Universidades não devem ser para privilegiados
«Não queremos um ensino para quem pode pagar, mas sim para quem quer aprender», afirmam os estudantes do ensino superior numa declaração à população portuguesa, onde defendem um sistema de educação que «vá ao encontro das necessidades do País e que reflicta a sua composição social».
«Para isso é necessária uma urgente mudança de política. Não entendemos como pode o Governo fomentar a privatização do ensino, limitando o conhecimento a determinados sectores privilegiados da população. Ao nosso lado nas escolas queremos a população portuguesa, tal como ela é», declaram, referindo que o primeiro passo para alcançar esse objectivo é a revogação da Lei de Financiamento do Ensino Superior. «Enquanto futuros, quadros superiores, esperamos poder vir a dar o nosso melhor para o desenvolvimento do País e esperamos do Pais o total apoio na sua própria formação», acrescentam.
No texto, os estudantes dizem estar a travar uma luta essencial para a defesa dos seus direitos e da população em geral: «Porque encaramos o ensino superior público como um pilar essencial para o desenvolvimento do País, não podemos baixar os braços quanto às intenções do Governo.»
Insucesso escolar
«Se os estudantes do ensino superior são uma franja privilegiada da população, é porque este sistema tem vindo a ser alvo de uma série de ataques, sendo cada vez mais restrito o acesso democrático a todos os que o queiram frequentar», lê-se no documento. Os estudantes dizem que não querem ser vistos como uma elite, mas sim como «o reflexo dela e como quadros em formação para a construção de um futuro para todos».
Para eles, a justiça social não deve ser relacionada com a propina, mas sim com o regime fiscal. Por isso defendem um sistema que «não permita a fuga fiscal e que exija mais de quem mais factura, servindo os interesses de Portugal».
«O Governo não tem coragem política para pedir contas aos mais ricos, por isso, paga quem estuda! Esta não é a filosofia do nosso país. Todos contribuímos e todos temos direito aos serviços públicos, seja qual for a nossa origem económica e social, com é claro na Constituição da República Portuguesa», sublinham.
Os estudantes salientam que não são «uma massa inerte»: «Somos pessoas activas. Muitos de nós são trabalhadores-estudantes, que na maioria fazem do estudo uma componente da sua vida.» A falta de condições das escolas portuguesas é apontada como uma das causas do insucesso escolar, tal como a inexistência de uma formação pedagógica dos professores. «Por isso, não consideramos justo que nos acusem de sermos os únicos culpados do insucesso escolar e que se estabeleçam prazos para a conclusão das licenciaturas», dizem.
Avanço científico do País
A declaração lembra que os estudantes são produtores de conhecimento e são eles quem fornece ao País o desenvolvimento e avanço científico, através dos seus trabalhos, estudos e investigações. «Assim, entendemos que o ensino superior não é apenas um benefício individual, mas é também um mecanismo de valorização colectiva da população», refere.
Os estudantes consideram-se os principais intervenientes do processo educativo e a principal componente da comunidade escolar e contestam a medida do Governo que acaba com a paridade nos órgãos de gestão das escolas. «A ser levada até ao fim esta intenção, a gestão escolar caberá, de forma anti-democrática, aos professores, funcionários do Estado que cumprem orientações, podendo chegar à situação de nomeação para os cargos em vez de eleições», alertam.
«Para isso é necessária uma urgente mudança de política. Não entendemos como pode o Governo fomentar a privatização do ensino, limitando o conhecimento a determinados sectores privilegiados da população. Ao nosso lado nas escolas queremos a população portuguesa, tal como ela é», declaram, referindo que o primeiro passo para alcançar esse objectivo é a revogação da Lei de Financiamento do Ensino Superior. «Enquanto futuros, quadros superiores, esperamos poder vir a dar o nosso melhor para o desenvolvimento do País e esperamos do Pais o total apoio na sua própria formação», acrescentam.
No texto, os estudantes dizem estar a travar uma luta essencial para a defesa dos seus direitos e da população em geral: «Porque encaramos o ensino superior público como um pilar essencial para o desenvolvimento do País, não podemos baixar os braços quanto às intenções do Governo.»
Insucesso escolar
«Se os estudantes do ensino superior são uma franja privilegiada da população, é porque este sistema tem vindo a ser alvo de uma série de ataques, sendo cada vez mais restrito o acesso democrático a todos os que o queiram frequentar», lê-se no documento. Os estudantes dizem que não querem ser vistos como uma elite, mas sim como «o reflexo dela e como quadros em formação para a construção de um futuro para todos».
Para eles, a justiça social não deve ser relacionada com a propina, mas sim com o regime fiscal. Por isso defendem um sistema que «não permita a fuga fiscal e que exija mais de quem mais factura, servindo os interesses de Portugal».
«O Governo não tem coragem política para pedir contas aos mais ricos, por isso, paga quem estuda! Esta não é a filosofia do nosso país. Todos contribuímos e todos temos direito aos serviços públicos, seja qual for a nossa origem económica e social, com é claro na Constituição da República Portuguesa», sublinham.
Os estudantes salientam que não são «uma massa inerte»: «Somos pessoas activas. Muitos de nós são trabalhadores-estudantes, que na maioria fazem do estudo uma componente da sua vida.» A falta de condições das escolas portuguesas é apontada como uma das causas do insucesso escolar, tal como a inexistência de uma formação pedagógica dos professores. «Por isso, não consideramos justo que nos acusem de sermos os únicos culpados do insucesso escolar e que se estabeleçam prazos para a conclusão das licenciaturas», dizem.
Avanço científico do País
A declaração lembra que os estudantes são produtores de conhecimento e são eles quem fornece ao País o desenvolvimento e avanço científico, através dos seus trabalhos, estudos e investigações. «Assim, entendemos que o ensino superior não é apenas um benefício individual, mas é também um mecanismo de valorização colectiva da população», refere.
Os estudantes consideram-se os principais intervenientes do processo educativo e a principal componente da comunidade escolar e contestam a medida do Governo que acaba com a paridade nos órgãos de gestão das escolas. «A ser levada até ao fim esta intenção, a gestão escolar caberá, de forma anti-democrática, aos professores, funcionários do Estado que cumprem orientações, podendo chegar à situação de nomeação para os cargos em vez de eleições», alertam.