Carrilho
Na mesma edição do «Expresso» – a última – em que José António Lima dava mais uma canelada no «sensacionalismo sem regras» de outros órgãos de informação, os leitores daquele semanário eram brindados em 1.ª página com a falsidade de que o «Partido Comunista apoia Carrilho» para a Câmara Municipal de Lisboa.
Num outro tempo em que a intoxicação pelos títulos não fosse tão corrente, não seria preciso dizer nada porque esta fantasia do «Expresso» talvez ruísse por si própria, bastando para tanto comparar a nula relação entre o que se diz no corpo da notícia na pág. 8 e o que se proclama no título e destaque da 1.ª página.
Mas, não sendo esse o nosso tempo, é então prudente deixar claro que, tendo a conversa do jornalista do «Expresso» com um dirigente do PCP incidido predominantemente sobre a situação da coligação PS-PCP-Verdes no concelho de Lisboa, sendo conhecidas as dificuldades que marcam o relacionamento do PS com o PCP actualmente na Câmara Municipal de Lisboa e sendo incerta no momento actual a futura manutenção dessa coligação, é inteiramente compreensível que o PCP não desse qualquer corda a conjecturas, especulações ou cenários sobre nomes de candidatos nem atribua actualmente a essa questão qualquer relevância.
O que é por demais evidente é que o «Expresso» nunca percebeu nem nunca perceberá que, de 1989 a 2001, o PCP nunca foi «apoiante» de nenhuma das personalidades que se candidataram para o exercício do cargo de Presidente da Câmara Municipal de Lisboa mas sim parte integrante e destacada de coligações que, sustentadas em programas políticos claros e progressistas, disputaram as eleições autárquicas no concelho de Lisboa, para tanto apresentando listas que também integravam membros do PCP.
Depois desta espectacular «notícia» que colocava o PCP a apoiar um putativo candidato que nem sequer é ainda apoiado pelo seu próprio partido, aguarda-se agora ansiosamente que um responsável do «Expresso» volte a um debate televisivo para jurar de novo que, quando concebem as primeiras páginas, pensam só na verdade e não nas vendas.
E aguarda-se também que Pinto Balsemão, após democrática consulta ao Arq. José António Saraiva, decida reaproveitar o velho slogan publicitário «Acredite... se ler no Expresso» mas acrescentando-lhe um merecido «
Num outro tempo em que a intoxicação pelos títulos não fosse tão corrente, não seria preciso dizer nada porque esta fantasia do «Expresso» talvez ruísse por si própria, bastando para tanto comparar a nula relação entre o que se diz no corpo da notícia na pág. 8 e o que se proclama no título e destaque da 1.ª página.
Mas, não sendo esse o nosso tempo, é então prudente deixar claro que, tendo a conversa do jornalista do «Expresso» com um dirigente do PCP incidido predominantemente sobre a situação da coligação PS-PCP-Verdes no concelho de Lisboa, sendo conhecidas as dificuldades que marcam o relacionamento do PS com o PCP actualmente na Câmara Municipal de Lisboa e sendo incerta no momento actual a futura manutenção dessa coligação, é inteiramente compreensível que o PCP não desse qualquer corda a conjecturas, especulações ou cenários sobre nomes de candidatos nem atribua actualmente a essa questão qualquer relevância.
O que é por demais evidente é que o «Expresso» nunca percebeu nem nunca perceberá que, de 1989 a 2001, o PCP nunca foi «apoiante» de nenhuma das personalidades que se candidataram para o exercício do cargo de Presidente da Câmara Municipal de Lisboa mas sim parte integrante e destacada de coligações que, sustentadas em programas políticos claros e progressistas, disputaram as eleições autárquicas no concelho de Lisboa, para tanto apresentando listas que também integravam membros do PCP.
Depois desta espectacular «notícia» que colocava o PCP a apoiar um putativo candidato que nem sequer é ainda apoiado pelo seu próprio partido, aguarda-se agora ansiosamente que um responsável do «Expresso» volte a um debate televisivo para jurar de novo que, quando concebem as primeiras páginas, pensam só na verdade e não nas vendas.
E aguarda-se também que Pinto Balsemão, após democrática consulta ao Arq. José António Saraiva, decida reaproveitar o velho slogan publicitário «Acredite... se ler no Expresso» mas acrescentando-lhe um merecido «