Mais despedimentos na EDP
«Há todas as razões para esperar o pior, quando ficam abertas amplas possibilidades de reduzir o emprego, liquidar direitos e aumentar em flecha a precariedade do trabalho», afirma a federação sindical do sector.
A electricidade deve ser um serviço público de todos e não um negócio de alguns
Num comunicado que distribui aos trabalhadores após a reunião de dia 15, em que os representantes sindicais foram informados de que está em marcha um processo de liquidação de emprego no grupo EDP, a FSTIEP/CGTP-IN acusa a administração e o Governo de repetirem «a mesma cassette». Em várias ocasiões, ao longo dos últimos anos, ocorreram «reestruturações» que tiveram como objectivo a redução do pessoal e a limitação dos direitos dos trabalhadores.
Agora, o nome aplicado pela administração é «Plano de Reestruturação de Recursos Humanos». Para a FSTIEP, este PRRH «está em perfeita sintonia com o pacote laboral do Governo, para dar mais lucros aos grandes accionistas e trazer ainda mais perdas aos trabalhadores, aos consumidores e ao País».
Aos representantes dos trabalhadores, a administração do Grupo EDP disse que pretende reduzir entre 1300 e 2 mil postos de trabalho, até ao fim do próximo ano, na produção e distribuição de electricidade em Portugal. Actualmente conta com cerca de 9 mil efectivos.
A Entidade Reguladora do Sector Eléctrico, refere a federação, autorizou «que as eventuais despesas com a redução de pessoal não estorvem os lucros dos grandes accionistas», uma vez que, «até ao limite de 485,7 milhões de euros (mais de 97 milhões de contos), os encargos do PRRH serão considerados como um investimento, amortizável durante 20 anos». Com esta decisão da ERSE, «a EDP ficou ainda com as mãos livres para, à conta desses gastos, aumentar as tarifas de electricidade, passando para os consumidores os custos desta desastrosa política».
Para a FSTIEP, estas são «opções erradas», pois a empresa desperdição «mão-de-obra altamente especializada, competente e dedicada«, e «prefere a proliferação de empreiteiros, a maioria dos quais não garante os mínimos direitos dos trabalhadores nem a suficiente qualidade do serviço efectuado».
Defendendo «outras soluções» para a EDP e para o País e reafirmando que «a electricidade não pode ser um negócio para engordar os lucros privados» e que «o fornecimento de energia deve ser um serviço público de qualidade, à altura das necessidades do País e dos consumidores, prestado por uma empresa sólida, moderna e eficiente, onde os direitos dos trabalhadores sejam respeitados», a federação sublinha que os funcionários das empresas do grupo «têm ainda mais motivos para: ficar atentos e não aceitar compromissos sem analisar devidamente as consequências individuais e colectivas; manter uma estreita ligação aos sindicatos, denunciando as armadilhas e as pressões e disponibilizando-se para acções organizadas de resistência e defesa do emprego e dos direitos, nomeadamente a luta convocada pela CGTP-IN para 30 de Outubro».
Agora, o nome aplicado pela administração é «Plano de Reestruturação de Recursos Humanos». Para a FSTIEP, este PRRH «está em perfeita sintonia com o pacote laboral do Governo, para dar mais lucros aos grandes accionistas e trazer ainda mais perdas aos trabalhadores, aos consumidores e ao País».
Aos representantes dos trabalhadores, a administração do Grupo EDP disse que pretende reduzir entre 1300 e 2 mil postos de trabalho, até ao fim do próximo ano, na produção e distribuição de electricidade em Portugal. Actualmente conta com cerca de 9 mil efectivos.
A Entidade Reguladora do Sector Eléctrico, refere a federação, autorizou «que as eventuais despesas com a redução de pessoal não estorvem os lucros dos grandes accionistas», uma vez que, «até ao limite de 485,7 milhões de euros (mais de 97 milhões de contos), os encargos do PRRH serão considerados como um investimento, amortizável durante 20 anos». Com esta decisão da ERSE, «a EDP ficou ainda com as mãos livres para, à conta desses gastos, aumentar as tarifas de electricidade, passando para os consumidores os custos desta desastrosa política».
Para a FSTIEP, estas são «opções erradas», pois a empresa desperdição «mão-de-obra altamente especializada, competente e dedicada«, e «prefere a proliferação de empreiteiros, a maioria dos quais não garante os mínimos direitos dos trabalhadores nem a suficiente qualidade do serviço efectuado».
Defendendo «outras soluções» para a EDP e para o País e reafirmando que «a electricidade não pode ser um negócio para engordar os lucros privados» e que «o fornecimento de energia deve ser um serviço público de qualidade, à altura das necessidades do País e dos consumidores, prestado por uma empresa sólida, moderna e eficiente, onde os direitos dos trabalhadores sejam respeitados», a federação sublinha que os funcionários das empresas do grupo «têm ainda mais motivos para: ficar atentos e não aceitar compromissos sem analisar devidamente as consequências individuais e colectivas; manter uma estreita ligação aos sindicatos, denunciando as armadilhas e as pressões e disponibilizando-se para acções organizadas de resistência e defesa do emprego e dos direitos, nomeadamente a luta convocada pela CGTP-IN para 30 de Outubro».