Por um comércio justo
Por iniciativa dos deputados do PCP, decorreu no plenário do Parlamento Europeu um debate sobre o futuro da Organização Mundial do Comércio, que, apesar de não ter terminado com a aprovação de uma resolução, foi seguido com interesse por parte de um conjunto de Organizações Não Governamentais, que se empenharam em dar contributos para a discussão.
Na sessão, realizada no passado dia 13 em Estrasburgo, a deputada do PCP, Ilda Figueiredo sublinhou que «a ausência de acordo na Cimeira ministerial da OMC, em Cancun, veio reafirmar a necessidade de suspender e inverter as actuais políticas de liberalização do comércio».
Considerando que o actual mandato da Comissão Europeia está em contradição com esta exigência, a deputada defendeu a sua alteração por forma a que a União Europeia deixe de «alinhar com os EUA em domínios fundamentais das negociações, nomeadamente questões agrícolas, liberalização dos serviços e os denominados novos temas de ingapura (investimentos, concorrência, mercados públicos).
Também é preciso, frisou, «ter em conta áreas importantes para as indústrias da têxtil e vestuário, sobretudo dos países do sul da União Europeia, como Portugal, para salvaguardar o emprego e o desenvolvimento de vastas zonas onde estas indústrias são fundamentais».
«Insistimos que se aproveite a falta de acordo em Seatle, Cancun e, recentemente, em Genebra, para rever as propostas que a Comissão tem apresentado e para ter em conta o necessário equilíbrio do comércio no plano internacional e as solicitações legítimas dos países em vias de desenvolvimento, seja relativamente aos serviços essenciais por parte de toda a população, respeitando os direitos destes países ao seu desenvolvimento, ao combate à pobreza e à melhoria das condições de vida.»
Na sessão, realizada no passado dia 13 em Estrasburgo, a deputada do PCP, Ilda Figueiredo sublinhou que «a ausência de acordo na Cimeira ministerial da OMC, em Cancun, veio reafirmar a necessidade de suspender e inverter as actuais políticas de liberalização do comércio».
Considerando que o actual mandato da Comissão Europeia está em contradição com esta exigência, a deputada defendeu a sua alteração por forma a que a União Europeia deixe de «alinhar com os EUA em domínios fundamentais das negociações, nomeadamente questões agrícolas, liberalização dos serviços e os denominados novos temas de ingapura (investimentos, concorrência, mercados públicos).
Também é preciso, frisou, «ter em conta áreas importantes para as indústrias da têxtil e vestuário, sobretudo dos países do sul da União Europeia, como Portugal, para salvaguardar o emprego e o desenvolvimento de vastas zonas onde estas indústrias são fundamentais».
«Insistimos que se aproveite a falta de acordo em Seatle, Cancun e, recentemente, em Genebra, para rever as propostas que a Comissão tem apresentado e para ter em conta o necessário equilíbrio do comércio no plano internacional e as solicitações legítimas dos países em vias de desenvolvimento, seja relativamente aos serviços essenciais por parte de toda a população, respeitando os direitos destes países ao seu desenvolvimento, ao combate à pobreza e à melhoria das condições de vida.»