Conhecer, intervir, transformar
O contacto regular da organização do Partido com os militantes é um imperativo do nosso funcionamento e do aprofundamento da nossa democracia interna.
O ficheiro é um importante instrumento de trabalho do Partido
Aos organismos do Partido é exigida a dinamização dos mecanismos para o aumento da participação e intervenção organizada dos militantes e da sua acção de mobilização da luta social. Aos militantes é exigida a sua participação activa em toda a vida partidária.
A campanha que está a ser levada a cabo de actualização de contacto e actualização de dados é de central importância. A ampla e atempada concretização até Abril desta iniciativa cria ao Partido melhores condições para intervir, para responsabilizar mais camaradas, conhecer melhor a realidade do Partido, não podendo por isso ser encarada como tarefa simplesmente administrativa, mas sim de um profundo alcance político e orgânico, indispensável para o reforço do Partido e para a resposta à ofensiva da direita.
Esta necessidade de permanente actualização de dados tem na JCP aspectos particulares fruto da sua composição social e etária.
As alterações na vida de um jovem são maiores e mais rápidas. Este facto ganha mais relevância quando a grande massa de recrutamento da JCP se encontra nas escolas básicas e secundárias, sendo que perto de 50 por cento dos militantes, no acto da sua inscrição, estudam nestes graus de ensino, como demonstra os dados de 2003, onde 48 por cento dos novos recrutamentos dai provêm.
Aquele que hoje está no ensino secundário amanha está a estudar no ensino superior, muitas vezes longe da sua residência, ou está no mercado de trabalho.
Foi partindo, desta realidade, que a JCP decidiu levar a cabo uma difícil mas fundamental tarefa de actualização de contactos e de dados junto dos jovens trabalhadores.
Esta camada representa mais de 30 por cento da organização (dados referentes ao acto da inscrição e que não tem em conta as transferencias de sectores) da JCP e é aquela que, pela sua condição social, está em condições de dar mais garantias de uma maior estabilidade orgânica, apesar da insegurança que advém da precariedade e do desemprego que é alvo. Importa ainda afirmar que cerca de 23 por cento dos recrutamentos efectuados no ano que passou serem de jovens trabalhadores, demonstrando um importante potencial de intervenção e de uma massa disponível para a organização e para o trabalho.
Ainda com atrasos, insuficiências e diferenças nacionais, a acção em curso acompanhada de uma campanha de contacto com os jovens trabalhadores em torno da contratação colectiva, tem-se revelado fundamental para um conhecimento mais aprofundado da realidade orgânica e social.
Criar condições para intervir
Há a reter entre outros os seguintes aspectos; um reatar de ligação com vários camaradas que há muito não eram contactados e se mostram disponíveis para o trabalho; um nível muito baixo de sindicalizarão, situação esta que após discussão com os mesmos se ultrapassa mas que não pode deixar de preocupar e de nos fazer reflectir; um conjunto alargado de camaradas que trabalham no mesmo sector, ramo e empresa o que abre perspectivas de reforço do trabalho organizado dos comunistas nos locais de trabalho; a instabilidade no emprego é outra realidade que faz com que muitos camaradas mudem muito rapidamente de empresa, sector ou de local de residência, sendo a imigração muitas vezes a única saída encontrada.
Para além destes aspectos, há um e talvez o mais importante que é o conhecimento da realidade social dos jovens trabalhadores, onde a precariedade, desemprego, baixos salários e humilhação fazem parte do dia-a-dia.
Os resultados obtidos até agora com este trabalho, demonstram a importância para a JCP e para o trabalho geral do Partido desta exigente tarefa.
Naturalmente que este trabalho de nada servirá se os dados e os ficheiros não forem entendidos como um instrumento de trabalho, onde cada ficha representa um militante e onde este é um potencial dinamizador da organização e da luta. O objectivo destas medidas de reforço não são mais do que criar condições para intervir, se assim não o for poucos resultados trarão.
À ofensiva da direita é necessário continuar a responder com o reforço da luta de massas e aqui os jovens trabalhadores devem ter um papel activo. Cabe ao Partido e á JCP contribuir decisivamente para este objectivo. Só com trabalho, persistência, confiança na luta, nos jovens e nos trabalhadores será possível continuar a reforçar a acção dos comunistas nos locais de trabalho. As dificuldades que temos pela frente são muitas, mas é um esforço que temos a responsabilidade de classe de prosseguir. O modesto contributo da JCP para este objectivo deve ser encarado também ele como um sinal de confiança no futuro.
