Código de Justiça Militar

A chamada «Reforma da Justiça Militar», recentemente aprovada no Parlamento, em votação final global, mereceu posições de voto diferenciadas por parte da bancada do PCP.
Voto favorável obteve a alteração da Lei de Organização e Funcionamento dos Tribunais Judiciais que extingue os tribunais militares em tempo de paz.
Idêntica posição foi dispensada ao dispositivo na Lei agora aprovada que concretiza a determinação constitucional de que da composição dos tribunais de qualquer instância que julguem crimes de natureza estritamente militar façam parte um ou mais juizes militares. Já em sentido contrário – e por isso votou contra, na especialidade – avaliou a bancada do PCP as disposições que consagram a indicação de juizes militares por parte da GNR.
É que, como salienta o PCP em declaração de voto, a GNR «não constitui um ramo das Forças Armadas» e está definida na Lei como uma força de segurança, pelo que, aliás, é tutelada pelo Ministério da Administração Interna e não pelo Ministério da Defesa.
No Estatuto dos Juizes Militares e dos Assessores Militares do Ministério Público, por outro lado, os comunistas optaram pela abstenção, tendo registado como positiva a aprovação da norma que confere preferência na nomeação para juizes aos militares possuidores de licenciatura em Direito, mas a encararem como problemático, de um ponto de vista constitucional, o Estatuto conferido aos assessores militares do Ministério Público.
O Código de Justiça Militar, por último, teve o voto contra dos deputados do PCP, por, como é sublinhado no texto, discordância de «alguns aspectos importantes» do diploma. É o caso, por exemplo, da «consagração como crimes estritamente militares de comportamentos que relevam exclusivamente da disciplina militar e que deveriam ser exclusivamente tratados em sede de Regulamento de Disciplina».


Mais artigos de: Assembleia da República

Um quadro negro a reclamar soluções

São inúmeras e do mais variado tipo as dificuldades que se colocam no dia a dia aos deficientes. No Parlamento, em audição promovida pelo PCP, foi esse quadro de problemas que veio de novo a lume, reclamando por soluções urgentes.

Maioria impõe lei da rolha

O PCP acusou a maioria PSD/CDS de querer silenciar as denúncias do ex-sub director da Polícia Judiciária Militar (PJM) coronel Alcino Roque sobre «graves irregularidades» ocorridas naquela estrutura do Estado.

PCP quer alargar direitos

O PCP quer reforçar os direitos dos cidadãos que vivem em união de facto. Um projecto nesse sentido foi entregue no Parlamento.Facilitar o regime de acesso à pensão de sobrevivência constitui uma das medidas preconizadas no diploma, cujas linhas gerais foram dadas a conhecer pela deputada Odete Santos, em conferência de...

Estatuto do cooperante

Melhorar e adequar o estatuto do cooperante ao diversificado quadro de solicitações quer do País quer do mundo, eis, em suma, o principal objectivo do projecto de lei do PCP aprovado, na generalidade, faz hoje uma semana. Igual destino, baixando à especialidade, tiveram diplomas do PS e do Governo, reunindo-se todos eles...

O País está a andar para trás

O Grupo Parlamentar do PCP acusou o Governo de ser o responsável por graves recuos do País. «Há quem diga que o País está parado. A verdade é que o País se move, a verdade é que o País recua. Não está parado, anda para trás, nuns casos sob a batuta e o impulso do Governo PSD/CDS-PP, noutros anda para trás na medida em...

Sufocar a liberdade de informação

Urgem normas que regulem a crescente concentração da propriedade dos órgãos de comunicação social. Essa é a forma de defender o pluralismo e a liberdade de informação, garante o PCP, que não esconde a sua preocupação pela tendência de concentração dos meios de comunicação de massas em poderosos grupos do capital...