É para amanhã
Sinais de retoma lá para o fim do ano, o adeus a sacrifícios para 2006, Portugal na média europeia em 2013. É com estas, e outras semelhantes promessas do radioso futuro que com eles será alcançado, que Durão e o seu Governo pretendem sacudir o peso do protesto e da resistência dos portugueses perante a política que vêm desenvolvendo.
No prometido mar de abundância do amanhã navega no presente a dureza do agravamento das condições de vida dos trabalhadores e da população, a liquidação dos seus direitos, a redução do seu poder de compra.
A recessão, os constrangimentos orçamentais ou o cumprimento do pacto de estabilidade são, não problemas a que o Governo queira ou tenha que seriamente dar resposta, mas sim, pretextos e motivos para em nome deles impor uma ofensiva sem precedentes contra o nível dos salários, o direito à contratação colectiva, as responsabilidades sociais do Estado.
O que as promessas para o amanhã não disfarçam são as dificuldades do presente. Risonhas previsões para a inflação não iludem a ininterrupta perda verificada nos últimos anos do valor dos salários e do poder de compra imposta em seu nome; promessas de abundância a prazo de novos postos de trabalho não dão resposta ao drama de milhares de trabalhadores que todos os meses conhecem a noticia do desemprego; mediáticas operações de anúncio da «generosa» disposição de novo investimento estrangeiro não dão resposta à continuada deslocalização de empresas em busca de mercados de mão de obra ainda mais barata ou escravizada.
O discurso de um amanhã generoso para quem trabalha, para lhe impor hoje mais sacrifícios e dificuldades, contrasta com os benefícios e favores concedidos no presente ao capital e aos grandes interesses económicos. O zelo posto no rigor fiscal aos pequenos empresários, que a campanha publicitária popularizou com a pergunta «passa recibo?», contrasta com a impunidade da fuga ao fisco do grande capital apostado em «não passar cartão» ao Estado e ao cumprimento das suas obrigações fiscais.
Como a vida o demonstra, certo, é que para os trabalhadores o futuro nada lhes trará que no presente não conquistem pela sua intervenção e luta. Pelo que, à margem da conversa de quem governa, há hoje de cuidar, em matéria de defesa de direitos e de salários, daquilo que amanhã jamais será compensado ou devolvido.
No prometido mar de abundância do amanhã navega no presente a dureza do agravamento das condições de vida dos trabalhadores e da população, a liquidação dos seus direitos, a redução do seu poder de compra.
A recessão, os constrangimentos orçamentais ou o cumprimento do pacto de estabilidade são, não problemas a que o Governo queira ou tenha que seriamente dar resposta, mas sim, pretextos e motivos para em nome deles impor uma ofensiva sem precedentes contra o nível dos salários, o direito à contratação colectiva, as responsabilidades sociais do Estado.
O que as promessas para o amanhã não disfarçam são as dificuldades do presente. Risonhas previsões para a inflação não iludem a ininterrupta perda verificada nos últimos anos do valor dos salários e do poder de compra imposta em seu nome; promessas de abundância a prazo de novos postos de trabalho não dão resposta ao drama de milhares de trabalhadores que todos os meses conhecem a noticia do desemprego; mediáticas operações de anúncio da «generosa» disposição de novo investimento estrangeiro não dão resposta à continuada deslocalização de empresas em busca de mercados de mão de obra ainda mais barata ou escravizada.
O discurso de um amanhã generoso para quem trabalha, para lhe impor hoje mais sacrifícios e dificuldades, contrasta com os benefícios e favores concedidos no presente ao capital e aos grandes interesses económicos. O zelo posto no rigor fiscal aos pequenos empresários, que a campanha publicitária popularizou com a pergunta «passa recibo?», contrasta com a impunidade da fuga ao fisco do grande capital apostado em «não passar cartão» ao Estado e ao cumprimento das suas obrigações fiscais.
Como a vida o demonstra, certo, é que para os trabalhadores o futuro nada lhes trará que no presente não conquistem pela sua intervenção e luta. Pelo que, à margem da conversa de quem governa, há hoje de cuidar, em matéria de defesa de direitos e de salários, daquilo que amanhã jamais será compensado ou devolvido.