Após greve geral

Governo italiano aceita dialogar

O ministro italiano do Trabalho e Segurança Social, Roberto Maroni, manifestou a disposição do governo a retomar o diálogo com os sindicatos sobre a reforma do sistema de pensões, que esteve no centro dos protestos realizados na passada sexta-feira, 24, em toda a Itália.
Dez milhões de trabalhadores aderiram à greve de quatro horas, convocada pelas três maiores centrais sindicais - Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL), Confederação Italiana dos Sindicatos dos Trabalhadores (CISL) e União Italiana do Trabalho (UIL), enquanto se calcula que mais de milhão e meio de pessoas tenham participado nas manifestações que decorreram em diversas cidades do país.
Em Roma, o desfile juntou centenas de milhar de pessoas, em Milão mais de 200 mil e em Nápoles cerca de 80 mil, segundo os números divulgados pelos sindicatos.
Face à dimensão do protesto, o titular da pasta do Trabalho afirma-se agora disposto a «reabrir a negociação com os agentes sociais», aos quais antes da greve havia fechado a porta.
O projecto adoptado no início de Outubro pelo governo de Silvio Berlusconi visa nomeadamente o aumento o tempo mínimo de contribuições de 35 para 40 anos, fixado a idade mínima da reforma em 65 anos para os homens e 60 para as mulheres. Actualmente, os italianos podem reformar-se aos 57 anos de idade desde que tenham cumprido 35 anos de descontos.
O novo regime só produziria efeitos a partir de 2008, mas até lá as autoridades pretendem estimular a permanência na vida activa atribuindo um bónus, através da isenção parcial das contribuições sociais, que representaria 37,8 por cento das remunerações mensais,
O governo afirma que, em 2002, as pensões representaram 13,8 por cento do produto interno bruto do país, que conta com 16 milhões de reformados e 23 milhões no activo, para uma população de 57 milhões de habitantes.
Segundo uma sondagem publicada na manhã da greve pelo diário «La República», 58,5 por cento dos italianos são contra o aumento da idade de reforma


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