Síria ameaçada com sanções

O governo norte-americano pode, a qualquer momento, impor sanções económicas e diplomáticas contra a Síria. Bush assinou no sábado a nova lei que o autoriza, depois de ter recebido plenos poderes do Congresso nesse sentido.
A imposição de sanções depende da avaliação que a cada momento Washington faça sobre a «boa conduta» dos sírios, a quem os EUA exigem que suspendam o seu alegado programa de desenvolvimento de armas químicas e biológicas, retirem as suas tropas do Líbano e deixem de prestar apoio a militantes palestinianos e libaneses.
Entre as possíveis sanções à Síria - que juntamente com a Coreia do Norte, Sudão, Cuba, Irão e Líbia integra a lista de países que a Casa Branca acusa de «patrocinar o terrorismo» - contam-se, entre outras, o veto às exportações americanas para o país, restrições de voo a aviões sírios, limitação de contactos diplomáticos entre os dois países, bem como o congelamento dos fundos sírios depositados nos EUA
Para a Liga Árabe, «esta lei deita por terra a objectividade de Washington no processo de paz» no Médio Oriente, pois «em de pressionar Israel a retomar as negociações de paz com a Síria, impõe sanções à Síria e não a Israel».
Na opinião daquela organização, «a Síria não vai aceitar nenhum tipo de pressão, porque já mostrou sua seriedade no processo de paz, assim como em rejeitar o terrorismo e lutar contra ele».
Ainda antes de Bush assinar a nova lei, a ministra síria Buthaina Shaaban, em declarações à televisão Al-Arabiya, repudiou as acusações de Washington garantindo que «a Síria não fez nada para estar na lista dos países que patrocinam o terrorismo ou para esta lei».
Na opinião da ministra, a lei foi aprovada devido ao apoio de Damasco à causa palestiniana e à condenação de Israel pela ocupação do território palestiniano.


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