Despedimentos na Ford Europe

A Ford Europe anunciou a semana passada a extinção de três mil postos de trabalho na sua fábrica de Genk, na Bélgica. A decisão eleva para 7,7 mil o número de empregos eliminados na Europa e América do Norte, mas a sangria promete continuar até chegar aos 12 mil, o que reduziria em 10 por cento o total dos gastos com pessoal.
Até ao final do ano, a empresa pretende ainda eliminar três mil postos de trabalho nos EUA, e propor a rescisão voluntária a 1700 trabalhadores na Alemanha. A filial alemã da Ford emprega actualmente cerca de 38 mil pessoas.
As medidas implementadas por este gigante do sector automóvel inserem-se num plano de «reestruturação», anunciado o ano passado, que pretende gerar qualquer coisa como cerca de sete mil milhões de dólares de lucro até 2005.
Segundo o jornal Detroit News, também a DaimlerChrysler, principal rival da Ford, vai desencadear um processo de rescisões voluntárias para reduzir de 12 mil para 7 mil o número dos seus trabalhadores nos EUA.
A decisão da Ford Europe constituiu um rude golpe nos projectos do governo belga, que se propôs criar 200 000 empregos até 2007. Para debater esse objectivo, está a decorrer, desde 19 de Setembro até 14 de Outubro, uma «mesa redonda para o emprego» com os parceiros sociais.
Nos últimos dez anos, o governo belga tem apostado na sucessiva redução das obrigações das empresas, alegando que isso incitaria o patronato a investir. No entanto, os dados oficiais comprovam que o número de desempregados se mantém acima do meio milhão, tendo mesmo aumentado nos últimos dois anos. A Bélgica contava, em 2002, com 567 850 desempregados.


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