Contra os despedimentos
Os trabalhadores da EDP vão estar amanhã em greve contra a «reestruturação» em curso na empresa, que pode levar ao despedimento de dois mil trabalhadores.
Com a redução do número de trabalhadores, degrada-se o serviço
Paralisar durante quatro horas em todos os turnos é a forma que a luta dos trabalhadores da EDP assumirá durante todo o dia de amanhã, contra a «reestruturação» em curso na empresa. Às 14h30, junto à sede da EDP, no Marquês de Pombal, realiza-se uma concentração de trabalhadores e delegados sindicais.
Com estas acções, promovidas pela Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Indústrias Eléctricas de Portugal (FSTIEP), os trabalhadores manifestam o seu desagrado «pela forma desumana como estão a ser tratados pela empresa, como se fossem meros produtos descartáveis de usar e deitar fora». A federação considera necessário dar uma forte resposta imediata ao comportamento da empresa, que ameaça diariamente os trabalhadores. «Os trabalhadores sentem-se ofendidos com as ameaças do tipo “a partir de Janeiro de 2004 já não contamos consigo”, que estão a ser proferidas em todos os locais de trabalho», denuncia a FSTIEP. A administração admitiu já que a referida «reestruturação» poderá levar ao despedimento de dois mil trabalhadores.
A estrutura sindical considera que as ameaças correspondem a uma estratégia «urdida pelo Governo PSD/CDS e perpetrada pela administração do Eng.º Talone». Se este processo não for travado, consideram os representantes dos trabalhadores, «outros se seguirão, a curto ou médio prazo, cada vez mais violentos, pois o que está em causa são números e nestes contam decisivamente os direitos e regalias como objectivos fulcrais a atingir».
Consequências negativas
Desde o início do processo, em Outubro deste ano, que a FSTIEP vem alertando para a degradação do serviço que esta «reestruturação» irá provocar. A estrutura sindical denuncia que as avarias e as deficiências se multiplicam por falta de investimento e de pessoal, a que se junta o encerramento generalizado de instalações. Pelas mesmas razões, acusa, registam grandes demoras na reposição do serviço.
A federação dos sindicatos considera ainda que com esta redução do número de trabalhadores, fica ainda mais prejudicada a capacidade de assegurar ao País o fornecimento de energia eléctrica com qualidade e segurança. Os sindicatos acusam ainda o Governo de seguir cegamente os ditames da União Europeia, apenas se preocupando com a privatização do sector.
Com estas acções, promovidas pela Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Indústrias Eléctricas de Portugal (FSTIEP), os trabalhadores manifestam o seu desagrado «pela forma desumana como estão a ser tratados pela empresa, como se fossem meros produtos descartáveis de usar e deitar fora». A federação considera necessário dar uma forte resposta imediata ao comportamento da empresa, que ameaça diariamente os trabalhadores. «Os trabalhadores sentem-se ofendidos com as ameaças do tipo “a partir de Janeiro de 2004 já não contamos consigo”, que estão a ser proferidas em todos os locais de trabalho», denuncia a FSTIEP. A administração admitiu já que a referida «reestruturação» poderá levar ao despedimento de dois mil trabalhadores.
A estrutura sindical considera que as ameaças correspondem a uma estratégia «urdida pelo Governo PSD/CDS e perpetrada pela administração do Eng.º Talone». Se este processo não for travado, consideram os representantes dos trabalhadores, «outros se seguirão, a curto ou médio prazo, cada vez mais violentos, pois o que está em causa são números e nestes contam decisivamente os direitos e regalias como objectivos fulcrais a atingir».
Consequências negativas
Desde o início do processo, em Outubro deste ano, que a FSTIEP vem alertando para a degradação do serviço que esta «reestruturação» irá provocar. A estrutura sindical denuncia que as avarias e as deficiências se multiplicam por falta de investimento e de pessoal, a que se junta o encerramento generalizado de instalações. Pelas mesmas razões, acusa, registam grandes demoras na reposição do serviço.
A federação dos sindicatos considera ainda que com esta redução do número de trabalhadores, fica ainda mais prejudicada a capacidade de assegurar ao País o fornecimento de energia eléctrica com qualidade e segurança. Os sindicatos acusam ainda o Governo de seguir cegamente os ditames da União Europeia, apenas se preocupando com a privatização do sector.