2003 foi um ano difícil
No tradicional discurso de ano novo, o Presidente da República, Jorge Sampaio, considerou que 2003 foi particularmente difícil para os portugueses e para mundo.
2004 tem de ser o momento de viragem que os portugueses anseiam
«Muitos portugueses viram as suas condições de vida piorar e o desemprego afectou, infelizmente, muitas famílias», afirmou o Presidente da República, fazendo votos que o ano de 2004 possa ser, «tem de ser, o momento de viragem porque os portugueses anseiam».
No entanto, Jorge Sampaio manifestou confiança na capacidade de Portugal para ultrapassar esta conjuntura e «criar dinâmicas de crescimento económico», mas sublinhou que «nada se fará sem uma visão estratégica para o futuro de Portugal, sem políticas claras e atempadas, sem o empenho, o trabalho e o sacrifício de todos». O chefe de Estado garantiu ainda «estar atento aos problemas e à urgência de o solucionar» e «solidário com os portugueses e portuguesas mais vulneráveis e desprotegidos».
No plano externo, Jorge Sampaio desejou a rápida normalização da situação do Iraque, apelou a um combate determinado à «barbárie do terrorismo» e a uma «mobilização à escala mundial» contra o flagelo da sida, e lamentou o recente desacordo sobre o projecto do Tratado Constitucional para a Europa.
A mensagem de Ano Novo estendeu-se ainda às comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo e aos imigrantes que estão em Portugal. «É por conhecermos as dificuldades que os nossos compatriotas experimentaram quando emigraram que temos o dever moral de tratar os estrangeiros que vivem no nosso país, respeitado as nossas leis e criando riqueza com o seu trabalho, do mesmo modo que gostamos que tratem os portugueses emigrados», afirmou o Presidente da República, numa altura em que está para breve a regulamentação da nova Lei da Imigração.
«A Portugal e a todos os portugueses, desejo um melhor ano de 2004, com mais confiança em nós próprios e mais esperança no futuro», concluiu o Presidente da República.
«Insultuosamente envolvido»
O Presidente da República considerou que foi «insultuosamente envolvido» no processo Casa Pia, pela divulgação da existência de uma carta anónima que o associa ao caso e avisou que não pode deixar passar em claro a ofensa.
«Trata-se de crimes que terão de ser punidos, na sede e momento próprios, pois não é legítimo que o chefe de Estado deixe passar em claro ofensas que têm as mais graves consequências no respeito e consideração que são devidas ao Presidente da República», sublinhou, segunda-feira, Jorge Sampaio.
O chefe de Estado classificou como «flagrante violação do segredo de justiça» a notícia divulgada a 1 de Janeiro pelo Jornal de Notícias, que revela a inclusão no processo Casa Pia de cartas anónimas envolvendo o Presidente da República, apesar de terem sido consideradas «irrelevantes» pelo Ministério Público.
Acerca da mensagem do Presidente da República, o Sindicato dos Jornalistas apelou à comunicação social para «não produzir acusações sem provas ou estigmatizar pessoas» nesse caso.
Oscar Mascarenhas, presidente do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas, admitiu que a divulgação das cartas anónimas envolvendo os nomes do Presidente da República e do comissário europeu António Vitorino não tenha sido feita com a intenção de atingir «o bom nome» daqueles dois responsáveis políticos.
«Utilizando o método de redução ao absurdo, (a noticia visaria) mostrar a infância de um documento arquivado num processo» onde não têm qualquer relevância, observou.
«O princípio da ética jornalística é claríssimo: Não se podem transcrever cartas anónimas, não se pode revelar o (seu) conteúdo», frisou Oscar Mascarenhas.
No entanto, Jorge Sampaio manifestou confiança na capacidade de Portugal para ultrapassar esta conjuntura e «criar dinâmicas de crescimento económico», mas sublinhou que «nada se fará sem uma visão estratégica para o futuro de Portugal, sem políticas claras e atempadas, sem o empenho, o trabalho e o sacrifício de todos». O chefe de Estado garantiu ainda «estar atento aos problemas e à urgência de o solucionar» e «solidário com os portugueses e portuguesas mais vulneráveis e desprotegidos».
No plano externo, Jorge Sampaio desejou a rápida normalização da situação do Iraque, apelou a um combate determinado à «barbárie do terrorismo» e a uma «mobilização à escala mundial» contra o flagelo da sida, e lamentou o recente desacordo sobre o projecto do Tratado Constitucional para a Europa.
A mensagem de Ano Novo estendeu-se ainda às comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo e aos imigrantes que estão em Portugal. «É por conhecermos as dificuldades que os nossos compatriotas experimentaram quando emigraram que temos o dever moral de tratar os estrangeiros que vivem no nosso país, respeitado as nossas leis e criando riqueza com o seu trabalho, do mesmo modo que gostamos que tratem os portugueses emigrados», afirmou o Presidente da República, numa altura em que está para breve a regulamentação da nova Lei da Imigração.
«A Portugal e a todos os portugueses, desejo um melhor ano de 2004, com mais confiança em nós próprios e mais esperança no futuro», concluiu o Presidente da República.
«Insultuosamente envolvido»
O Presidente da República considerou que foi «insultuosamente envolvido» no processo Casa Pia, pela divulgação da existência de uma carta anónima que o associa ao caso e avisou que não pode deixar passar em claro a ofensa.
«Trata-se de crimes que terão de ser punidos, na sede e momento próprios, pois não é legítimo que o chefe de Estado deixe passar em claro ofensas que têm as mais graves consequências no respeito e consideração que são devidas ao Presidente da República», sublinhou, segunda-feira, Jorge Sampaio.
O chefe de Estado classificou como «flagrante violação do segredo de justiça» a notícia divulgada a 1 de Janeiro pelo Jornal de Notícias, que revela a inclusão no processo Casa Pia de cartas anónimas envolvendo o Presidente da República, apesar de terem sido consideradas «irrelevantes» pelo Ministério Público.
Acerca da mensagem do Presidente da República, o Sindicato dos Jornalistas apelou à comunicação social para «não produzir acusações sem provas ou estigmatizar pessoas» nesse caso.
Oscar Mascarenhas, presidente do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas, admitiu que a divulgação das cartas anónimas envolvendo os nomes do Presidente da República e do comissário europeu António Vitorino não tenha sido feita com a intenção de atingir «o bom nome» daqueles dois responsáveis políticos.
«Utilizando o método de redução ao absurdo, (a noticia visaria) mostrar a infância de um documento arquivado num processo» onde não têm qualquer relevância, observou.
«O princípio da ética jornalística é claríssimo: Não se podem transcrever cartas anónimas, não se pode revelar o (seu) conteúdo», frisou Oscar Mascarenhas.