Adegas inundadas de vinho
Nas Adegas Cooperativas do Alentejo existem armazenados, sem colocação no mercado, 30 milhões de litros de vinhos (brancos e tintos), considerados excedentários e que são para abater, só que ninguém sabe como.
Este um dos exemplos dados pelo deputado comunista Rodeia Machado para ilustrar as dificuldades por que passam as adegas cooperativas, confrontadas hoje com dificuldades tanto no plano da sua capacidade de armazenagem para os vinhos excedentários como no plano da capacidade financeira para suportar esta situação.
Mas o grande paradoxo é que em paralelo com as dificuldades existentes no escoamento da produção nacional o País continua a importar «mostos concentrados» de Espanha para melhoria dos vinhos. Isto perante a inércia do Governo que deveria ter requerido a Bruxelas uma destilação extraordinária ou destilação de crise, o que não fez.
E não menos grave – segundo Rodeia Machado, que falava em debate realizado na passada semana sobre um diploma do Governo relativo às infracções no capítulo da produção e comercialização de produtos relacionados com a vinha – é igualmente o facto de ao mesmo tempo que persistem graves dificuldades no escoamento da nossa produção o Governo continue a autorizar a importação de vinhos a granel, sem qualidade, que, observou, «depois de entrados na comercialização, passam a vinhos de qualidade e até mesmo genuínos, sem que estes tenham sido produzidos com a qualificação de VQPRD, ou seja, vinhos de qualidade produzidos em Região Demarcada».
Denunciado pelo parlamentar do PCP foi ainda a não identificação na rotulagem da origem do país ou da região onde foram produzidos, sendo apenas feita a referência de que são produzidos na União Europeia.
«Pode-se afirmar sem dúvida que Portugal se encontra inundado de vinhos de países terceiros, sem qualidade», afirmou, indignado, Rodeia Machado, antes de criticar a ineficácia da fiscalização e a circunstância de termos passado de país produtor e exportador a país importador de vinhos, sem qualquer necessidade.
Referenciado como exemplo pelo parlamentar do PCP foi ainda o caso do vinho à pressão, comercializado por uma empresa cervejeira, que o denomina de «Vinho Verde» quando se sabe que esse vinho é comprado noutros países e tratado de forma a que as suas características enológicas fiquem de acordo com as definidas para este produto.
Este um dos exemplos dados pelo deputado comunista Rodeia Machado para ilustrar as dificuldades por que passam as adegas cooperativas, confrontadas hoje com dificuldades tanto no plano da sua capacidade de armazenagem para os vinhos excedentários como no plano da capacidade financeira para suportar esta situação.
Mas o grande paradoxo é que em paralelo com as dificuldades existentes no escoamento da produção nacional o País continua a importar «mostos concentrados» de Espanha para melhoria dos vinhos. Isto perante a inércia do Governo que deveria ter requerido a Bruxelas uma destilação extraordinária ou destilação de crise, o que não fez.
E não menos grave – segundo Rodeia Machado, que falava em debate realizado na passada semana sobre um diploma do Governo relativo às infracções no capítulo da produção e comercialização de produtos relacionados com a vinha – é igualmente o facto de ao mesmo tempo que persistem graves dificuldades no escoamento da nossa produção o Governo continue a autorizar a importação de vinhos a granel, sem qualidade, que, observou, «depois de entrados na comercialização, passam a vinhos de qualidade e até mesmo genuínos, sem que estes tenham sido produzidos com a qualificação de VQPRD, ou seja, vinhos de qualidade produzidos em Região Demarcada».
Denunciado pelo parlamentar do PCP foi ainda a não identificação na rotulagem da origem do país ou da região onde foram produzidos, sendo apenas feita a referência de que são produzidos na União Europeia.
«Pode-se afirmar sem dúvida que Portugal se encontra inundado de vinhos de países terceiros, sem qualidade», afirmou, indignado, Rodeia Machado, antes de criticar a ineficácia da fiscalização e a circunstância de termos passado de país produtor e exportador a país importador de vinhos, sem qualquer necessidade.
Referenciado como exemplo pelo parlamentar do PCP foi ainda o caso do vinho à pressão, comercializado por uma empresa cervejeira, que o denomina de «Vinho Verde» quando se sabe que esse vinho é comprado noutros países e tratado de forma a que as suas características enológicas fiquem de acordo com as definidas para este produto.