Recordar o Chile popular
«Chile, 11/9» é o título da publicação – da responsabilidade do sector intelectual de Coimbra do PCP – evocativa do 30.º aniversário do golpe de Estado que, em 11 de Setembro de 1973, derrubou o governo legítimo da Unidade Popular, chefiado por Salvador Allende, e colocou no poder uma junta militar fascista chefiada pelo general Pinochet.
A brochura contém poemas e excertos de textos, de vários autores, alusivos ao processo democrático chileno, aberto com a vitória eleitoral da Unidade Popular (que agrupava o Partido Socialista, o Partido Comunista do Chile e outros partidos e forças de esquerda) em 1970 e ao massacre fascista de 1973, realizado em conluio com os serviços secretos dos EUA. Pablo Neruda, Gabriel Garcia Marquez, Isabel Allende, Luis Sepúlveda ou o português Ary dos Santos são alguns dos poetas e escritores que surgem na brochura.
A segunda parte da publicação debruça-se sobre os factos históricos do processo democrático chileno, bem como do golpe fascista dos militares e da CIA. Sobre a obra realizada pela Unidade Popular, a publicação destaca várias páginas. Nelas, fica-se a saber (ou a recordar) que o consumo de bens essenciais (como as aves, a carne, o leite ou os ovos) a aumentou entre 15 e 37 por cento. Também as nacionalizações surgem destacadas: o consórcio norte-americano de telefones e telégrafos ITT, as minas de carvão e salitre, as fábricas têxteis e de cimento ou a banca passaram nesse período para as mãos do povo. A reforma agrária e o ensino gratuito foram outros avanços verificados.
Foi tudo isto que o golpe de 11 de Setembro veio travar. Preparado com recurso à sabotagem e à ingerência estrangeira, o golpe fascista provocou a morte a milhares de dirigentes e apoiantes da UP e abriu caminho a uma feroz ditadura militar fascista. Todas as empresas e sectores económicos foram devolvidos aos seus antigos proprietários, que retomaram a exploração dos recursos e dos trabalhadores chilenos.
A brochura contém poemas e excertos de textos, de vários autores, alusivos ao processo democrático chileno, aberto com a vitória eleitoral da Unidade Popular (que agrupava o Partido Socialista, o Partido Comunista do Chile e outros partidos e forças de esquerda) em 1970 e ao massacre fascista de 1973, realizado em conluio com os serviços secretos dos EUA. Pablo Neruda, Gabriel Garcia Marquez, Isabel Allende, Luis Sepúlveda ou o português Ary dos Santos são alguns dos poetas e escritores que surgem na brochura.
A segunda parte da publicação debruça-se sobre os factos históricos do processo democrático chileno, bem como do golpe fascista dos militares e da CIA. Sobre a obra realizada pela Unidade Popular, a publicação destaca várias páginas. Nelas, fica-se a saber (ou a recordar) que o consumo de bens essenciais (como as aves, a carne, o leite ou os ovos) a aumentou entre 15 e 37 por cento. Também as nacionalizações surgem destacadas: o consórcio norte-americano de telefones e telégrafos ITT, as minas de carvão e salitre, as fábricas têxteis e de cimento ou a banca passaram nesse período para as mãos do povo. A reforma agrária e o ensino gratuito foram outros avanços verificados.
Foi tudo isto que o golpe de 11 de Setembro veio travar. Preparado com recurso à sabotagem e à ingerência estrangeira, o golpe fascista provocou a morte a milhares de dirigentes e apoiantes da UP e abriu caminho a uma feroz ditadura militar fascista. Todas as empresas e sectores económicos foram devolvidos aos seus antigos proprietários, que retomaram a exploração dos recursos e dos trabalhadores chilenos.