Vacina cubana contra a meningite

Cuba está a produzir um milhão de doses da sua vacina contra a bactéria Haemophilus influenzae tipo b (Hib), causadora da meningite, da pneumonia e da otite nos primeiros anos de vida, o que permitirá imunizar as crianças a partir de 2004, anunciou a semana passada o cientista Vicente Vérez Bencomo, durante o Congresso de Biotecnologia Havana 2003.
Cuba admite a possibilidade de poder começar a exportar a nova vacina a partir do próximo ano, o que constitui uma esperança de vida para cerca de meio milhão de crianças em todo o mundo.
Registada pelo Centro Estatal de Controle de Remédios de Cuba (Cecmed) e com solicitação de patente em mais de 40 países, a Quimi-Hib apresenta 99,7 por cento de protecção a longo prazo contra a bactéria, e é a primeira a ser obtida, de forma sintética, em laboratório.
A vacina, cujo nome comercial é «Quimi-Hib», representa para o país «uma poupança de aproximadamente dois ou três milhões de dólares anuais» e «será utilizada pelo Programa Nacional de Imunização», explicou Vérez Bencomo, principal responsável pela descoberta da vacina. Em Cuba, a primeira campanha de imunização contra esta bactéria começou em Janeiro de 1999 com a vacina existente até à data e desde então foram imunizadas aproximadamente 150 mil crianças por ano no país.
Segundo o cientista, desde 1989 que se trabalhava em Cuba para a obtenção desta vacina, hoje considerada «o primeiro produto importante da biotecnologia cubana que se obtém em laboratórios universitários (Faculdade de Química da Universidade de Havana)». Para Vérez Bencomo, o «seu desenvolvimento é fruto da integração com o Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia e os institutos Finlay e de Medicina Tropical Pedro Kourí», entre outras entidades científicas.


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