Sorefame faz falta
Chegou aos órgãos do poder central e local o grito em defesa da metalomecânica que, desde 1963, tem um importante peso na economia nacional e no concelho da Amadora. O PCP apela à continuação da luta.
A actividade industrial está ameaçada pelos interesses da multinacional e pela especulação imobiliária
«Podem contar com o PCP para levantar o problema em todos os locais, em todas as instituições onde for possível», declarou Jerónimo de Sousa na quinta-feira, dia 3, perante trabalhadores da ex-Sorefame, na zona industrial da Falagueira/Venda Nova. Logo de seguida, o membro da Comissão Política do Partido acrescentou que «também o PCP faz um apelo a que não se calem, a que não aceitem isto como fatalismo, porque é possível continuar a haver aqui actividade industrial, para bem dos trabalhadores, para bem da população e da economia nacional».
A fábrica portuguesa da multinacional Bombardier não tem contratos que garantam a sua ocupação a partir de Abril de 2004. Desde há um mês, os trabalhadores e as suas estruturas representativas desencadearam uma série de acções, com vista a alertar a opinião pública e os órgãos de poder, de forma a ser encontrada uma solução que evite a destruição da empresa, bem como o desaparecimento de outras unidades industriais vizinhas e diversas empresas que dependem da Sorefame.
Foi esta situação que levou a Comissão Concelhia a realizar uma acção política, durante a hora de almoço, em defesa da indústria e da zona industrial.
Jerónimo de Sousa, na sua breve intervenção, recordou que «o capitalismo nunca tem limites, a não ser aqueles que lhe são impostos pelos trabalhadores, pela sua unidade, pela sua acção e pela sua luta», para salientar a importância da resistência, mesmo com uma correlação de forças desfavorável.
Apoio na AM
Para além da estratégia da multinacional que em 2001 tomou a Sorefame, Jerónimo de Sousa alertou ainda que «à babugem da possibilidade de desactivação deste parque industrial, há interessados em desenvolver negócios imobiliários», contrapondo várias interrogações para análise de quem possa julgar que esta seria uma boa alternativa.
Também para evitar uma substituição de indústrias por condomínios de luxo, «foi importante que ontem, por iniciativa do PCP e da CDU, fosse aprovada, sem votos contra, uma moção impedindo alterações ao PDM e mostrando a solidariedade do município e da Assembleia Municipal à vossa luta e aos vossos objectivos», afirmou o dirigente comunista, realçando, contudo, que «acima de tudo, confiem no vosso esforço, na vossa unidade, na vossa luta».
O ataque continuado à Sorefame «tem a ver com a tentativa do capital multinacional, com cumplicidade de sucessivos governos, que visa a destruição da nossa metalomecânica pesada, da nossa indústria, a liquidação do nosso aparelho produtivo e da produção nacional», acusou Jerónimo de Sousa. Salientou que foi a luta dos trabalhadores que impediu que a Sorefame já estivesse hoje fechada, afirmando a convicção de que «também neste ano de 2003, com profundas preocupações e inquietações, de certeza que o capital e a direita não conseguirão os seus objectivos, no tempo e no modo que pretendem».
Nos próximos tempos, ao que apurámos junto de um camarada que integra as organizações representativas dos trabalhadores da Sorefame/Bombardier, vão prosseguir os contactos com os deputados municipais, que aceitaram visitar a empresa brevemente.
A garantia de trabalho, explicou, poderá ser obtida por via da extensão das actuais encomendas do Metro de Lisboa e da CP.
A fábrica portuguesa da multinacional Bombardier não tem contratos que garantam a sua ocupação a partir de Abril de 2004. Desde há um mês, os trabalhadores e as suas estruturas representativas desencadearam uma série de acções, com vista a alertar a opinião pública e os órgãos de poder, de forma a ser encontrada uma solução que evite a destruição da empresa, bem como o desaparecimento de outras unidades industriais vizinhas e diversas empresas que dependem da Sorefame.
Foi esta situação que levou a Comissão Concelhia a realizar uma acção política, durante a hora de almoço, em defesa da indústria e da zona industrial.
Jerónimo de Sousa, na sua breve intervenção, recordou que «o capitalismo nunca tem limites, a não ser aqueles que lhe são impostos pelos trabalhadores, pela sua unidade, pela sua acção e pela sua luta», para salientar a importância da resistência, mesmo com uma correlação de forças desfavorável.
Apoio na AM
Para além da estratégia da multinacional que em 2001 tomou a Sorefame, Jerónimo de Sousa alertou ainda que «à babugem da possibilidade de desactivação deste parque industrial, há interessados em desenvolver negócios imobiliários», contrapondo várias interrogações para análise de quem possa julgar que esta seria uma boa alternativa.
Também para evitar uma substituição de indústrias por condomínios de luxo, «foi importante que ontem, por iniciativa do PCP e da CDU, fosse aprovada, sem votos contra, uma moção impedindo alterações ao PDM e mostrando a solidariedade do município e da Assembleia Municipal à vossa luta e aos vossos objectivos», afirmou o dirigente comunista, realçando, contudo, que «acima de tudo, confiem no vosso esforço, na vossa unidade, na vossa luta».
O ataque continuado à Sorefame «tem a ver com a tentativa do capital multinacional, com cumplicidade de sucessivos governos, que visa a destruição da nossa metalomecânica pesada, da nossa indústria, a liquidação do nosso aparelho produtivo e da produção nacional», acusou Jerónimo de Sousa. Salientou que foi a luta dos trabalhadores que impediu que a Sorefame já estivesse hoje fechada, afirmando a convicção de que «também neste ano de 2003, com profundas preocupações e inquietações, de certeza que o capital e a direita não conseguirão os seus objectivos, no tempo e no modo que pretendem».
Nos próximos tempos, ao que apurámos junto de um camarada que integra as organizações representativas dos trabalhadores da Sorefame/Bombardier, vão prosseguir os contactos com os deputados municipais, que aceitaram visitar a empresa brevemente.
A garantia de trabalho, explicou, poderá ser obtida por via da extensão das actuais encomendas do Metro de Lisboa e da CP.