Falta uma política de juventude
O executivo do PS da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira está a transformar o debate num «monólogo partidário, com consequências graves para o concelho», acusa a JCP.
«As decisões que a gestão do município toma, sem preocupação com as diferentes opiniões que possa haver, esvazia o papel original e fundamental de todos os movimentos e agentes intervenientes nestas matérias», sustenta a Comissão Concelhia de Vila Franca de Xira da JCP, em comunicado.
A forma como a Comissão Municipal da Juventude (CMJ) funciona é exemplo disso. Os documentos e planos de actividade proposto pelo executivo camarário são entregues apenas no dia das reuniões, impossibilitando uma análise cuidada por parte de cada organização.
«A CMJ não pode servir apenas para o movimento associativo dizer que sim ou que não às propostas elaboradas única e exclusivamente pela Câmara Municipal. Não existe qualquer participação por parte dos vários movimentos associativos nas actividades que se vão desenvolvendo no nosso concelho. Não por decisão deles, mas porque a sua participação não é estimulada», considera a JCP, que refere ainda a «arrogância» da CM e a «falta de uma política de juventude».
Faltam medidas
Com a revisão do Plano Director Municipal (PDM), perspectiva-se o crescimento urbanístico e o aumento da desorganização urbana, contrariando o Programa Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa.
A JCP garante que a CM não desenvolveu um debate sério e coerente sobre as suas intenções para o próximo PDM, «arredou do debate e da participação as populações e os seus eleitos e as estruturas associativas. Das propostas que o PS apresentou e no Plano Estratégico Concelhio, verifica-se a ausência de medidas para a contenção do crescimento urbano e a requalificação das áreas urbanas densas.»
Dentro das áreas não abrangidas inclui-se ainda o aumento do tráfego urbano e da poluição, as zonas ribeirinhas de Alverca e Póvoa de Santa Iria e a zona Norte de Vila Franca de Xira e a desqualificação de zonas da Reserva Agrícola e da Reserva Ecológica Nacional para instalar novas zonas habitacionais e de logística.
Por seu lado, a acção de recuperação e animação patrimonial é reduzida no alcance e nos meios. «Muito do que existe continua abandonado ou dependente de projectos sem prazo», denuncia a JCP. É o caso do Museu de Alverca, da arqueologia e etnografia ribeirinha e das quintas municipais, nomeadamente a venda da Quinta da Subserra e a eventual adaptação do Palácio do Sobralinho em unidade privada de hotelaria.
Intervir dia-a-dia
Os investimentos feitos na programação e animação cultural são «insuficientes e não reflectem as necessidades dos movimentos, agentes culturais e projectos locais». A limitação da Temporada de Música e o fim do Festival de Teatro, da Amascultura e da Arte-Jovem são criticados pela JCP, que acrescenta que a CM não deu qualquer justificação para extinguir a Comissão Municipal de Cultura, órgão consultivo que contava com a participação dos movimentos e agentes culturais do concelho.
«Às várias questões que a JCP colocou em assembleias municipais e audições públicas, a senhora presidente Maria da Luz Rosinha responde-nos sempre da mesma forma: que estas opções são políticas e que serão julgadas ao longo do tempo. Mas será que o concelho pode continuar a aceitar que a arrogância de alguns ponha em causa a qualidade de vida e o futuro?», questionam os jovens comunistas.
A JCP sublinha que é possível uma política que promova a participação activa das populações, das instituições, dos vários movimentos culturais e juvenis nos projectos, nas discussões diárias e nas decisões.
A forma como a Comissão Municipal da Juventude (CMJ) funciona é exemplo disso. Os documentos e planos de actividade proposto pelo executivo camarário são entregues apenas no dia das reuniões, impossibilitando uma análise cuidada por parte de cada organização.
«A CMJ não pode servir apenas para o movimento associativo dizer que sim ou que não às propostas elaboradas única e exclusivamente pela Câmara Municipal. Não existe qualquer participação por parte dos vários movimentos associativos nas actividades que se vão desenvolvendo no nosso concelho. Não por decisão deles, mas porque a sua participação não é estimulada», considera a JCP, que refere ainda a «arrogância» da CM e a «falta de uma política de juventude».
Faltam medidas
Com a revisão do Plano Director Municipal (PDM), perspectiva-se o crescimento urbanístico e o aumento da desorganização urbana, contrariando o Programa Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa.
A JCP garante que a CM não desenvolveu um debate sério e coerente sobre as suas intenções para o próximo PDM, «arredou do debate e da participação as populações e os seus eleitos e as estruturas associativas. Das propostas que o PS apresentou e no Plano Estratégico Concelhio, verifica-se a ausência de medidas para a contenção do crescimento urbano e a requalificação das áreas urbanas densas.»
Dentro das áreas não abrangidas inclui-se ainda o aumento do tráfego urbano e da poluição, as zonas ribeirinhas de Alverca e Póvoa de Santa Iria e a zona Norte de Vila Franca de Xira e a desqualificação de zonas da Reserva Agrícola e da Reserva Ecológica Nacional para instalar novas zonas habitacionais e de logística.
Por seu lado, a acção de recuperação e animação patrimonial é reduzida no alcance e nos meios. «Muito do que existe continua abandonado ou dependente de projectos sem prazo», denuncia a JCP. É o caso do Museu de Alverca, da arqueologia e etnografia ribeirinha e das quintas municipais, nomeadamente a venda da Quinta da Subserra e a eventual adaptação do Palácio do Sobralinho em unidade privada de hotelaria.
Intervir dia-a-dia
Os investimentos feitos na programação e animação cultural são «insuficientes e não reflectem as necessidades dos movimentos, agentes culturais e projectos locais». A limitação da Temporada de Música e o fim do Festival de Teatro, da Amascultura e da Arte-Jovem são criticados pela JCP, que acrescenta que a CM não deu qualquer justificação para extinguir a Comissão Municipal de Cultura, órgão consultivo que contava com a participação dos movimentos e agentes culturais do concelho.
«Às várias questões que a JCP colocou em assembleias municipais e audições públicas, a senhora presidente Maria da Luz Rosinha responde-nos sempre da mesma forma: que estas opções são políticas e que serão julgadas ao longo do tempo. Mas será que o concelho pode continuar a aceitar que a arrogância de alguns ponha em causa a qualidade de vida e o futuro?», questionam os jovens comunistas.
A JCP sublinha que é possível uma política que promova a participação activa das populações, das instituições, dos vários movimentos culturais e juvenis nos projectos, nas discussões diárias e nas decisões.