariado da Comissão Política, e Hugo Garrido, da Comissão Política.
Logo no início dos trabalhos, foi lida uma mensagem de Álvaro Cunhal, agradecendo o convite que lhe fora endereçado pela central e expressando «votos para que o Congresso, reafirmando a CGTP-IN como a grande central sindical, seja um inteiro sucesso na defesa dos interesses da classe operária e de todos os trabalhadores».
Percurso e futuro
Na abertura do congresso, Manuel Carvalho da Silva fez questão de afirmar que «vimos aqui com um percurso de intervenção e luta de que nos orgulhamos». Recordou a greve geral de 10 de Dezembro de 2002, como ponto alto da mobilização de massas contra o Código do Trabalho, mas também as manifestações de Março e Junho de 2000, em Lisboa e no Porto, por ocasião das cimeiras europeias, e a acção reivindicativa, que deu frutos na resistência à política de redução dos salários, bem como a acção sindical de todos os dias, contra despedimentos e encerramento de empresas.
Em tempos de dificuldade, tanto com o Governo PS, como com o actual executivo PSD/PP, «a CGTP-IN cresceu», quer com mais 222 615 novas sindicalizações (ultrapassando a meta anual de 50 mil novas inscrições nos sindicatos, estabelecida no 9.º Congresso), quer ainda com a filiação dos quatro sindicatos da Fenprof que abrangem o Continente. «O sindicalismo está vivo e a CGTP é uma central de futuro», concluiu o secretário-geral da Inter, sob fortes aplausos dos delegados e das centenas de convidados.
Aqueles resultados levaram o congresso a tomar a decisão de, nos próximos quatro anos, sindicalizar mais 230 mil trabalhadores e eleger 10 mil delegados sindicais e 4 mil representantes dos trabalhadores em comissões de higiene e segurança nas empresas.
No quadro político nacional para o futuro, Carvalho da Silva alertou para o objectivo dos estrategas do Governo, que pretendem «fazer o acerto de contas com o 25 de Abril e com a democracia e, numa clara perspectiva de classe, ganhar posições para o poder económico e financeiro». Perante a perspectiva de, nos próximos dois anos, haver eleições europeias, presidenciais, autárquicas e legislativas, defendeu que «é preciso preparar propostas». «Pela nossa parte, afirmamos que o caminho do futuro é pela esquerda e exige rupturas com múltiplas políticas seguidas nos últimos anos, não só pelo actual Governo». Sublinhado por fortes aplausos, proclamou: «A todos e, em particular, àqueles que mais coerentemente afirmam as causas dos trabalhadores, dizemos: contem connosco, como força sindical aglutinadora e imprescindível à construção de um Portugal democrático, livre e soberano».
Este apelo esteve novamente presente na intervenção de encerramento, quando o secretário-geral da CGTP-IN sintetizou o quadro das lutas imediatas que são colocadas aos trabalhadores, com destaque para a jornada de 11 de Março. Será «um dia nacional de luta com grande participação», que vai ser preparado «desde já» e que incluirá «greves para que os trabalhadores possam vir para as ruas». Como objectivos, o dirigente da Inter referiu: a «resposta aos interesses imediatos», reclamando melhores salários, direitos sociais e condições dignas; a exigência de «uma estratégia efectivamente nova», que signifique ruptura com as políticas seguidas até agora; e a necessidade de «alternativas políticas a este Governo». Foi a este propósito que Carvalho da Silva reafirmou que, «pela nossa parte, vamos à luta».
Representação do PCP
No primeiro dia de trabalhos, o PCP fez-se representar por uma delegação que integrava os camaradas Jerónimo de Sousa e Domingos Abrantes, da Comissão Política, e Dias Coelho, do Comité Central. No sábado, Jerónimo de Sousa, Rosa Rabiais e Luísa Araújo, da Comissão Política, formaram a delegação oficial comunista. Na sessão de encerramento do congresso esteve também presente a camarada Ilda Figueiredo, deputada no Parlamento Europeu, enquanto na abertura o Grupo Parlamentar do Partido se fez representar por Odete Santos.
A delegação da JCP no congresso era composta por Marta Hisse e Vítor Baião, da Direcção Nacional, Pedro Silva, do Secretariado da Comissão Política, e Hugo Garrido, da Comissão Política.
Logo no início dos trabalhos, foi lida uma mensagem de Álvaro Cunhal, agradecendo o convite que lhe fora endereçado pela central e expressando «votos para que o Congresso, reafirmando a CGTP-IN como a grande central sindical, seja um inteiro sucesso na defesa dos interesses da classe operária e de todos os trabalhadores».