Torcionários libertados
A Justiça argentina libertou, na segunda-feira, 1, 40 torcionários, entre os quais o ex-capitão Alfredo Astiz, no mesmo dia em que um outro tribunal decidiu reabrir o processo da Escola Superior de Mecânica da Marinha, que funcionava como centro de tortura.
Alfredo Astiz integrava o grupo de 40 prisioneiros que aguardavam uma possível extradição para a Espanha. Contudo, depois de o governo espanhol ter desistido, na sexta-feira, 29, de apresentar um pedido oficial nesse sentido, o juiz argentino, Rodolfo Canicoba, ordenou a libertação dos detidos.
Esta decisão, segundo explicou o juiz responsável, aplica-se a todas as pessoas detidas que não estejam implicadas em processos na Argentina. Rodolfo Canicoba explicou nessa situação estava o capitão Astiz, apesar de este ser alvo de um pedido de extradição por parte da França, o qual nunca terá sido transmitido ao juiz pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros argentino.
Astiz é perseguido judicialmente pelas famílias de duas religiosas francesas raptadas durante a ditadura pelo ex-capitão, que foi condenado à revelia por um tribunal parisiense a prisão perpétua.
Horas depois da sua libertação, a Câmara Federal de Buenos Aires, decidiu reabrir dois antigos processos, entre os quais o da Escola superior de mecânica da Marinha.
Alfredo Astiz, encarregado durante a última ditadura (1976-1983) de infiltrar os movimentos de defesa dos direitos humanos, estava ligado à Escola, onde funcionava o centro de torturas e por onde terão passado cerca de quatro mil pessoas desaparecidas.
A reabertura destes processos implica, entre outros, militares ainda no activo, e foi possível graças à recente anulação pelo Parlamento das leis da amnistia que protegiam os ex-torcionários. Cerca de um milhar de militares beneficiou destas leis votadas sob pressão do exército durante os primeiros anos do restabelecimento da democracia.
General confessa
Entretanto, num programa de televisão transmitido, na segunda-feira, na Argentina, o general na reserva Ramon Díaz Bessone, admitiu que milhares de pessoas foram torturadas e executadas clandestinamente durante a última ditadura. Bessone afirma que a «guerra suja» conduzida na Argentina entre 1973 e 1983, sob o governo militar de Jorge Videla, foi copiada do que a França fez na Indochina e na Argélia.
Nesta que é a primeira confissão pública de uma alto responsável da ditadura, Bessone afirma que foram executados sete mil opositores, número que fica muito abaixo dos 18 mil desaparecidos confirmados pelas autoridades argentinas, ou dos 30 mil de que falam as organizações de direitos humanos
Alfredo Astiz integrava o grupo de 40 prisioneiros que aguardavam uma possível extradição para a Espanha. Contudo, depois de o governo espanhol ter desistido, na sexta-feira, 29, de apresentar um pedido oficial nesse sentido, o juiz argentino, Rodolfo Canicoba, ordenou a libertação dos detidos.
Esta decisão, segundo explicou o juiz responsável, aplica-se a todas as pessoas detidas que não estejam implicadas em processos na Argentina. Rodolfo Canicoba explicou nessa situação estava o capitão Astiz, apesar de este ser alvo de um pedido de extradição por parte da França, o qual nunca terá sido transmitido ao juiz pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros argentino.
Astiz é perseguido judicialmente pelas famílias de duas religiosas francesas raptadas durante a ditadura pelo ex-capitão, que foi condenado à revelia por um tribunal parisiense a prisão perpétua.
Horas depois da sua libertação, a Câmara Federal de Buenos Aires, decidiu reabrir dois antigos processos, entre os quais o da Escola superior de mecânica da Marinha.
Alfredo Astiz, encarregado durante a última ditadura (1976-1983) de infiltrar os movimentos de defesa dos direitos humanos, estava ligado à Escola, onde funcionava o centro de torturas e por onde terão passado cerca de quatro mil pessoas desaparecidas.
A reabertura destes processos implica, entre outros, militares ainda no activo, e foi possível graças à recente anulação pelo Parlamento das leis da amnistia que protegiam os ex-torcionários. Cerca de um milhar de militares beneficiou destas leis votadas sob pressão do exército durante os primeiros anos do restabelecimento da democracia.
General confessa
Entretanto, num programa de televisão transmitido, na segunda-feira, na Argentina, o general na reserva Ramon Díaz Bessone, admitiu que milhares de pessoas foram torturadas e executadas clandestinamente durante a última ditadura. Bessone afirma que a «guerra suja» conduzida na Argentina entre 1973 e 1983, sob o governo militar de Jorge Videla, foi copiada do que a França fez na Indochina e na Argélia.
Nesta que é a primeira confissão pública de uma alto responsável da ditadura, Bessone afirma que foram executados sete mil opositores, número que fica muito abaixo dos 18 mil desaparecidos confirmados pelas autoridades argentinas, ou dos 30 mil de que falam as organizações de direitos humanos