A campanha que está a ser levada a cabo de actualização de contacto e actualização de dados é de central importância. A ampla e atempada concretização até Abril desta iniciativa cria ao Partido melhores condições para intervir, para responsabilizar mais camaradas, conhecer melhor a realidade do Partido, não podendo por isso ser encarada como tarefa simplesmente administrativa, mas sim de um profundo alcance político e orgânico, indispensável para o reforço do Partido e para a resposta à ofensiva da direita.
Esta necessidade de permanente actualização de dados tem na JCP aspectos particulares fruto da sua composição social e etária.
As alterações na vida de um jovem são maiores e mais rápidas. Este facto ganha mais relevância quando a grande massa de recrutamento da JCP se encontra nas escolas básicas e secundárias, sendo que perto de 50 por cento dos militantes, no acto da sua inscrição, estudam nestes graus de ensino, como demonstra os dados de 2003, onde 48 por cento dos novos recrutamentos dai provêm.
Aquele que hoje está no ensino secundário amanha está a estudar no ensino superior, muitas vezes longe da sua residência, ou está no mercado de trabalho.
Foi partindo, desta realidade, que a JCP decidiu levar a cabo uma difícil mas fundamental tarefa de actualização de contactos e de dados junto dos jovens trabalhadores.
Esta camada representa mais de 30 por cento da organização (dados referentes ao acto da inscrição e que não tem em conta as transferencias de sectores) da JCP e é aquela que, pela sua condição social, está em condições de dar mais garantias de uma maior estabilidade orgânica, apesar da insegurança que advém da precariedade e do desemprego que é alvo. Importa ainda afirmar que cerca de 23 por cento dos recrutamentos efectuados no ano que passou serem de jovens trabalhadores, demonstrando um importante potencial de intervenção e de uma massa disponível para a organização e para o trabalho.
Ainda com atrasos, insuficiências e diferenças nacionais, a acção em curso acompanhada de uma campanha de contacto com os jovens trabalhadores em torno da contratação colectiva, tem-se revelado fundamental para um conhecimento mais aprofundado da realidade orgânica e social.
Criar condições para intervir
Há a reter entre outros os seguintes aspectos; um reatar de ligação com vários camaradas que há muito não eram contactados e se mostram disponíveis para o trabalho; um nível muito baixo de sindicalizarão, situação esta que após discussão com os mesmos se ultrapassa mas que não pode deixar de preocupar e de nos fazer reflectir; um conjunto alargado de camaradas que trabalham no mesmo sector, ramo e empresa o que abre perspectivas de reforço do trabalho organizado dos comunistas nos locais de trabalho; a instabilidade no emprego é outra realidade que faz com que muitos camaradas mudem muito rapidamente de empresa, sector ou de local de residência, sendo a imigração muitas vezes a única saída encontrada.
Para além destes aspectos, há um e talvez o mais importante que é o conhecimento da realidade social dos jovens trabalhadores, onde a precariedade, desemprego, baixos salários e humilhação fazem parte do dia-a-dia.
Os resultados obtidos até agora com este trabalho, demonstram a importância para a JCP e para o trabalho geral do Partido desta exigente tarefa.
Naturalmente que este trabalho de nada servirá se os dados e os ficheiros não forem entendidos como um instrumento de trabalho, onde cada ficha representa um militante e onde este é um potencial dinamizador da organização e da luta. O objectivo destas medidas de reforço não são mais do que criar condições para intervir, se assim não o for poucos resultados trarão.
À ofensiva da direita é necessário continuar a responder com o reforço da luta de massas e aqui os jovens trabalhadores devem ter um papel activo. Cabe ao Partido e á JCP contribuir decisivamente para este objectivo. Só com trabalho, persistência, confiança na luta, nos jovens e nos trabalhadores será possível continuar a reforçar a acção dos comunistas nos locais de trabalho. As dificuldades que temos pela frente são muitas, mas é um esforço que temos a responsabilidade de classe de prosseguir. O modesto contributo da JCP para este objectivo deve ser encarado também ele como um sinal de confiança no futuro.