A fome não pode esperar
A FAO estima em 842 milhões o número de pessoas subalimentadas em 1999-2001, não por falta de comida mas pela ausência de vontade política para pôr fim ao flagelo.
O número de pessoas que passam fome está de novo a aumentar
Ao apresentar o seu relatório de 2003 sobre a alimentação no mundo, Jacques Diouf, director-geral da ONU para a agricultura e alimentação (FAO), afirmou no passado dia 25 de Novembro que a fome ganha terreno no mundo e que um «continente de esfomeados» de cerca de 800 milhões de pessoas continua à espera da concretização das promessas dos países ricos em os ajudar.
«A menos que uma guerra ou uma catástrofe natural capte momentaneamente a atenção e a compaixão do mundo, pouco se diz e menos ainda se faz para pôr fim ao sofrimento deste “continente de esfomeados”, cuja população, com os seus 798 milhões de indivíduos, ultrapassa largamente a da América Latina ou a da África subsahariana», afirmou Jacques Diouf.
De acordo com o relatório da FAO, o número de pessoas que passam fome está de novo a aumentar. Depois de ter diminuído de 37 milhões ao longo da primeira metade da década de 90, o número dos subalimentados nos países em desenvolvimento aumentou de 18 milhões na segunda metade.
A prosseguir esta tendência, alerta a FAO, não será atingido o objectivo fixado na cimeira mundial da alimentação para reduzir para metade, até 2015, o número de pessoas que sofrem de fome.
«A menos que uma guerra ou uma catástrofe natural capte momentaneamente a atenção e a compaixão do mundo, pouco se diz e menos ainda se faz para pôr fim ao sofrimento deste “continente de esfomeados”, cuja população, com os seus 798 milhões de indivíduos, ultrapassa largamente a da América Latina ou a da África subsahariana», afirmou Jacques Diouf.
De acordo com o relatório da FAO, o número de pessoas que passam fome está de novo a aumentar. Depois de ter diminuído de 37 milhões ao longo da primeira metade da década de 90, o número dos subalimentados nos países em desenvolvimento aumentou de 18 milhões na segunda metade.
A prosseguir esta tendência, alerta a FAO, não será atingido o objectivo fixado na cimeira mundial da alimentação para reduzir para metade, até 2015, o número de pessoas que sofrem de fome.