Igreja «exorciza» tortura
«A Igreja e todos os peruanos pedem perdão por seus pecados de omissão, que permitiram e ocultaram a violação dos mais essenciais direitos humanos», declarou a Conferência Episcopal da Igreja Católica (CEIC) peruana, sábado, após a análise do documento da Comissão para a Verdade e a Reconciliação (CVR) que arrolou quase 70 mil mortos e pelo menos 7500 desaparecidos, de 1980 a 2000, em consequência da repressão do governo contra os movimentos guerrilheiros.
A altas esferas da estrutura eclesiástica, que apoiaram activamente os governos do ex-presidente Alberto Fujimori, o qual se encontra foragido à justiça sob acusação de diverso crimes de corrupção durante os seus mandatos, pediu também desculpa pela «corrupção pública ou privada, as injustas estruturas sociais, a indiferença, a marginalização e o esquecimento dos peruanos mais pobres».
Incitando à reconciliação nacional solidificada na justiça e na verdade dos factos, a CEIC esclareceu que o governo deve proceder à indemnização das vítimas, individual e colectivamente consideradas, e rejeitou a possibilidade de tal acontecer por via do estabelecimento de programas de desenvolvimento das regiões andina e indígena, onde se concentram o maior parte das vítimas e seus familiares.
O conclave dos bispos pronunciou-se ainda sobre a tortura, os maus tratos e o terror indiscriminado infligidos durante mais de uma vintena de anos, na maioria a militantes dos movimentos populares Sendero Luminoso e MRTA, reconhecendo a existência de «assassinatos de pessoas e populações, execuções arbitrárias e desaparecimentos forçados, torturas, violações sexuais, destruição de meios de produção e serviços, e discriminação e exclusão».
O Peru é, tal como acontece na maioria dos países da América Latina, um dos países onde a opulência ostentada por uma oligarquia dirigente contrasta com as mais gritantes carências da maioria da população, pelo que a hierarquia da igreja católica do país, para além de se retractar publicamente pelos seus inúmeros pecados e compadrios, sublinhou a necessidade de uma inversão na política económica e social actualmente seguida por Alejandro Toledo.
A altas esferas da estrutura eclesiástica, que apoiaram activamente os governos do ex-presidente Alberto Fujimori, o qual se encontra foragido à justiça sob acusação de diverso crimes de corrupção durante os seus mandatos, pediu também desculpa pela «corrupção pública ou privada, as injustas estruturas sociais, a indiferença, a marginalização e o esquecimento dos peruanos mais pobres».
Incitando à reconciliação nacional solidificada na justiça e na verdade dos factos, a CEIC esclareceu que o governo deve proceder à indemnização das vítimas, individual e colectivamente consideradas, e rejeitou a possibilidade de tal acontecer por via do estabelecimento de programas de desenvolvimento das regiões andina e indígena, onde se concentram o maior parte das vítimas e seus familiares.
O conclave dos bispos pronunciou-se ainda sobre a tortura, os maus tratos e o terror indiscriminado infligidos durante mais de uma vintena de anos, na maioria a militantes dos movimentos populares Sendero Luminoso e MRTA, reconhecendo a existência de «assassinatos de pessoas e populações, execuções arbitrárias e desaparecimentos forçados, torturas, violações sexuais, destruição de meios de produção e serviços, e discriminação e exclusão».
O Peru é, tal como acontece na maioria dos países da América Latina, um dos países onde a opulência ostentada por uma oligarquia dirigente contrasta com as mais gritantes carências da maioria da população, pelo que a hierarquia da igreja católica do país, para além de se retractar publicamente pelos seus inúmeros pecados e compadrios, sublinhou a necessidade de uma inversão na política económica e social actualmente seguida por Alejandro Toledo.