Luta travou deslocalização
As deslocalizações no distrito de Aveiro afectaram fundamentalmente o sector do calçado, não se tendo verificado qualquer encerramento recente de multinacionais do sector têxtil. Mas na Bawo, instalada em Estarreja, esta chegou a estar prevista, não se tendo concretizado graças à firme luta das trabalhadoras.
Leonilde Capela, coordenadora do Sindicato dos Têxteis de Aveiro, conta que em Fevereiro o encerramento esteve iminente. Após terminarem uma encomenda, na madrugada do dia 31 de Janeiro, as trabalhadoras foram mandadas de férias uma semana: segundo a administração, o tipo de trabalho ia ser alterado e havia que proceder às modificações necessárias.
A razão era outra, como se comprovou no dia seguinte, apenas algumas horas após o fim do trabalho. Na manhã de 1 de Fevereiro, algumas trabalhadoras que passavam junto à empresa apercebem-se que as máquinas estão a ser desmontadas e colocadas junto ao portão da fábrica. Segundo a sindicalista, o destino era a nova fábrica que a Bawo abrira recentemente no Egipto.
Avisado o Sindicato, inicia-se uma intensa luta em defesa da empresa e dos postos de trabalho. Durante 29 dias e noites, e apesar da chuva e do frio, as trabalhadoras guardam as instalações e impedem a saída das máquinas. O capital foi obrigado a recuar e passa a fazer depender a reabertura da empresa de um acordo: para além de abdicarem dos salários de Fevereiro e Março, os trabalhadores deveriam assinar um documento em como tinham recebido esses dois meses, para que a empresa pudesse pedir subsídios ao Estado. «Mas o Sindicato conseguiu fazer uma salvaguarda àquele documento, no sentido de esses meses serem pagos assim que fossem recebidos os apoios», relata Leonilde.
A luta mostrou ser decisiva. Não arriscando prognósticos acerca do futuro da empresa, a sindicalista afirma que esta está a funcionar plenamente. As toneladas de malha existente em armazém aumentam a confiança.
Escusado será dizer que as trabalhadoras reconhecem a importância do Sindicato nesta vitória: em Fevereiro nem uma trabalhadora da Bawo era sindicalizada. Hoje, todas o são e há duas delegadas sindicais eleitas.
Leonilde Capela, coordenadora do Sindicato dos Têxteis de Aveiro, conta que em Fevereiro o encerramento esteve iminente. Após terminarem uma encomenda, na madrugada do dia 31 de Janeiro, as trabalhadoras foram mandadas de férias uma semana: segundo a administração, o tipo de trabalho ia ser alterado e havia que proceder às modificações necessárias.
A razão era outra, como se comprovou no dia seguinte, apenas algumas horas após o fim do trabalho. Na manhã de 1 de Fevereiro, algumas trabalhadoras que passavam junto à empresa apercebem-se que as máquinas estão a ser desmontadas e colocadas junto ao portão da fábrica. Segundo a sindicalista, o destino era a nova fábrica que a Bawo abrira recentemente no Egipto.
Avisado o Sindicato, inicia-se uma intensa luta em defesa da empresa e dos postos de trabalho. Durante 29 dias e noites, e apesar da chuva e do frio, as trabalhadoras guardam as instalações e impedem a saída das máquinas. O capital foi obrigado a recuar e passa a fazer depender a reabertura da empresa de um acordo: para além de abdicarem dos salários de Fevereiro e Março, os trabalhadores deveriam assinar um documento em como tinham recebido esses dois meses, para que a empresa pudesse pedir subsídios ao Estado. «Mas o Sindicato conseguiu fazer uma salvaguarda àquele documento, no sentido de esses meses serem pagos assim que fossem recebidos os apoios», relata Leonilde.
A luta mostrou ser decisiva. Não arriscando prognósticos acerca do futuro da empresa, a sindicalista afirma que esta está a funcionar plenamente. As toneladas de malha existente em armazém aumentam a confiança.
Escusado será dizer que as trabalhadoras reconhecem a importância do Sindicato nesta vitória: em Fevereiro nem uma trabalhadora da Bawo era sindicalizada. Hoje, todas o são e há duas delegadas sindicais eleitas.